Avózinha (Sim, com acento...)

Abril 01 2009

Logo que os meus olhos “bateram” na notícia que rezava que Stanley Ho (magnata dos casinos de Macau) perdeu 89% da sua fortuna, o meu espirito solidário desatou a disparar em todas as direcções. Segundo a revista Forbes o pobre homem teria agora somente mil milhões de dólares, e eu, que ainda estou traumatizado com as perdas financeiras sofridas com o negócio dos canivetes, comecei a pensar em formas de ajudar o senhor.

 

Não podemos ser vingativos nem egoístas e como já passei pelo mesmo que ele, acho que a melhor resposta que posso dar é retribuir ajundando-o a recuperar o terreno perdido, até porque o Stanley é um investidor no nosso país. Desde uma bancadazita a vender limonada aqui na porta de entrada do prédio, umas rifazitas ou até um peditório num desempenho artístico entoando cantigas populares junto a um cartaz dizendo «HO HO HO, ajudem o Stanley Ho» pensei em tudo e estava embalado.

 

Só parei quando percebi que era tudo um mal-entendido, aliás, só podia ser, pois (novamente os meus olhos) dias mais tarde uma outra notícia informa que uma empresa do magnata em questão pretende adquirir 27% do maior banco de Cabo Verde. Através dessa mesma participada que detém anunciou a intenção de investir 40 mil milhões de dólares até 2018 no desenvolvimento de biocombustíveis...mas em paises africanos senão o Sócrates já tinha anunciado aos quatros ventos.

 

Stanley, eu sei que a culpa não é tua, as contas para a revista Forbes devem ter sido feitas por algum regulador dos mercados financeiros que como se sabe andam distraídos à decadas a olhar para o que não interessa. Na pior das hipóteses terá sido algum caixa d’óculos do Banco de Portugal, mas aí, creio que ao invés de descer no ranking dos mais ricos, não teriam percebido que o homem existia e tinha dinheiro.

 

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:53

Abril 01 2009

Dava jeito ter uma veia de Artur Albarran para com alguma eloquência poder fazer aqui uma introdução dramatica (“...o drama, o horror...etc.) que pudesse espelhar o estado de choque em que me encontro após ter visionado um certo documentário que se intitula «the perfect vagina». Esta investigação retracta uma tendência que se está a verificar nas mulheres do Reino Unido para recorrer à cirugia estética e assim (segundo elas) embelezar o seu objecto preferido de chatagem...donde julgam ter surgido a expressão «...ficas a pão e água, ouviste!?».

 

Por incrível que vos possa parecer, o que me moveu para ver o dito documentário não foi a minha taradice crónica, mas sim ter lido algumas opiniões acerca dessa peça e também óbviamente a minha demanda em tentar ainda nesta vida compreender as mulheres. Confesso que de início fiquei ainda mais confuso mas depois alguma luz se fez e afinal elas são mais humanas do que parecem ser, e não digo isso só por que vi algumas sofrer de dor ou a chorar.

 

Mais uma vez fica demonstrado que elas ficam sempre a ganhar em relação a nós pois, corta daqui, tira um bocadinho dali, é coisa que não equaciono fazer para tornar o meu orgão mais bonito, aqui não se corta nada. Depois, a conclusão que tirei, é que, o que as move é não só a insatifação acerca do aspecto estético da sua vagina mas o querer que a dita seja igual à que viram numa revista ou noutro lado qualquer, e atenção, este anseio é transversal a todos os escalões etários, das mais novas às nem por isso.

 

Ora, já sabíamos que este tipo de inveja/cobiça da mulher por aquilo que a “vizinha” tem é bastante comum nelas, agora que se estenderia ao aspecto da crica e que estariam dispostas a sofrer tanto por isso, é de todo (para mim) inesperado. Quando digo sofrer, estou a ser brando, porque o que passam durante e o pós do corte e costura é de arrepiar, mas como lá diz o ditado «quem corre por gosto não cansa»,  digamos que durante algumas semanas correr não as cansa, mas doi para caraças...e sentar então...

 

Não acredito que a sua insegurança resulte apenas de alguns relatos que podemos observar nas entrevistas a homens que confessavam que o aspecto da dita poderia determinar se as escolheriam ou não como pareceiras, outros havia que diziam que não era por aí, mas elas eram convictas que tanto do lado feminino como masculino já tinham sofrido comentários (sobre a dita) jocosos ou pouco abonatórios e sido rejeitadas por isso mesmo.

 

Foi também abordada a questão da cirugia de “reconstrução da virgindade” (como gosto de lhe chamar) mas desta vez mais associado às comunidades islâmicas, autênticos dramas, eles “disparam” para tudo o que mexe e depois querem casar com virgens, tipo quem procura o primeiro emprego e só pedem gente com experiência. Na verdade esperava um pouco mais, ou seja, contava que mais conclusões fossem retiradas de matéria tão sensível, talvez no Reino Unido não conheçam expressões como «brinca mas não estragues», «depois de usar deixe como estava», «manusear com cuidado» ou «depois de lavadinho está como novo».

 

Inté


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