Avózinha (Sim, com acento...)

Abril 11 2011

Varandagem!
Meus caros (per)seguidores, podeis estar a presenciar ao nascimento de um novo termo na língua portuguesa, coisa que nada tem a ver com as calinadas que este espaço vai fabricando, involuntariamente diga-se. Afirmo-o com tanto de inocência como de convicção de que até agora «Varandagem», pelo menos associado ao significado que lhe dei, é coisa que existe mas ainda não foi alvo de classificação, decerto porque ainda não tinha surgido ninguém com tempo para deitar fora e pensar no assunto.

 

Varandagem nasce da junção das palavras «varanda» e «compostagem», e nasce também da desgraça de ter vizinhos porcalhões que bem podiam ir viver para onde não existisse ninguém perto. Temos então duas definições:

 

compostagem
(francês compostage)
s. f.
Ecol. Processo biológico que consiste em deixar fermentar os resíduos agrícolas e urbanos (gorduras domésticas), misturados ou não em terra vegetal.

 

Varandagem
(francês vizinhô cochon)
s. f.
Processo involuntário que consiste em (quer se queira quer não, ou não fosse involuntário) levar com tudo o que o/a vizinho/a de cima lhe der na real gana sacudir ostensivamente, tapetes, cobertores, edredões e todo o tipo de artigo que seja rico em pó, pintelhos, unhas, ácaros e merdas que lá estejam a habitar.

 

Claro depois desta definição, cada um que decida o que fazer com o espaço. Deixar acumular e fazer um belo canteiro habitat de sabe-se lá que bicharada ou então limpar assiduamente para que nada floresça a não ser o azulejo e uma ou outra planta de vaso que por lá se tenha, portanto, ao contrário da compostagem, pode optar por não deixar fermentar.

 

O Ácaro é um bicho que se alimenta de tecidos mortos, portanto sendo eu um ser leal à bicheza que come os tecidos mortos, não quero misturar as peles mortas da vizinhança com as minhas, sou um picuinhas o que posso fazer. Isto a título de exemplo, pois a minha picuinhisse (eu sei que esta palavra não existe) vai de encontro a qualquer item que resulte de varandagem, simplesmente prefiro que não haja misturas.

 

Sobretudo se lhe apetecer beber um café na varanda pense se estará a incomodar algum sujeito na nobre arte de sacudir merda para cima dos outros. O café vai bem com muita coisa, pau de canela, açúcar, chocolate, um cheiro de whisky ou bagaceira...com pintelhos não me parece, e se um dia me apetecer experimentar, será com espécimes dos meus, de Denominação de Origem Controlada portanto.

 

Assim, a partir de hoje não vale associar mais nada a este termo, esqueçam.

 

Inté

publicado por Avózinha às 00:06

pesquisar
 
Abril 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
12
14
15
16

18
19
20
21
23

24
25
27
29
30


mais sobre mim
subscrever feeds
blogs SAPO