Avózinha (Sim, com acento...)

Maio 12 2009

Bem sei que por cá também existem histórias parvas para me servir de inspiração, mas já que estamos na World Wide Web e para não enjoar, de quando em vez vou buscar qualquer coisa além fronteiras, de interesse pois claro. Meio milhão de cigarros é quanto os funcionários públicos da província Chinesa de Hubei estão obrigados a fumar, o progresso e o desenvolvimento económico da região assim o exige.

 

Eu explico, sendo esta região detentora de algumas marcas de tabaco nada mais natural que sejam obrigados a consumir o produto da terra, existem inclusive fiscais a verificar se existem cinzeiros com beatas de marcas de outras províncias concorrentes. Chen Nianzu, membro do sector de fiscalização do mercado de cigarros de Gong'an é peremptório «A medida irá impulsionar a economia local a partir de impostos sobre o cigarro».

 

É gente desta com fibra e sentido de estado que nos está a  fazer falta por cá, se ao menos conseguíssemos olhar para estes bons exemplos. Estou-me a lembrar por exemplo das manifestações que regularmente os nossos professores fazem, se em vez daqueles cartazes com dizeres que não assustam ninguém cada um levasse um Zé Povinho (a fazer um toma) fabricado na Bordalo Pinheiro a já antiga fábrica de faianças não estaria na situação de dificuldade em que está, e até dariam um impulso extra à economia.

 

Nós por cá nem temos industria tabaqueira com expressão (que eu saiba) mas vinho é coisa que não falta, aliás, em vez de andarem a subsidiar o arranque da vinha bem que podiam copiar os chineses. Funcionário público que se preze teria de consumir umas garrafitas por dia, a bem da criação de riqueza e do desenvolvimento da nação,  fazia-lhes bem e até ganhavam uma corzita (como dizia o meu Avô). Mas claro, Alentejano que fosse apanhado a beber um vinho do Douro, estaria à perna com o fiscal.

 

Entretanto os chineses já desistiram de obrigar os funcionários públicos a fumar, devem ter sabido que eu ia falar no assunto e tiveram medo, eles são muitos mas não me metem medo e escrevi na mesma. Lá por esses mariquinhas terem dado o dito por não dito, nós podíamos aproveitar a ideia e começar a molhar a goela da malta com pinga da boa, bem vistas as coisas andariam todos mais alegres e despreocupados e os que não andassem era por incumprimento da quota obrigatória.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:44

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