Avózinha (Sim, com acento...)

Fevereiro 08 2009

#%&$#£@$%#& é o que me apetece dizer sobre o que assola o meu estado de espirito neste momento, e não é para menos depois de saber que foi retirada a autorização de vender canivetes aos reclusos, assunto falado neste espaço faz alguns dias. Depois de ter investido tudo o que tinha (e não tinha) neste fulgurante e atractivo negócio alguém se lembrou que afinal não é boa ideia vender naifas em prisões, o ministro Alberto Costa (conhecido nas prisões como O Naifas) até tinha dito que o tema estava a ser tratado com «conhecimento e inteligência» e agora este volta-face.

 

E aqui estou eu sentindo-me uma vítima de um qualquer plano Madoff(iano) onde depois de ter investido toda a minha fortuna amealhada ao longo destas minhas três decadas e mais uns pós de existência, fico sem os 73,53 €uros que com tanto suor andava a juntar para um dia mais tarde adquirir um Barca Velha e desfrutar em boa companhia pois claro, porque o vinho é isso mesmo. E ao ritmo a que estava a conseguir amealhar já não faltava muitas décadas para lá chegar.

 

Desliguei o meu telemóvel e não estou para ninguém após saber que os reclusos estão a ser “intimados” a devolver os utensílios que compraram com tão boas intenções, aos quais até já devem estar afeiçoados. Eu não aceito devoluções, sobretudo porque a mercadoria é de boa qualidade e o argumento «à, agora já não quero isto» não é justifação. Os reclusos esses, agora estão ser ameaçados com sanções disciplinares se não devolverem os canivetes...

 

É sempre a mesma coisa, não quero ser velho do restelo mas neste país não é possível ser promovido ao grupo dos abastados, uma vez pobre, pobre toda a vida. A visão e o empreendorismo estão vedados a individuos como eu que não nasceram em berço de ouro, só porque me antecipei decidem logo acabar com a ideia, que se fosse autoria lá do grupo de amiguinhos deles, era para continuar.

 

Alguém quer comprar um canivete? São bons, e baratinhos!

 

Inté


Fevereiro 04 2009

Hoje sinto-me um pouco nostálgico, tenho algumas saudades de outros tempos em que por exemplo os herois não sabiam artes marciais nem praticavam desportos radicais, era acomo se sentissemos que também nós podíamos encarnar um desses personagens. Lembram-se do MacGyver e o seu canivete?

 

Por falar em canivete, nem a propósito, ela há cada coincidência, nem sei bem porquê mas lembrei-me agora que o dito utensílio está a ser vendido nas cantinas de alguns estabelecimentos prisionais e não pensem que estou no gozo porque é mesmo verdade.

 

Finalmente apareceu um Conde de Monte-Cristo com esta brilhante ideia e faz todo o sentido, já basta os reclusos andarem a fazer das tripas coração para arranjarem com mil e uma artimanhas objectos cortantes que podem muitas vezes desenrascar numa qualquer situação (como por exemplo tirar a caquinha das unhas ou de um fazer um palito) mas por vezes ineficazes por serem de tão rudimentar fabrico.

 

O ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou que esta temática está a ser conduzida com «conhecimento e inteligência» e diz «Esse assunto tem sido tratado com competência pela Direcção-Geral dos Serviços prisionais» que tem «toda a minha confiança para abordar esse assunto». Sem dúvida que está ser tratado com inteligência e assim fico muito mais descansado, fico eu e quem tiver um negócio de canivetes.

 

Bom, espero bem que agora não haja guerras entre os reclusos só porque um tem o canivete e não empresta ou porque o outro ficou com o canivete mais bonito e só havia um daquela côr. O mito caiu por terra, eu, ia jurar que nas prisões, medidas excepcionais de segurança teriam sempre que ir contra a distribuição de canivetes e/ou outros artigos que pudessem ameaçar a paz nos cárceres, afinal não é bem assim...falta-me conhecimento e inteligência.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:13

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