Avózinha (Sim, com acento...)

Janeiro 27 2010

Bem sei que o pedido que vou fazer de seguida pode vir tarde demais, a minha solicitação é que leiam o título de hoje o mais pausadamente possível entre cada palavra, não quero que a pressa vos faça dizer involuntariamente coisas que não pretenderiam. A tão propalada Gripe A tem feito alguma mossa um pouco por todo o mundo, felizmente não tanto como se temeu, resta saber se foi por se terem tomado medidas de prevenção ou se a montanha pariu um rato, como diz o ditado «mais vale prevenir que remediar» e «com a saúde não se brinca», digo eu.

 

Na China, antes de eclodir este risco de pandemia, um quilo de alhos custava 7 euros, agora custa 76 euros, não resisto a fazer a piada da praxe «é de ficar com os olhos em bico» se fossem cebolas nem seria preciso as cortar para começar a chorar. O motivo desta enorme especulação é simples, os chineses acreditam que o alho, além de prevenir é também um bom remédio contra esta maleita, e assim, tenho a certeza que muitos dos que gostam de apreciar o alho na comida devem estar no mínimo um pouco chateados, eu estaria. Portanto, se até à data pensavam que a Gripe dos porcos vos veio transtornar a vida, pensem que se estivessem na China seria bem pior, pelo menos para quem gosta deste tempero.

 

Continuando o périplo pelos bens essenciais, passamos para a Vodka, mais propriamente na Rússia, onde o seu presidente Dmitry Medvedev decretou a duplicação do preço deste destilado e «desinfectante de feridas». A medida visa reduzir o alcoolismo no país, problema considerado por este uma «desgraça nacional» ou não fosse cada russo responsável pelo consumo de cerca de 18 litros de álcool puro por ano. E este valor será em média, querendo dizer que se existirão uns que até consomem menos, outros, será bom não acender um isqueiro perto deles. Não sei bem porquê lembrei-me agora do Boris, o Yeltsin.

 

Os mais cépticos dizem que estas tentativas de diminuir o consumo de álcool não irão dar em nada, no passado outras iniciativas também fracassaram, e na falta deste combustível os russos chegaram a beber perfume, já para não falar do contrabando, que sai sempre a ganhar quando alguém tenta limitar o consumo. Aqui este vosso amigo não vos sabe dizer se eles vão andar mais sóbrios, mas, mais pobres e a tresandar a perfume é bem possível. Se queres agradar a um russo ou a uma russa, oferece-lhes perfume, ambos lhe darão bom uso.

 

Já devem ter percebido que se pretendem saber cotações de produtos de primeira necessidade, aqui é o sítio certo, aliás, mesmo que não precisem de nada, aqui é sempre o sítio certo para se estar. Um espaço de muita elevação e nível cultural espectacular, sempre e só com assuntos de interesse. Hoje deu-me para a modéstia.


Vou ali plantar uns alhos para mandar para a China, ainda tenho o fracasso do meu negócio de canivetes atravessado na garganta, desta é que vai ser.

 

(Fontes: Agência Financeira e lux.pt)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:37

Que péssima notícia!
Se a gripe A quer alho (obedeci à sugestão e li bem devagar) então estou tramada porque não gosto de alho.
É melhor ir reservar um lugarzinho no tal Centro de Saúde em construção porque sem antídoto vou ser apanhada pelo vírus num instante.
mc a 28 de Janeiro de 2010 às 23:21

Então não é o bacalhau que quer alho?
Agora a gripe também? Por este andar acabam-se os alhos todos no mundo, esse precioso tempero que dá esse "agradável" hálito.
Quando toda a gente andar a comer alho eu deixo de andar de comboio ou autocarro porque o aroma deve espalhar-se rapidamente. Ui que cheirinho...
Conceição a 28 de Janeiro de 2010 às 23:25

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