Avózinha (Sim, com acento...)

Janeiro 19 2010

Quando se fala na palavra amantes podemos atribuir pelo menos duas conotações diferentes, uma, duas pessoas que se envolvem nos prazeres do corpo (e alma), outra, estarmos a falar de um terceiro elemento que se envolve com alguém comprometido. Embora a primeira seja a que mais me seduz, o assunto aqui neste vosso espaço vai ser a segunda, claro está vou falar de uma relação a três em que dois sabiam que era a três e um pensava que era apenas entre ele e sua mulher.

 

Antes de passar ao tema que me trouxe aqui hoje quero vos alertar para o seguinte, sejam homem ou mulher, se têm um compromisso com alguém e estão a pensar arranjar (sem dar conhecimento ao vosso par) um extra à vossa relação, não arranjem uma treta qualquer, mantenham os padrões de exigência elevados e escolham «matéria prima» que vos ofereça garantias de valor acrescentado, perdoem-me a frieza mas ajam como se fossem comprar um carro, não valorizem apenas se atinge grande velocidade e considerem vários aspectos.

 

Vejam a história de um «casal» de Singapura em que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal e o seu marido um problema renal, ora, casal, extraconjugal e renal são tudo palavras que rimam entre si. Adivinha-se pois uma grande partilha entre os intervenientes desta história, de facto a generosidade deste amante é algo de assinalar, pois se julgam que se limitou a ser mais um Casanova estão muito enganados, este homem rescreveu o significado da palavra.

 

A mulher sensível ao problema renal crónico do marido conseguiu que o seu amante lhe doa-se um rim possibilitando assim o transplante, na prática o galã não terá sentido grande diferença visto já estava habituado a disponibilizar o órgão a ela e agora fê-lo a ele também...embora de um modo diferente. Sem dúvida uma história de dedicação pois até o filho do casal era fruto da relação extraconjugal, sendo o amante o pai biológico da criança. Sabe-se lá porquê, o marido achou todos estes factos suficientes para pedir o divórcio...ele há com cada ingrato.

 

Tenho dúvidas (ou não) se esta história que acabei de relatar possibilita aprender algo de interessante, na verdade o mundo dos amantes e dos parceiros batoteiros será um universo muito complexo para a minha simplicidade de raciocínio, e desse modo mereça que eu um dia volte a analisar esta temática. Neste tabuleiro em que todos se enganam uns aos outros e uns são mais enganados que outros, não me atrevo a fazer juízos de valor, até porque não faz o meu estilo, mas acho difícil que saia alguém a ganhar, embora a perspectiva de cada um mude isso.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:06

Esclarece aqui os teus fiéis leitores: o homem quando se divorciou devolveu o rim ou ficou com ele?
mc a 20 de Janeiro de 2010 às 19:20

Não devolveu...e fez muito bem.
Avózinha a 20 de Janeiro de 2010 às 23:47

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