Avózinha (Sim, com acento...)

Outubro 26 2008

Esta história passa-se num planeta não muito longíquo da Terra que tanto amamos e tanto f**. Neste pequeno planeta viviam alguns seres com uma capacidade incrível de adaptação ao meio ambiente, onde todos são diferentes mas se aceitam de forma igual.

 

Com poucos habitantes era habitual reunirem-se espontâneamente ao final do dia e onde cada um comentava sobre as suas experiêcias e partilhava momentos vividos, definitavamente coisas de outra galáxia mas que todos compreendiam e se identificavam.

 

Por muito estranha que fosse a história era sempre trazida á ribalta e por vezes até suscitava lágrimas de tanto rir. A energia emanada por estes habitantes era perfeita, e tal só sucedia devido á simplicidade com que todos se predispunham a ouvir, fosse qual  fosse o assunto...mesmo sabendo que podia ser fruto do imaginário ou de uma realidade paralela.

 

Estas conversas de final de dia serviam sem que ninguem se apercebesse, de terapia, e sempre que um novo habitante surgia a este era lhe dado livre trânsito (bastava querer) para se juntar a esta espécie de intervalo prolongado para um cafézinho - mas sem o dito – e por muito estranho fosse, louco ou simplesmente de um planeta sabe-se lá de onde, com naturalidade era escutado. Fazia parte da terapia, e resultava, aos poucos todos os intervenientes se sentiam melhor, mais libertos, e alguns até recuperavam lentamente a lucidez esquecida.

 

Este planeta era um ponto de passagem entre dois mundos e inconscientemente dotava de quem por lá passava de uma visão seguramente diferente de todo o universo, nem melhor nem pior, mas indiscutívelmente diferente.

 

Inté

publicado por Avózinha às 17:22

Gostei muito deste texto. Boa trabalho. By the way como as coisas boas são para toda a gente tomei a liberdade de colocar um link do teu blog no meu. Um abraço
Alcides a 27 de Outubro de 2008 às 14:49

Há planetas destes, basta ter a sorte de encontrá-los. Ou de saber procurá-los!
Ou de termos o discernimento suficiente para os reconhecer.
Muito importante: nunca desistir de os procurar!
Conceição a 28 de Outubro de 2008 às 22:20

Simplesmente único... Um verdadeiro Poeta
Leonor a 29 de Outubro de 2008 às 19:42

Simplesmente lindo...só uma pessoa tão única e especial como tu para escrever coisas tão lindas :)
A. a 3 de Dezembro de 2008 às 23:22

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