Avózinha (Sim, com acento...)

Setembro 13 2009

Se algum dia pensar em aventurar-me por conta própria num projecto empresarial, umas das valências que vou ter de delegar para quem saiba do assunto é a área financeira. Os números fazem-me confusão, ou melhor, os exemplos que observo é que me deixam confuso, claro que não são uns exemplos quaisquer, refiro-me a algumas empresas públicas.

 

Nalguns casos, deviam de deixar de se chamar «Empresa Pública» para «Prejuízo Público», o exemplo dos transportes é fatal. Não, não me estou a referir à TAP nem à CP, mas até poderia ser, refiro-me à Metro do Porto e Metro de Lisboa, que no caso de ambas desconfio profundamente das suas actividades, aquela história de circularem debaixo do chão através de túneis é muito suspeita, eu cá sempre achei que eles escondem alguma coisa.

 

O que não escondem e vem sempre à superfície é o prejuízo, resultados (sempre) negativos é com eles mesmo, e aí as administrações estão bastante competitivas entre si. Não posso é deixar de denunciar uma grande desigualdade, os administradores executivos do Metro de Lisboa ganham menos de metade dos do Porto, ora, alguém anda aqui a falhar porque o prejuízo de um e de outro é um valor aproximado.

 

Ou seja, se os do Porto ganham mais do dobro do que os de Lisboa deviam de registar um prejuízo a dobrar, apresentaram em 2008 um resultado líquido negativo de 148,6 milhões de euros «contra» 126,7 milhões de euros dos Alfacinhas. Eu estou indignadíssimo, uma destas duas administrações está a falhar, ou Lisboa devia descer para um valor cerca de metade  dos 148 ou Porto devia  subir para o dobro dos 126 milhões, agora esta situação não pode continuar, há que pedir explicações.

 

O resto não se sabe bem, mas acho que fazem alguma coisa ás pessoas que usam este transporte, eu não quero lançar suspeitas mas quem se afoitar a usar o Metro nunca mais será o mesmo, estou em crer que eles irradiam as pessoas com algumas ondas estranhas e depois nós fazemos o que eles querem, só que quando saímos já não nos lembramos de nada, tenho a certeza...ou é isso ou ando a ver muitos filmes.

 

(Não se preocupem, a seguir a escrever isto fui tomar os comprimidos, só tive de me desviar dumas televisões com asas que me perseguiram de forma endiabrada e de uns monstros enormes que insistentemente me tentavam vender cautelas para a lotaria do Natal. As plantas cá de casa subitamente também ganharam vida, pernas, braços e uns olhos esbugalhados que iam mudando de cor, mas coitadas, deve ter sido por falta de água, começaram a alucinar.)


Inté

publicado por Avózinha às 23:30

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