Avózinha (Sim, com acento...)

Outubro 27 2009

Pediram-me para falar neste espaço da mudança da hora (sim, mais uma vez lá teremos de acertar os relógios de acordo com quem manda) assim sendo vou falar da irmã de Fidel Castro. Vão ficar a pensar que sou assim só para contrariar, será uma hipótese embora a considere remota, por vezes nem eu sei explicar a razão de ser, mas na verdade ao passar uma vista de olhos pelas notícias, apeteceu-me associar uma coisa à outra.

«El Comandante» faz parte de uma família de sete irmãos, um(a) deles é Juanita Castro que vive no “exílio” em Miami e do alto dos seus 76 anos resolveu partilhar com o mundo que colaborou com a CIA. Nada de surpreendente, nós por cá também temos os irmãos Portas em que um diz-se ser pela lavoura e o outro também, desde que as plantas a cultivar dêem moca.

«A CIA queria falar comigo porque tinha coisas interessantes para me dizer e coisas interessantes para me pedir. Fiquei algo abalada, mas disse que sim» confessou ela, acrescentando que «estava a começar a ficar desencantada com tanta injustiça, e dizia: 'Isto não é possível, estão errados». Tudo isto terá ocorrido nos idos anos 60 em que os EUA tudo tentavam para parar a revolução Cubana, mas até aos dias de hoje o lema «Pátria o muerte» tem prevalecido.

Juanita refere também que não vê o irmão Raúl desde 18 de Junho de 1964, se querem que vos diga, senti este facto como um verdadeiro murro no estômago, pior que ideais opostos será sentir na pele as implicações que envolve tomar partidos que impliquem tal contrapartida. Contudo, julgo que estas personalidades fazem parte de uma pequena parcela da humanidade destinada a vivências, experiências e situações que a mim um banal passageiro à boleia do Universo, não são fáceis de imaginar... ainda não desisti de deixar a minha marca na história, veremos se será pela positiva.

A hora é mesmo assim, muda de um momento para o outro, não por intervenção divina mas porque dessa forma alguém decide, e nós temos de acertar o nosso passo a cada vez que muda. Para outros, como os Castro, a hora é feita por eles, é gente que tem o seu próprio ritmo e não acertam o relógio de acordo com as instruções de ninguém. Na minha pequenez, faço um pouco como eles, o meu relógio de pulso continuará a marcar o tempo sem andar para trás uma hora, até porque, ela voltará a adiantar...tenho sempre de dar o desconto, mas lá me vou sentido senhor do meu tempo.

Inté

publicado por Avózinha às 23:32

Eh pá acabo de saber que o Sporting empatou...O tempo de pensar que poderíamos ser campões acabou..Um grande abraço..
Um blog todo modernaço..
Alcides a 28 de Outubro de 2009 às 00:02

Gostei de ler isto! E gostei do título! Bela maneira de "dar a volta ao texto"!
Conceição a 31 de Outubro de 2009 às 23:21

...eu cá acho (pois estou numa fase/tempo de ditadura pessoal e com o universo...); que as mudanças deviam funcionar por decreto; eu explico...alguém, como quem decide a mudança da hora, deveria estipular o dia e hora em que acabava a tristeza, a fome, a guerra, a falta de respeito pelo próximo, a escuridão interior, e a falta de cor. Passados mais 6 meses, teriamos que acabar com os ditadores ( menos comigo...claro), com os oportunistas...e assim de seis em seis meses. Claro está, que também se decretaria a a imposição da solidarieda, do amor da esperança...acho que daqui a uns milhões de anos concertavamos a coisa.

A analogia dos Castros com o tempo, faz-me reflectir sobre uma outra família, a minha...irmãos, tem muito que se lhe diga....

Beijocas, e já agora; tenho saudades tuas que vou matando( mal), por aqui...
Maria Laura Pereira a 6 de Novembro de 2009 às 09:32

Sou um anarquista do tempo...não uso relógio!

Pedro Silva a 9 de Novembro de 2009 às 16:40

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