Avózinha (Sim, com acento...)

Março 02 2009

Que sorte que têm as pessoas que nascem no seio de uma família problemática ou num ambiente complicado cheio de adversidades e bandidagem no geral. Até já pensei num slogan porreiro para estes sortudos «Se nasceste na merda ou vens da merda então estás desculpado» este pensamento cristão ao estilo «toma lá a outra face» em vez de «dá a outra face» pode muito bem explicar a forma como alguns quadrantes da nossa sociedade explicam certos comportamentos.

 

Assim como eu procuro ferozmente respostas para muitos problemas do nosso país, universo em geral e arredores, a sociedade faz o mesmo, a diferença é que eu encontro soluções e a sociedade não: ou será o contrário!? Agora fiquei na dúvida. É comum ouvir os especialistas debater sobre alguns fenómenos que afligem a nossa sociedade, uns mais graves do que outros é certo, mas desde alcoolismo, droga, roubos, violência, etc etc etc.

 

Se uns, coitados, não tiveram os pais por perto para lhes dar uns açoites, outros é precisamente porque tiiveram, outros foi porque tiveram atenção de mais e os progenitores proporcionavam tudo desde carro, férias, mesada farta and everything money can buy. Já para não falar dos filhos de pais divorciados que têm de conviver com traumas irreparáveis ou então dos que foram criados pelos avós porque por algum motivo, justo ou não, pai e mãe os deixaram entregues.

 

A crueldade de alguns factores que podem acompanhar o desenvolvimento de um ser humano é incontestável e tem, ou pode sem dúvida ter, influência no que se tornam e nas suas acções, agora que isso sirva de desculpa para certas acções...tipo:

 

(cena de espancamento do marido á mulher)
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Mas o que é que eu te fiz?
Artur Aviafruta: CALA-TE, não me interrompas enquanto te estou a bater!
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Mas o que é que eu te fiz?
Artur Aviafruta: CALA-TE, não me interrompas enquanto te estou a bater!
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Mas o que é que eu te fiz?
Artur Aviafruta: Teimosa! Se não a fizeste estás para a fazer.
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Mas só me costumas bater aos Domingos á noite porquê isto agora durante a semana?
Artur Aviafruta: Estive a pensar na minha infância e como foi duro nunca ter tido uma bicicleta como todos os meus amigos.
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Mas ó homem e isso é a razão para o que me estás a fazer?
Artur Aviafruta: NÃO! Lá em casa eramos 7 irmãos e o meu pai batia num em cada dia da semana, eu como fui o 8º e último não tinha dia da semana dedicado a mim...nunca gostaram de mim é o que é.
Maria Levanatromba: Ai ai ai! Já podias ter dito...

 

Esta carinhosa cena com muito diálogo e compreensão à mistura pode muito bem ser um exemplo da resposta que a sociedade procura para entender certos comportamentos que à primeira análise podem parecer indesculpáveis. Em suma, se foste criado num bom ambiente sem “sobressaltos” de maior, não tens perdão, e tens de pagar caro por seres mau carácter.

 

NOTA: Será que a partir de agora terei mais compreensão?

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:59

Lindo diálogo para teatro!
Tens que enviar isto ao La Féria!
Depois deste diálogo instrutivo e explicativo, não restam nenhumas dúvidas aos psicólogos e sociólogos que queiram estudar o tema "violência doméstica"

Queres compreensão para o teu mau feitio, hem?
Então tens que arranjar outros argumentos!!!!!!!!!
As coisas que tu inventas para te desculpares...........
xDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD
mc a 3 de Março de 2009 às 19:31

Pensei que assim seria compreendido
Avózinha a 3 de Março de 2009 às 22:00

Por vezes, meu caro Avó, uma erva daninha cresce vigorosamente num lugar onde não é querida. O ambiente por si não é suficiente para influenciar o nosso caracter.

Eu considero-me ter um bom carácter e um comportamento exemplar, pese embora venha de um meio problemático, pois repara:

a minha mãe obrigava-me a tomar banho aos Domingos;
o meu pai dava-me bagaço quando tinha 3 anos; o meu cão teimava em tentar relações sexuais com a minha perna; a minha vizinha do 3º esq. abusava de mim sexualmente (que saudades Nelinha.. que saudades..) e a minha avó ainda hoje me tortura, pois acha-se no direito de ainda não ter morrido para eu herdar os seus pertences.

PS: esse teu diálogo é-me familiar, mas só quando o Glorioso perde.

el-PCC
PCC a 3 de Março de 2009 às 23:56

Hum...de quem tens mais saudades, da Nelinha ou do teu cão? De resto não "vi" nada de anormal por isso o teu bom carácter e comportamento exemplar.
Avózinha a 4 de Março de 2009 às 23:43

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