Avózinha (Sim, com acento...)

Abril 20 2009

Ai ai (suspiro)! Como é bom inspirar fundo e desfrutar do ar do campo, sentir o cheiro da terra e da natureza, ouvir os sons da vida a interromper o silêncio, a água que segue o seu curso riacho abaixo e alimenta os seres que nela se passeiam, a brisa que me massaja a pele e se esgueira por entre os meus cabelos. E cá estou eu, na minha casinha junto à estrada nacional onde os carros não dão descanso ao asfalto nem à calmaria e o cheiro a escape não engana...mas sem dúvida foi uma forma bonita de começar, sempre quis iniciar desta forma estes meus rascunhos «bloguianos» e calhou hoje.

 

Esta introdução foi uma espécie de prelúdio para o que se passou na Jamaica este Domingo, onde um rapazito aparentando uns 20 anos (à data que escrevo ainda não se sabia a identidade) sequestrou um avião com 169 passageiros mais toda a tripulação. Antes de mais quero expressar a minha indignação por este acontecimento e ainda mal refeito do choque, prossigo. Seja turista seja cidadão do reino de Jah o castigo terá de ser exemplar, com tanto sítio (Iraque, Paquistão, Afeganistão, etc...) onde pode ir fazer diabruras, escolhe logo este santuário de paz e amor para chatear. O que lhe deu? Acabou-se-lhe a erva? Ficou sem mortalhas? Não encontrava um isqueiro?

 

Sempre pensei que por aquelas bandas não houvesse chatices, que toda a gente sorria e dava os bons dias a quem passava, até andava a pensar em candidatar-me a uma das duas ofertas de emprego em Montego Bay que vi na internet, uma para jardineiro e outra para cantoneiro, em ambas só tinha de fumar o mato rebelde que por lá vai brotando como a natureza manda. E não era trabalho para se fazer, era coisa para se ir fazendo...com calma.

 

Este pirata (não) conseguiu estragar a imagem que tinha da Jamaica e que habitava o meu imaginário, as palmeiras inclinadas para o mar paradisíaco como que a indicar o caminho através de auto-estradas de areia branca, o calor do ar que se tempera com as águas mornas e calmas de Neptuno. Com tanta coisa boa para desfrutar por lá põem-se a sequestrar aviões...tenham juízo.

 

Olha eu a fazer um código de barras com uma Jamaicana bacana negona. Isso é que era, qual quê!

 

(Já foi preso e ninguém se magoou)

 

Inté


Abril 20 2009

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público decidiu “ir dar uma vista de olhos” pelo novo regime de custas judiciais e ao que parece chegaram à conclusão de que este é mais penalizador para as vítimas do que para os arguidos. No bolso as diferenças são visíveis e só na fase de instrução enquanto um arguido pode ter de custear até um máximo de 300 euros a vítima pode ter de desembolsar até 1000 euros...como dizia o outro, «é só fazer as contas».

 

Transcrevendo o porta voz do sindicato Vítor Pinto : «Na fase de abertura de instrução não há um tratamento de igualdade entre o arguido e o assistente, a vítima ou ofendido, útil seria que fosse explicada a razão dessa diferença, porque não estamos a vê-la».

 

Não estão a vê-la mas estou eu, e já que pedem para explicar a razão vou tomar a iniciativa de o fazer...e de borla. É muito simples e está implícito, «afinal quem é a vítima?» cada um no seu lugar e a vítima tem que desempenhar o seu papel de...vítima, e nessa condição tem de as pagas bem pagas (literalmente). Eu estou absolutamente de acordo, aliás “nunca gostei muito” de gente que gosta de se fazer de vítima.

 

Depois é uma questão de matemática e de lógica, temos sempre de fazer tudo para não sermos a vítima se não queremos pagar mais, é só passar para o outro lado, dos arguidos claro está. Aliás faz todo o sentido, o pobre é quem mais tem a mania de se pôr do lado das vítimas e assim pensa duas vezes, se não tem dinheiro deixa-se estar caladinho e quieto ou então pode sempre fazer pior para estar sempre do lado dos arguidos.

 

Isto pode ser muito bom para libertar os tribunais do (segundo dizem) excesso de processos que se arrastam e entulham a justiça. Sabendo que a maioria do pessoal é “pobre” devia ser ainda mais caro, ficando estes mais aliviados para julgamentos dos ricos que como é sabido são bem menos e darão muito menos trabalho. Por tudo isto nem percebo porque fazem ondas.

 

Já não há vítimas como antigamente é o que é!!

 

Inté


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