Avózinha (Sim, com acento...)

Fevereiro 18 2009

No mesmo dia fico ao corrente de duas notícias contraditórias sobre o estado da indústria do sexo em Portugal. Antes de prosseguir gostaria que alguém me explicásse o motivo porque que designa esta área de actividade empresarial como de «indústria»...como não me apeteceu esperar fui ver ao dicionário:

 

do Lat.  industria

s. f.,
conjunto das actividades relativas à transformação de matérias-primas em bens de produção ou de consumo, servindo-se de técnicas, instrumentos e maquinarias adequados a cada fim;
actividade económica do sector secundário que engloba as actividades de produção e transformação por oposição ao primário (actividade agrícola) e ao terciário (prestação de serviços);
o conjunto das empresas industriais;
habilidade e destreza para realizar algo;
aptidão;
arte;
perícia;
profissão;
ofício;
invenção;
astúcia;
engenho.

 

E pronto, lá tive de ficar convencido.

 

Como estava a dizer, uma das notícias concluía que por cá o negócio estava mau e inclusive algumas sex shops a fechar devido à quebra das vendas, outra dizia que tudo estava bem. Fiquei como normalmente fico quando acompanho os debates na Assembleia da República, sem saber em quem acreditar visto aparecerem sempre verdades opostas. Nos Estados Unidos os principais detentores do negócio pediram inclusive um apoio financeiro ao congresso no valor de 5.000 milhões de dólares, coisa pouca.

 

Eu acho que a crise está mesmo a afectar o negócio do sexo, a crise e não só, todo um modelo de sociedade em que assenta a vida das pessoas, eu explico. O apetite sexual mantêm-se (penso eu de que) e até há medicação para (quase) todo o tipo de dificuldade, também não me parece que a vida agitada e o stress estejam a prejudicar, acredito que se passa precisamente o contrário, actividade sexual a mais. Hoje em dia quem não a a fez está para a fazer, o que é o mesmo que dizer, quem não se está a preparar para foder alguém, está ser fodido...é como digo, com tanto frenesim depois já não há vontade para mais.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:21

Fevereiro 18 2009

Tenho andado por aqui com a minha cabeça às voltas (não tipo exorcista) a tentar arranjar uma solução para a crise, a recessão que atravessamos, nós e os outros países todos, o que por norma costuma ser uma boa desculpa para dar quando as coisas não correm bem na Tugolândia...aparece sempre um chico esperto que diz que a conjuntura é global e então podemos estar todos mais descansados. Ai é global? É pá então tudo bem!

 

Como sabem, vocês que acompanham o Avózinha, tenho explicado muitos fenómenos que por cá acontecem e arranjado outras tantas soluções para grandes problemas...e sempre de forma credível e algumas vezes até espectacular (modéstia á parte). Mas esta crise é obra do diabo e não tenho conseguido encontrar soluções para tanta contrariedade.

 

Inspirar-me com auxílio de drogas ou alcool está fora de questão, pelo menos para já, não estou assim tão desesperado. Com tanta notícia a fazer barulho na minha cabeça, não consigo pensar, é despedimentos em massa, falências, o Freeport, o BPP, o BPN, espera aí...é isso mesmo, BPN. Bem, a solução não é bem o BPN, mas sim a solução encontrada para o mesmo.

 

Até agora os governos têm tentado debelar a crise injectando liquidez no mercado não surtindo o efeito total desejado,  mas isso já foi feito no BPN, a verdadadeira solução foi o passo seguinte, uma comisão parlamentar, vou lixar a crise com uma comissão parlamentar. Como sabemos, o que normalmente acontece é...nada, tudo o que para lá entra dá em nada, então toca a juntar uns quantos deputados numa comissão e fazer a crise entrar. Vão ver que afinal nem sequer havia crise.

 

Inté


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