Avózinha (Sim, com acento...)

Abril 14 2009

Se há coisa complicada é não estarmos felizes no que fazemos, neste caso refiro-me ao trabalho (emprego para alguns). Perder a motivação pode ser e é um problema, torna-se complicadíssimo desempenhar funções no local onde passamos uma boa parte da nossa vida, temos sempre a hipótese de tentar mudar mas há que ponderar muito bem antes de dar o passo, não vá acontecer mudar para pior, ou ficar sem nenhum...e as contas para pagar não esperam.

 

Por isto tudo que acabei de dizer, compreendo o que sente Adriano, jogador do Inter de Milão e da selecção do Brasil, o rapaz queixa-se que perdeu a alegria de jogar e que vai parar um, dois ou três meses, ainda não sabe bem, além de não gostar de viver em Itália. O seu empresário afirma também que «é muito difícil ser Adriano», a pressão sobre o jogador é muita, e a pedido do jogador irá junto do Inter tratar da sua dispensa durante esse tempo indeterminado.

 

Adriano já disse ser justo que nesse período não receba e eu espero que durante esse tempo fique a receber da segurança social de forma a possibilitar o sustento da sua família...sempre são alguns meses sem ordenado. Tenho vos estado a contar os pormenores desta história entre algumas pausas para enxugar as lágrimas que abundantemente me escorrem pelo meu sensual rosto. Só fiquei assim tão devastado e preocupado com o futuro/subsistência de alguém quando o Dr. Mourinho foi despedido do Chelsea, sou um coração de manteiga que se comove fácilmente.

 

Entretanto fui tentar recolher alguns testemunhos na tentativa de perceber o que as pessoas acham deste drama e escolhi fazê-lo junto às instalações da Quimonda:
 

(após explicar o que vos já descrevi, fiz a seguinte pergunta)
Eu: O que diria ao Adriano para o ajudar a recuperar a alegria de jogar?
Quimondeiro 1: Digo-lhe: Vai mas é gozar com o c* ó filho da p* de m*, vai jogar todo nu para um campo cheio de urtigas.

Quimondeiro 2 ao 900: (Disseram exactamente o mesmo que o Quimondeiro 1, deviam estar todos combinados com o sindicato)
Quimondeiro 901: Isto é a gozar? Você (eu) é jornalista? Quer que lhe parta os cornos agora ou mais daqui a nada?
Quimondeiro 902: Tá triste? Esse cab* que venha cá e traga o livro de cheques que vai ver se não recupera alegria e volta a jogar logo logo... filho da p*.
Quimondeiro 903 (disfarçado): Está triste mas nós fizemos todo o possível para contrariar a situação, eu ainda tenho esperança que ultrapasse.
Eu: Mas você trabalha aqui na Quimonda?
Quimondeiro 903 (disfarçado, segreda-me ao ouvido): Xiiuuu...sou o Manuel Pinho, mas não diga nada a ninguém (e eu não disse).
Quimondeiro 903 (o verdadeiro): Bom, se o gajo quer recuperar, aconselho-o a dar todos os bens e dinheiro para caridade, sem dinheiro vai ver que lhe volta logo a vontade de trabalhar.

 

Cansado, para não dizer exausto, e muito triste por constatar tanta insensibilidade (valha-nos Manuel Pinho) arrumo o material e volto para o meu Avózinha Resort. Peço desculpa aos restantes Quimondeiros a quem não dei a palavra, estou convicto que as melhores e mais sensatas opiniões estavam reservadas a partir do 903 mas achei melhor dar de frosques antes que tivesse na hora do 901 cumprir a promessa de me partir os cornos. As melhoras Adriano, recupera rápido!

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:33

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