Avózinha (Sim, com acento...)

Dezembro 01 2008

Sempre que penso que já não é possível ser surprendido com mais nada, aparece sempre qualquer coisa que me consegue espantar. Estou a pensar específicamente naquelas reportagens sobre as praias supostamente interditas a banhos, sejam elas albufeiras, fluviais «whatever». Aquela malta que vê as placas a dizer que a água está contaminada e continua a frequentar dizendo para a reportagem «já venho aqui desde pequeno, e isto nunca fez mal»...que delícia de testemunho.

 

Se algum dia mudar de país – se tiver oportunidade - isto vai ser concerteza um dos items de que vou sentir saudades. Até me faz suspirar!

 

A questão é mais complexa do que se possa imaginar e na verdade estes interpretes não estão desprovidos de razão (digo-vos isto enquanto aprecio um Porto do melhor, que nem os mortos ficariam indiferentes, está tão bom que não pude deixar de patilhar convosco. Se me pagássem fazia publicidade, assim fica só para mim). Alguma razão assiste a esta boa gente e se há algo que nunca tento descurar é a sabedoria popular, senso comum, é de borla meus senhores e assenta em milénios de experimentação.

 

Na verdade, neste caso, a razão assiste-lhes, a bicheza hoje em dia é selectiva e só entra com quem é desconhecido, uma vez por engano entrei com a minha  viatura num daqueles bairros onde só se deve entrar se estiver bêbado ou se fôr parvo como eu e imediatamente fui o alvo das atenções. Meia volta e desapareci dali para fora...não sou assim tão parvo.

 

Seja lá o que fôr que está a contaminar o sítio, vírus, bactéria, ou outro, o parasita obedece a uma conduta. Assenta numa estrutura tipo máfia respeitando a família dominante, ora neste caso, os indígenas são quem domina o sítio, assim sendo estão a salvo das investidas pestlientas de tamanha maleita.

 

Quem chegou primeiro? As pessoas "da terra" já lá estavam, a contaminação chegou depois e como o respeitinho é bonito só está sujeito quem fôr estranho por aquelas bandas. Há valores que devem manter-se a bem do equílibrio da sociedade, e na crise de valores que estamos a atravessar valha-nos exemplos destes para nos manter os pés assentes na terra e lembrar das nossas origens.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:17

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