Avózinha (Sim, com acento...)

Dezembro 13 2010

A vida é como uma relação sexual e quando digo «como» pensem na comparação que quiserem, a verdade é que há pessoas que valorizam o sexo e outras nem por isso, assim como a vida. Mas o sexo como a vida são coisas que se querem com prazer para podermos desfrutar delas, e haverá sempre quem tenha mau sexo e se queixe ou esconda, e outras que se congratulam...não adianta arranjar desculpas, em ambas tudo não passa de uma parceria em que cada um deve dar o melhor que tem.

 

Quando digo «A vida é como uma relação sexual» não me refiro a um relacionamento com alguém em que podemos dizer “isto hoje não correu bem, estou um pouco cansado, amanhã será melhor” mas sim a apenas um único acto, sem segundas oportunidades, no entanto não vale a pena ficarmos nervosos com medo que seja um desastre, julgo eu, a melhor maneira é entregarmo-nos ás delícias do prazer, é certo que para isso é preciso estar comprometido, querer, desejar, e trabalhar em prol pois claro.

 

Imaginem pois o nascimento como se fosse a atracção, o desejo inicial, nascemos e a vida puxa-nos, chama-nos sem que nós saibamos explicar a vontade que nos impele de prosseguir, é algo supostamente irracional...instinto carnal. É verdade, só de seguida vem a sedução, fazer olhinhos, as poses para atrair, nada mais nada menos que o espaço temporal até chegar-mos à adolescência, até aqui foi tudo uma brincadeira e só não foi inocente porque se tratou de um meio para chegar a um fim...nem sempre consciente mas mais tarde ou mais cedo a inocência há-de ficar pelo caminho.

 

A inocência foi dar uma volta, os preliminares estão aí, a adolescência ao rubro do rubor, é tempo para soltar a energia, a energia que antes nos impelia a brincar infindávelmente agora faz os corpos aquecerem, tremerem, ansiarem pelo toque como desconhecíamos existir em nós.  Haverá sempre quem diga «nunca vivi a minha infância» ou «não me deixaram gozar a adolescência» e é um facto que o tempo não volta atrás, mas há que confiar, nada é perfeito, prosseguir de forma apaixonada, manter o romance, se o objectivo é o prazer é bom que se faça por isso, não é preciso complicar...já bastam as contrariedades.

 

Chegámos à fase adulta, vimo-nos, conhecemo-nos, estamos cheios de desejo e inevitavelmente os nossos corpos irão fundir-se, não vale a pena ter pressa, o melhor mesmo é sentir o momento (como sempre) e deixar fluir o desejo. Se tudo correr bem esta viagem prosseguirá o seu curso, continuaremos a explorar as possibilidade e a conhecer novos territórios, sem parar e definitivamente sem nunca andar para trás até à estação que cada um conseguiu e trabalhou para chegar...porque é preciso lembrar que não depende só de nós, mas também.

 

Toda a imensa energia descarregada dá lugar a uma sensação de libertação, por agora apenas queremos desfrutar de todas as sensações vividas num misto entre o gozo e o “agora não me ocorre mais nada” a não ser um sorriso espontâneo (e um cigarrito para quem fuma) chegamos a um momento em que mesmo que quiséssemos não teríamos energia para repetir tudo de novo...tudo para depois renascermos e encetar nova demanda. Se isto não é a prova de que existem outras vidas depois da morte, não sei o que será.

 

Inté

publicado por Avózinha às 08:15

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