Avózinha (Sim, com acento...)

Outubro 14 2008

Bom, estava a tentar forjar o número de Bisitantes colocando mais uns zeros, mas o que parece é que não passo mesmo de um zero á esquerda nessa matéria, por isso passemos ao que interessa.


Os portugueses e os elevadores esse grande problema. Este tinha de ser o primeiro assunto importante a ser tratado aqui, é algo que me atormenta constantemente ao ponto de acordar durante a noite com pesadelos horríveis e a afogar-me em suores frios, tal são as visões de elevadores a perseguirem-me num frenesim abrindo e fechando  as portas numa tentativa de me esquartejarem, só fico mais aliviado quando penso que há coisas bem piores como alguns – a maior parte - programas que passam na TV.

 

Uma relação bem difícil esta que o nosso povo tem com estes auxiliares de subida e descida. Depois de entrar no dito elevador assumimos um comportamento relativamente normal, o “problema” só se passa do lado de fora, ou seja, quando estamos á espera que a besta de carga nos leve para baixo ou para cima. E aí é que começa a minha irritação, ora se em condições normais só existem dois botões para chamar o elevador (uma seta para baixo e outra apontando para cima, a menos que estejamos num dos últimos pisos) e se só podemos optar por um dos destinos...porque que raio vai o dedinho pressionar os dois botões? Hein? Depois entram, a porta fecha, e/ou volta abrir pois carregaram nos dois, e ouvem-se os seguintes comentários:

 

- «mas, mas, nós queremos ir para baixo e isto vai subir... este elevador não está bom!»
- «...é por isto que não gosto de elevadores, não funcionam nada bem...este elevador não está bom!»
- «mas as portas não param de abrir e fechar!?... este elevador não está bom!»

 

Entretanto quem ficou de fora e não conseguiu lugar continua a carregar nos botões o que é óptimo para quem está lá dentro e gostaria de sair dali e chegar ao piso desejado.
Desconfio eu que isto tudo é só para me chatear e que quando não estou por perto tudo se passa de forma normal, no entanto deixo aqui umas dicas:

 

- Basta tapar a célula se não querem estar sempre a levar com a porta, a menos que sintam prazer na dor de cada embate, eu cá respeito todas as taradices.
- Para chamar o elevador carreguem só na seta correspondente ao destino que pretendem, são só dois no máximo.
- Primeiro deixem sair toda a gente e só depois comecem a entrar.
-  A música ambiente já é martírio suficiente, por isso tomem banho e usem sempre desodorizante.
- Se não teve lugar e tem de esperar por nova passagem do elevador, deixe que a porta feche e só depois se dedique ao prazer de carregar (SÓ NUM) no botão.
- Libertar gazes num espaço tão reduzido como este não é opção.
- As escadas rolantes podem ser uma boa alternativa, quando existem, a ideia que as pessoas desaparecem no fim da escada é apenas um mito.
- O elevador pode ser encarado como uma última opção (salvo limitações dos transeuntes), existem outras formas de chegar ao destino e algumas até menos sedentárias e imagine-se, por vezes mais rápidas.

 

E agora já sabem como sinto perto destas máquinas...mais ao menos a mesma angústia que deve ter sido para as (duas ou três) pessoas que leram até ao fim este amontoado de disparates. Seja como fôr isto do blog está a resultar pois já me sinto melhor depois destes “desabafos”, e ainda por cima consegui usar a palavra "transeuntes" que era um dos grandes objectivos deste post.

 

Inté!

publicado por Avózinha às 21:50

Era mesmo disto que eu precisava! Um manual de utilização dessa máquina estúpidamente necessária chamada elevador.
Um grande bem haja a este blog e ao seu criador por este brilhante e gratuito esclarecimento.
De hoje em diante vou dar umas pisadelas e umas biqueiradas a todos quantos andarem a carregar indevidamente em todos os botões de elevador e vou colocar em todos os elevadores varios botões para todas as pessoas que têm o vicio de carregar neles indescriminadamente . Botões de roupa, botões de rosa...
E vou imprimir estas instruções e colocar em todas as portas. Olá se vou!!!
Conceição a 14 de Outubro de 2008 às 22:38

Ok ok eu confesso. Eu sou daquelas que carrega nos dois botões.É que nunca sei qual deles é que é para carregar, se o botão que faz o elevador ir ao meu encontro ou se é o outro para onde quero ir. Pois "mea culpa". Mas não é a uma pancada que tenho! Pior pior é quando chego às portas e leio "puxe "e empurro, e depois leio "empurre" e puxo.
perdida_nos a 15 de Outubro de 2008 às 10:44

ehehe ...
fiquei cheia de saudades dos tempos em que passavamos eternidades em frente aos elevadores...

ou melhor tenho é saudades tuas!
jokas
Elsa
Elsa a 15 de Outubro de 2008 às 21:25

Para todos os utilizadores destas máquinas bizarras, a que chamamos "elevadores" sugiro, vivamente, que vejam (...e não vale tapar os olhos, nem pedir à pessoa que está ao lado, a assistir de uma forma divertida, descontraída e até despreocupada que, vá contando o que está a acontecer...) um grande clássico do cinema de terror do início da década de 80, chamado "O Elevador" (http://www.imdb.com/title/tt0087622/).

Um filme holandês que mudou a minha maneira de olhar, tratar e interpretar um elevador, agora sempre que me aproximo de um, falo com ele, dou-lhe umas festinhas, carrego nos botões de uma forma muito delicada, digo que o amo várias vezes e, muito muito importante, só depois de as portas abrirem é que entro. Sair com ele em andamento está fora de questão, embora tenha tentado várias vezes.

Boas subidas e melhores descidas!

Abreijos

Pedro Silva
Pedro Silva a 17 de Outubro de 2008 às 10:24

Lindo, tudo o que escreves é a mais pura verdade, mas agora fala falar-te sobre os W.C's para criaturas lindas como tu, com sensores de presença.
Ai ias ter comentários aos montes.
BEIJOS


continua

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Lindo, tudo o que escreves é a mais pura verdade, mas agora fala falar-te sobre os W.C's para criaturas lindas como tu, com sensores de presença. <BR>Ai ias ter comentários aos montes. <BR>BEIJOS <BR><BR><BR>continua <BR><BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Su</A>
SU a 18 de Outubro de 2008 às 11:11

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