Avózinha (Sim, com acento...)

Dezembro 09 2009

Acaba o verão e lá se seguem as estações do ano mais melancólicas, estou a referir-me ao Outono e Inverno pois claro, pelo menos para mim estas duas fazes do ano deixam-me sempre alguma nostalgia, tem dias, nem sempre assim é. Talvez ambas existam para valorizarmos ainda mais o «Bom tempo», ou talvez seja mesmo para chatear, o que é certo é que durante este tempo fico à espera que passem, suspirando pelo anúncio da Primavera.

 

Pior que atravessar estes 6 meses (pelo menos é o que marca o calendário) é nesse mesmo período ter de escutar o barulho dos electrodomésticos a funcionar, não, não pirei de vez, eu explico. Imaginem aqueles dias de chuva e frio (nesta altura é fácil) em que estamos em casa, a luz natural não é muita e a que existe exibe-se tristonha, estamos a tentar desfrutar de uma leitura ou a escrever num blog (pois) e como não apetece ouvir música é fácil escutar tudo e mais outro tanto.

 

Por exemplo a lengalenga da máquina de lavar roupa, aquele som cíclico que este utilitário emana das entranhas enquanto vai fazendo rebolar a nossa roupa, não duvidem, tudo não passa de um acto de tortura para que a sujidade e as nódoas se despreguem dos tecidos. Acreditem, mesmo sem detergente a badalhoquice que se apropriou indevidamente da indumentária agora em pleno processo de lavagem, de uma forma ou outra nunca suportaria aquela sinfonia, os detergentes para a máquina são desnecessários, foram criados só para nos fazer gastar dinheiro.

 

A máquina de lavar loiça também não se fica atrás contribuindo para a tortura do nosso quotidiano, mas há mais:

 

Um ar condicionado numa água furtada
Ressoa bem, que até enjoa
Um aspirador a rugir no hall de entrada
Ressoa bem, que até enjoa
O exaustor que se ergue na proa
A varinha mágica que teima em não se calar
Ressoam bem e até enjoam
E ainda ficamos tristes quando dão em avariar

 

A sinfonia proporcionada pela brilhante orquestra de mau gosto composta pelos vários utilitários do dia a dia só pode encontrar paralelo na (má) ideia de adulterar a letra da canção «Cheira bem, cheira a Lisboa» e fazer uma ode em honra ao tormento que nos proporcionam. É claro que nem todos foram referidos e outras máquinas infernais poderiam ser chamadas ao palanque, o forno e a faca eléctrica por exemplo, mas justiça seja feita, o único que me alegra ouvir vai sendo a máquina de café expresso...amiga, nunca avaries, vai cantando, porque enquanto cantas algum mal me espantas.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:58

Estás a precisar sair de casa.

Jocas Gordas
perdida_nos a 10 de Dezembro de 2009 às 18:26

Que bem!!!!!!!!
Fico com esperança que para o próximo festival da canção as letras das músicas melhorem pois poderás concorrer com uma cantiga destas, lol

Gostava de ver um exaustor a erguer-se na proa! Os barcos tb precisarão de exaustor?
Aquilo é só ar livre! mas se o avozinha diz que sim, eu acredito.
aspiradores a rugir já vi muitos. Não é por acaso que todas as criancinhas de 2 anos de idade têm pavor dos electrodomésticos em geral e desses em particular.
Os meus sinceros votos de uma boa hibernação até à primavera. Ou até outra prima qualquer! heheeheheh
mc a 10 de Dezembro de 2009 às 19:35

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