Avózinha (Sim, com acento...)

Agosto 18 2009

O tema de hoje é talvez o mais perigoso que comentei até agora, isto porque já me conheço, começo a falar em doar órgãos de forma séria e vai daí a passar para a ordinarice é uma pequeno passo «one small step for man, a giant leap for mankind» como todos sabem isto foi dito por aquele cantor, o Louis Armstrong, que por ter estado na lua ficou com a voz rouca devido a uma corrente de ar causada por um fecho (do fato espacial) eclair mal fechado, obra da inveja de algum colega astronauta.

 

Se os factos acima descritos não são novidade para ninguém, aqui este vosso criado está prestes a acrescentar algo à vossa biblioteca de conhecimento, soube eu que «por tortas e ás avessas» (ditado popular muito conhecido) que Louis escreveu a letra da música «what a wonderful world» encostado a um calhau lunar com vista privilegiada para a terra:

 

«I see trees of green........ red roses too
I see em bloom..... for me and for you
And I think to myself.... what a wonderful world»

 

Tenha sido por falta de oxigénio ou inspirar ar rarefeito, ou por pura inspiração, a letra é uma maravilha, e se o primeiro homem na lua fica na história também Louis ficará.

 

Eu cá gostava de ter um órgão para doar aos políticos, mas teriam de o aceitar de braços abertos e este ser largado de um vigésimo andar, faria um composição musical lindíssima ao cair no chão.

 

E assim regressámos de uma viagem espectacular à Lua, de volta à terra e a coisas terrenas como dar um órgão para salvar a vida a alguém, e disse «dar» propositadamente, porque é disso que se trata. «Doar» não tem mal nenhum mas no meu entender soa a caridade e (digo eu) não é disso que se trata, é muito mais do que isso, muito, muito melhor do que isso, é uma parte do nosso corpo que vai impedir que alguém que quer viver não sucumba.

 

Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho, eu acrescentaria dar um ou mais órgãos, evidentemente que em vida será mais complicado cumprir com esta ultima parte, mas não é impossível (conheço casos de quem deu um rim). Perante vós e pela minha honra aqui atesto, que quando um dia a vida me abandonar o corpo, se alguma coisa der para aproveitar podem retirar as peças que quiserem, será o meu ultimo acto mesmo depois de morto.

 

(Como viram cheguei ao fim, houve muita parvoíce mas nada de ordinarice)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:36

Reconheço qie a viagem à lua foi difícil de compreender, mas logo tudo fez mais sentido. Eu por exemplo não preciso de uma viagem à lua para atrofir-me o cérebro. Basta pouca coisa cá no planeta terra. Mesmo com a relva verde e as rosas vermelhas também. Mas falando a doar orgãos: já que falamos em doar acho que deveriamos poder declarar no IRS, já que as doações em numerário são dedutiveis, porque não? O problema seria o valor, mas aí entrava a medicina para checar uma série de coisas, como por exemplo: estado de conservação, durabilidade e so on...
Eu sou fã de dar mesmo. Mas desculpem-me as alminhas mais caridosas, só dou a qualquer um e para qualquer fim depois de morta. Nisso o meu rico filho não vai ter de se preocupar com o que fará de mim depois de morrer. Basta tentar saber se alguém precisa de um corpo morto para fins de pesquisa ou experiências que possam contribuir de alguma forma para um avanço na medicina, ou até mesmo para formar novos doutores. Que importa estou morta de qualquer maneira. Parece que me estou a ver, velha, tesa, nua e morta e o pessoal a abrir-me as entranhas e a comentar, "esta deve ter sido uma croma, pelas tatoos... não deve ter sido muito boa da moleirinha não." Que se lixe, estou morta. Antes disso só dou orgãos a quem amo muito, e cuja vida possa depender de um bocadinho de mim.

Jocas gordas como eu ;o)
perdida_nos a 19 de Agosto de 2009 às 11:05

Hummmmmmmmmmmm
Acho melhor não dares o orgão a ninguém!
Depois o que farias sem ele?

Eh eheheh
mc a 20 de Agosto de 2009 às 19:49

Não percebi, dá para explicar melhor?
Avózinha a 20 de Agosto de 2009 às 22:36

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