Avózinha (Sim, com acento...)

Agosto 02 2009

Se há momentos em que vos peço que usem da vossa capacidade de imaginar/sonhar/sentir esta é uma delas, isto vai  parecer estranho mas, uma dourada bem fresca e melhor ainda grelhada, com um salada perfumada de coentros e bem temperada, um branco Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2007 na temperatura certa a dar o mote e um illy 100% Arábica a dançar com uma tarte de maçã com maçãs, mais parece daquelas coisas tiradas de um argumento perfeito mas...só sentindo.

 

Bem sei que conseguem pensar em mil e uma coisas melhores mas, há um tempo para tudo e na hora de almoço tudo isto me pareceu perfeito, embora um expresso 100% Arábica seja como uma mulher que apenas cheira maravilhosamente bem, não vejo nada de errado nisso, temos de aceitar que algumas só lhe podemos sentir o cheiro...outras ficam-se por mesmo só por aí. Tudo tem o seu valor.

 

Tudo estava a correr bem excepto a televisão, não não havia problema na emissão, simplesmente temos de recorrer ao zapping se queremos fugir à tortura (por vezes nem assim). Desta vez não foi necessário gastar muito as pilhas do comando, num lance de sorte estava a dar na rtp Memória o genérico de partida para mais um episódio da série «Verão Azul», coisa do meu tempo e decididamente estranha ás gerações mais recentes.

 

Se por vezes me queixo de que nada sai bem, desta vez tudo estava a meu gosto, além de desfrutar daquele belo repasto pude com alguma saudade transportar para o presente as minhas memórias de juventude para este momento de prazer. Foi como sentir o verdadeiro verão azul da minha meninice, com todos os cheiros e sabores daquela altura, o calor e fantasias do momento, a inesgotável energia própria da idade, a inocência (perdida) e alegria com que a garotagem da minha idade consumia os intermináveis dias de férias que a escola nos proporcionava durante aqueles meses em que sol se mostra mais generoso.

 

Todas estas coisas fazem-me suspirar só de pensar nelas, prefiro pensar na vida como uma prova por etapas e em todas elas temos de procurar sentir o que verdadeiramente interessa, o que nos torna melhores seres humanos e nos faz feliz, de preferência sem nunca perdermos o contacto com a nossa essência, muito menos o que nos liga a carne ao espírito.

 

Assim, o «Verão Azul» continua actualíssimo e quase que aposto que se por cá passasse em horário nobre faria um sucesso tremendo, pondo a um canto grande parte da ficção nacional que se faz por cá. Porque as pessoas continuarão sempre a ser pessoas, o mar a ser admirado como merece, o verão a ser desfrutado como amanhece. Por aqui me fico, leal  a estes disparates, para mim intemporais e nunca fora de moda, porque a evolução não pára mas «há coisas que nunca mudam».

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:34

O saudoso Verão Azul... sempre o ligarei à minha infância, as aventuras da turma do Javi e do velho sábio Chanquete, era uma série que falava de assuntos adultos numa perspectiva juvenil, hoje em dia pode estar datada e moralista mas sempre associarei à minha infância e à nostalgia que invoca, misturada com um sentido de rebeldia.

Pois, saudades de férias de 3 meses que nos predispunham a todas as experiências, hoje em dia sinto-me com sorte por já conseguir uma semana num mês.

O meu Verão Azul passou das actividades físicas e aventuras para os repastos gastronómicos em que invisto nestes meses de verão enquanto labuto, impensável na minha meninice encomendar pessoalmente uma sapateira recheada para o dia seguinte... coisas de adulto...

Agora o Avózinha andar a consumir bebidas deslavadas tem o seu quê de chocante e perturbante para a minha pessoa, sem dizer traumático.
MOTARD DESVAIRADO a 3 de Agosto de 2009 às 14:43

Bebidas deslavadas? Bom, gostos não se discutem...estás com uns padrões muito elevados.
Não quero que fiques traumatizado, aceito ofertas, desde que seja (ainda) melhor.
Avózinha a 4 de Agosto de 2009 às 22:51

Ó avozinha então tu com esse repasto todo e com uma gaja ao pé de ti a cheirar bem e ficas a ver o verão azul????Éla é que deve ter ficado azul. De ver que és uma criança assumida (como todos os homens) e de não lhe dares atenção. Ai Ai. Andas a perder o jeito ou quê?????
Também tenho saudades. Não há vez nenhuma que quando pego na ginga para uma volta não cante um bocadinho dessa música.

Jocas gordas como eu ;o)
perdida_nos a 3 de Agosto de 2009 às 17:23

«uma gaja ao pé de ti a cheirar bem» onde? Onde tu leste isso? Andáste a fumar?

Só agora é que vi que era uma figura de estilo, uma comparação. Ó avozinha tu estás cda vez mais à frente. Já nem te consigo acompanhar. As minhas desculpas. Realmente não fazia sentido dares atenção à televisão com uma gaja boa a fazer-te companhia.

Jocas gordas como eu ;o)
perdida_nos a 5 de Agosto de 2009 às 09:29

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