Avózinha (Sim, com acento...)

Fevereiro 09 2010

Marta Leite Castro (MLC) diz que foi um erro crasso ter nascido em Portugal, disse-o há algum tempo no programa do fantástico Jô Soares, escusado será dizer que por cá quando se soube ouve gente a ficar chateada com esta afirmação. Aliás, a semana passada também foi pródiga em comentários pouco abonatórios para o nosso pedaço de Ibéria, entre outros, também Seiji Nakamura, administador do Banco central do Japão chamou a atenção para o estado das nossas finanças como um exemplo a ter em conta, ou melhor, a não seguir, uma espécie de variante da frase popular «se alguém se atirar para dentro de um poço, os outros não têm de ir atrás», mas em japonês.

 

Voltando a MLC e o que ela disse, bem sei que pode ser motivo para quem é de cá ficar aborrecido, mas o certo é que nós não sabemos as razões que levam a moça a dizer tal coisa, ela pode muito bem estar apoquentada com alguma coisa. Aliás, o momento não é fácil para ninguém e o que não falta é gente com razões de queixa em relação ao que se sofre sendo português, por isso, o que MLC disse é o que oiço muitos dizer, não entendo o porquê de dar mais importância por ter sido a pessoa em causa a dizer.

 

No fundo, e na minha opinião, acho legitimo alguém preferir ter nascido noutro país que não este e o contrário também, seja lá quem for, nem todos temos de estar de acordo nem todos contra, o sal da vida será isso também. Eu não tenho nada contra mas não vejo motivo para tal afirmação (só ela saberá), ou não tivesse eu nascido noutro país e ter vindo cá bater com os costados, nascer cá nunca me faria mais português do que sou, mas enfim, não escolhemos onde nascemos, o pior de tudo será se estivermos arrependidos de ter nascido.

 

No tempo em que Cavaco Silva era primeiro ministro de Portugal este apontou a industria do turismo como futuro que o país deveria apostar, nessa altura ele terá pensado o mesmo que MLC mas disse-o de outra forma, o que ele queria dizer era, que isto era um sítio tramado para se nascer, mas para vir cá de férias a conversa já era outra. Mais ou menos o mesmo que vir cá ver a bola e tchauzinho, ou como aqueles que acham muita piada ás diabruras dos filhos dos outros e até nem se importam de tomar conta deles...claro que no fim do dia devolvem-nos à procedência.

 

Tem mesmo de ser assim, o que uns gostam a outros pode desagradar, e não é isso que torna algo numa coisa má, aliás, é precisamente isso que dá a beleza e a singularidade ás coisas. Imaginem se todos fossem unânimes em querer nascer cá, não haveria espaço para todos e perdia-se a diversidade, por muito que o sushi esteja na moda eu acho que dificilmente irei gostar, mas o pobre do sushi não tem culpa nenhuma que eu não o saiba apreciar.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:19

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