Avózinha (Sim, com acento...)

Abril 28 2009

Em cada esquadra da PSP existe (ao que parece) objectivos a atingir quanto ao número de detenções a efectuar por ano, o que para mim não constitui surpresa (ou sim). Já se sabe como é o verdadeiro Tuga, se se coloca um objectivo ele chega lá e pronto, não é preciso mais, se não se coloca ele vai deixando-se andar, um grande dilema.

 

Esta directiva coloca um problema de competitividade entre esquadras, claramente as que se situem em zonas mais problemáticas saem favorecidas, é muito mais fácil pescar onde o peixe abunda. De modo a garantir igualdade de mercado sugiro acções de formação e promoção à bandidagem nos locais mais pacíficos e dessa forma permitir aferir quem na verdade sabe ou não apanhar meliantes, pôr os agentes em condições de igualdade na competição.

 

Depois, espero bem que o mesmo indivíduo detido várias vezes apenas conte uma vez, pois à velocidade a que são soltos ainda está o agente a preencher a papelada e já está o bandido pronto para outra. Eu compreendo, é que aguardar julgamento pode se tornar fastidioso e depois os processos demoram tanto tempo que uma pessoa tem que se entreter com alguma coisa. E como não sabem fazer mais nada...

 

Com isto também estou a ver a actividade de fora da lei passar a ser mais itenerante, onde os visados passem a estar mais atentos a onde as quotas de detenções já tiverem sido atingidas e assim a pressão sobre o crime ser menor. Por outro lado, outros, vão querer andar em zonas de quotas mais baixas...prevê-se vida difícil para os bandidos, já não bastava os pobres coitados terem de andar a fugir à polícia.

 

Proponho uma espécie de Bolsa do Crime, ao jeito da Bolsa de Carbono onde è possível negociar e trocar participações para as emissões desse gás, assim, entre esquadras seria aceite negociar quotas de detenções excedentárias ou o inverso. Por estas e por outras é que não quero ser polícia nem ladrão, é uma actividade muito confusa e exigente.

 

Ufa! Estou exausto.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:36

Abril 28 2009

«A Comissão Europeia quer que as actividades ilegais também contem no apuramento do produto interno bruto.»
Se a Comissão quer quem somos nós para contrariar, longe de nós essa ideia estúpida, se é para contabilizar falcatruas, vamos a isso, mão à obra, aliás não poderiam vir bater a porta mais certa e nem em hora melhor. Numa altura de crise como esta e com o nosso défice crónico das contas do estado, é ouro sobre azul vir alguém dizer para contabilizar dinheiros não importa a proveniência.

 

Só agora entendo visionários como Isaltinos e Fátinhas (entre outros, é só um exemplo) que ao desenvolverem economias paralelas estavam a contribuir fortemente para o desenvolvimento do país e consolidação orçamental. O próprio Tuga que está sempre à espreita de se baldar ao IVA, dispensando a facturinha sempre que possível não tem feito mais do que ajudar o crescimento do PIB.

 

Mas calma que não é para já, no entanto, daqui a uns anos negócios como prostituição ilegal, sacos azuis e de outras cores, tráfico de droga, jogo clandestino, contrabando ou outra qualquer actividade ilícita podem passar a contar como riqueza. Se é verdade que esta medida vai tirar algum gozo a este tipo de actividades, não é menos verdade que também vem moralizar um pouco as hostes de quem vive nas entrelinhas do orçamento de estado.

 

Quem ajudou bastante nesta ideia foram os Gregos e as Gregas (hum...hum...Gregos?? Sócrates era Grego não era? Nós também temos um, será que está metido nisto? Bem, adiante...) quando em 2006 e na eventualidade de sofrer sanções, a Grécia a contas com um défice excessivo decidiu refazer as contas incluindo todo o tipo de negócio (mesmo ilegais, mas é só um pormenor) o resultado foi tão só uma subida de 25% do PIB .O Eurostat deu o OK a esta prática.

 

Nunca pensei que fossemos tão parecidos com os Gregos, ou eles parecidos connosco, na habilidade e imaginação, mas tenho em mim uma fé inabalável que os conseguimos superar, vamos aproveitar este período de transição enquanto a medida não entra em vigor e começar a arranjar despesas “criativas” (vale tudo) e quando o grande dia chegar vamos pulverizar esses míseros 25%. Por esta altura já devemos estar nos 24,99% portanto falta muito pouco. Heróis do mar, nobre Povo, Nação valente, imortal...tá tá rá tá tá!!

 

Inté

publicado por Avózinha às 00:30

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