Avózinha (Sim, com acento...)

Março 10 2009

Ainda um destes dias num daqueles programas de televisão feitos com base em gente conhecida de diversas áreas da sociedade e que nos preenchem a hora de almoço no fim de semana, ouvia o Gato Fedorento Ricardo Araújo Pereira proferir uma frase “agora tenho de ir papar uma sandes que estou com fominha” (ou algo do género). Sem dúvida que estaria a encarnar algum dos seus personagens, senão seria duvidoso e até talvez preocupante.

 

A forma e o contexto em que dizemos as coisas pode determinar muita coisa, e “PAPAR” é um bom exemplo. O verdadeiro macho só pode usar essa palavra no seu discurso num único contexto:

- «Já papei aquela gaja»
- «Gostava de papar aquela gaja»
- «Já papáste aquela gaja?»
- «Ó BOA! Papava-te toda e nem precisava de talheres!»

 

Em qualquer outro contexto é de todo desaconselhável, desapropriado e pode ser revelador de alguma bichanisse evidente...evidente ou a querer evidênciar-se. Do género:

- «Já papáste hoje?»
- «Já foste papar?»
- «Tens de papar tudo para cresceres forte e saudável»
- «Queres que te dê de papar?»
- «Tenho de ir papar qualquer coisa»

 

Os pais que falam desta forma com as criancinhas para que elas comam só podem estar a semear vento, e quem semeia ventos colhe tempestades, no limite podem a usar a expressão «tens de comer a papa toda».  Claro que se o filho fôr adolescente pode sempre dizer «então, andas a papar a filha do vizinho?»

 

Pensem, reflictam, façam uma introspeção, vejam se proferem essa palavra no vosso quotidiano e em que contexto, façam uma viagem até à vossa infância e tentem lembrar de que forma os vossos pais vos abordavam, isso poderá explicar muita coisa em vocês. Acima de tudo, perto de crianças, façam um esforço, porque elas são o futuro.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:04

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