Avózinha (Sim, com acento...)

Dezembro 15 2009

«Talvez não sejam culpados, mas actuando contra a dignidade do corpo, certamente não entrarão no Reino dos Céus. Tudo aquilo que consiste em ir contra a natureza e contra a dignidade do corpo ofende Deus», quem proferiu esta afirmação foi o Cardeal Javier Lozano Barragán, ou melhor, quem disse foi São Paulo, o Cardeal só veio lembrar essas palavras quando se referia aos homossexuais, mais propriamente que estes «nunca entrarão no Reino dos Céus». Acrescenta ainda «ninguém nasce homossexual, torna-se por motivos de educação, por não ter desenvolvido a própria identidade na adolescência».

 

Partindo disto o resto já se sabe, o costume, dum lado os indignados e do outro os que acham muito bem dito, tipo os debates na nossa Assembleia da República. Não quero com isto caracterizar as tendências dos deputados no hemiciclo, cada um é livre de manter as suas escolhas, mas que todos têm um voraz apetite sexual têm...pelo menos não se cansam de nos f*.

 

Esta tomada de posição da Igreja não é nova mas não deixa de me preocupar de igual forma, isto porque, se estes senhores são os donos dos céus e lhes fecham as portas, vai sobrar para outros. Imaginem que estão habituados a frequentar um café e de repente todos os outros fecham, na certa este sítio vai ficar apinhado, e onde outrora se podia estar na paz com quem tinha escolhido o estabelecimento por  simpatia, agora terão uma multidão de gente que está ali por não ter opção.

 

Mas há mais, no céu apenas habita gente com valores humanos respeitáveis, almas solidárias com amor próprio e ao próximo, as ideais para saberem respeitar as opções sexuais diferentes de quem passou a vida a ser descriminado ou a esconder-se por vergonha. Imaginem o  que sucederá se forem para inferno, será um verdadeiro inferno, o braseiro passará a ser o exílio dos homossexuais numa autêntica e contínua marcha de orgulho gay. Indivíduos como eu que de qualquer maneira já têm bilhete marcado para o inferno, vão passar a ser olhados de lado na desconfiança de quem lá está, pensam logo, «olhó gajo, foi parar ao inferno...quem diria hein!».

 

E como vai ser para quem está ou vai entrar no céu e depois de lá estar dentro decide que afinal até gosta do mesmo género? São postos na rua? São trocados pelos arrependidos que foram para o inferno e entretanto se cansaram do mesmo sexo? E os bi-sexuais? E os padres homossexuais? Eu não queria estar na pele de quem faz o recenseamento em ambos os destinos, vais ser uma confusão daquelas.

 

Na minha opinião vai ser um grande caos, o céu vai ser um inferno, e o inferno uma mariquice pegada, além de um e outro correrem o risco de mudar de nome, dada a conotação, além disso quero saber se o meu destino final vai estar apinhado de libelinhas e borboletas...se é para eu ficar a tocar ao bicho (desculpem a expressão) posso ficar aqui mesmo se não for muito incómodo. Não sei onde os padres querem chegar com estas políticas, ao poucos vão excluindo toda a gente do céu, um dia destes só deixam entrar criancinhas...já que gostam tantos delas. O resto vai tudo para o Limbo.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:48

Eu acho uma certa piada a esses bacanos que se vestem de vestido e com chapéus esquisitos. Mas pronto, eles lá têm o seu peso na sociedade e cultura.
Mas por vezes penso que também não é natural viver em celibato. Porque acredito que seja impossível. Tanto que alguns homens de Deus têm filhos da carne o que prova que também têm desejos e necessidades naturais e humanas. Como tal, fazendo comparação ao que apontam em relação à homossexualidade e usando uma comparação, uma vida de celibato e scovias sem fim não me parece natural.

Jocas Gordas :)
perdida_nos a 16 de Dezembro de 2009 às 11:38

«Scóvia» ora aí está uma expressão que eu não ouvia há muito...agora sim este blog está completo.
Avózinha a 17 de Dezembro de 2009 às 23:50

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