Avózinha (Sim, com acento...)

Maio 10 2009

Desta história que vos vou contar posso me “gabar” que tive o privilégio de presenciar, é portanto, verdadeira e cada um que tire as lições que ache que deve retirar. É possível que não retirem lição nenhuma, cada um que pense o que bem lhe apetecer, a mim ensinou-me bastante e tem sido também de pequenas histórias como esta e outras que tenho aproveitado para aprender algumas coisas...desde cedo.

 

Passou-se por volta do ano de 1990 (mais ou menos um), como podem calcular, era eu um puto parvo a atravessar a adolescência com todo o gás que é próprio da idade e a gozar de umas férias com malta amiga em Lagos em pleno mês de Julho. Dois jovens estão na fila para o atendimento da estação de correios lá do sítio, à sua frente está um turista estrangeiro (pela aparência deveria ser alemão) que ostentava umas sandálias e meias de lã bem grossas a “condizer” com os calções mas em pleno contraste com o calor infernal que se fazia sentir por esses dias, um verão daqueles à antiga.

 

Durante todo o tempo de espera esses dois rapazes resolveram fazer um pagode com a figura do alemão, tecendo comentários acerca do personagem que ali iam tendo à sua frente, em português pois claro, tipo quem fala nas costas de quem não pode ouvir. Quando finalmente chegou a vez destes dois serem atendidos, o alvo da gozação que até agora nunca se tinha manifestado, antes de rumar à saída olhou para eles e disse num português com sotaque «algumas pexoas entendem o portuguêsss» e mais não disse, até porque não era preciso.

 

Agora já não sou mais um puto parvo, sou apenas parvo, mas nesse dia aprendi uma boa lição, que por vezes pode ser inteligente deixarmos os tolos acharem que são espertos e não é preciso grande alarido para os pôr no lugar, isto se estes tiverem inteligência suficiente para reconhecer a figura que estão a fazer. Os dois jovens bem que podem agradecer ao turista por este ter sido tão generosamente didáctico com eles, poderia os ter deixado entregues à sua triste figura e seguido o seu caminho sem perdas de tempo.

 

(esqueci de vos dizer, um dos dois jovens era eu)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:17

LOL.

Aposto que volta e meia calças sandálias com meias para ver se fazes o mesmo a outros putos parvos.
;o)

Beijo
perdida_nos a 11 de Maio de 2009 às 18:37

Sim, calço. Acho que me favorece...mas só no verão.
Avózinha a 12 de Maio de 2009 às 22:47

Realmente!
Esta juventude!
É claro q se aprende sempre, em férias ou não!
Recordo umas férias, também em Lagos, curiosamente também por volta desse ano, em que a minha filhota aí com uns 3, 4 anos, "praticava" inglês com os estrangeiros que por lá abundam. Um puto da idade dela, falava, ela não percebia e lembrou-se de dizer aquilo que sabia em inglês:
"Wash & Go?"
(era a marca de um shampo, tal como hoje existe oo "head and shoulders")

Inteligente, a miúda!

LOOOOOOOOOL
Conceição a 11 de Maio de 2009 às 21:34

Tal mãe tal filha.

Todos os turistas têm as suas excentricidades. Naturalmente uns mais do que outros. Parece-me, no entanto, que os turistas alemães são os que melhor retratam situações caricatas, bizarras e até mesmo aterradoras. Foi o que me aconteceu, uma visão aterradora.

Decorria o ano de 1985, ano do rato no horóscopo chinês, era eu um jovem no auge da puberdade, cheio de vitalidade, com uma capacidade intelectual estonteante, com umas pupilas de fazer inveja a muita gente, já para não falar dos meus glúteos. Não, não vou falar sobre eles, embora saiba que neste momento, estão todos a roer as unhas para que diga mais algumas coisas, mas não é isso que me traz aqui.

Foi numa 2ª feira à tarde que vi (ao longe) aquela que poderia ter sido a mulher da minha vida. Alta, cabelos compridos louros (ao longe não pareciam pintados), com um corpo escultural fantástico, uns olhos penetrantes, uns lábios carnudos, enfim, era com aquela mulher que eu queria passar o resto dos meus dias, podia ser só a tarde! Pelo andar desconcertante, parecia-me estrangeira, talvez alemã! Esta a uns 50 metros dela. Caminhava na sua direcção e ela na minha, frente a frente! Reparei que ela me controlava os glúteos! Maluca. Gostei! Reduzimos a distância para 30 metros, 20 metros, 10 metros, 5 metros, até que, não resisti e olhei para onde todos os homens olham quando sentem que estão na presença da mulher dos seus sonhos! Apontei para o umbigo, mas com o astigmatismo os meus olhos divergiram, descontrolaram-se e apontaram 20 cm abaixo. Não era minha intenção olhar nesse sentido, mas foi a minha sorte! Assustei-me, gritei e fugi para longe. Pelo tamanho da coisa, diria que era uma alemã nascida em África! Se me tivesse cingido ao umbigo, provavelmente, hoje, teria um andar diferente! Foi uma lição de vida! Nem tudo o que luz é ouro!

Uma linda história de amor, pena que tenhas ficado como coração despedaçado. O Amor é mesmo assim, às vezes existem diferenças inultrapassáveis .
Avózinha a 16 de Maio de 2009 às 15:44

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