Avózinha (Sim, com acento...)

Fevereiro 16 2009

Das muitas coisas que escrevo aqui esta poderá ser uma das poucas que faz algum sentido, ou não. Para todo o sempre é algo que normalmente é associado ao casamento, como é sabido nem todos o são uns terminam antes de se o poder afirmar, outros duram um pouco mais e outros tantos provam esse facto. Mas não é para falar de desgraças que aqui estou.

 

Enquanto fumava uma, quer dizer...nas minhas deambulações pelo universo em que a minha energia se desprega deste banal amontoado de ossos e carne e viaja em busca de coisas que a possam despertar a atenção
(sim de coisas, muitas vezes não sei ao que vou) tive a percepção de o que significa (para mim) “Para todo o sempre”.

 

Nada é para sempre nem eterno mas o nosso legado é “Para todo o sempre”. O que pretendo dizer é que estou convencido que as nossas atitudes, a nossa forma de estar em contacto com o mundo, com as pessoas, determina a herança que deixamos, como que um rasto ou assinatura a que fácilmente somos associados.

 

Em suma, o que fazemos é indelével e no máximo por vezes até é possível reparar algum estrago ou dor que possamos ter causado, mas só por vezes. Assim, como não sabemos quanto tempo é que iremos por cá andar, o ideal é todos os dias tratarmos de ter a atitude certa perante o que e quem nos rodeia, porque isso é o que fica Para todo o sempre.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:38

Ainda bem que nada é para sempre (queria eu), mas há coisas que nos acompanham para toda a vida, como cicatrizes: os laços de sangue, a amizade, o carinho, e a marca boa ou má que deixamos nos outros e que deixam em nós.
É a vidinha... a puta e maravilhosa vidinha.
perdida_nos a 16 de Fevereiro de 2009 às 23:00

E não podemos culpar ninguém, afinal as escolhas também passam por nós. Aprender é importante...aprender e mandar foder de vez em quando, que se fodam.
Avózinha a 17 de Fevereiro de 2009 às 00:01

Minha querida Avózinha...(isto a tocar o teu lado feminino,loooooooooooool....)...

Creio não estar de acordo contigo...até pq já descobri há muito tempo o que pode ser para todo o sempre....Passo a explicar as minhas conclusões com base em observações atentas e meramente académicas...ou nem por isso...Vejamos:
- alguém já viu um morto levantar-se e voltar a viver??? Não?? Nem eu!!!!!!!!!!!!!!!!!! Aqui está o verdadeiro "para todo o sempre"!!!
A malta é que tem a mania de complicar e achar que um casamento pode ser "para todo o sempre"...A menos que fosse o Brad Pit,o Orlando Bloom ou o Johny Deep...ou os três em conjunto...não vejo maneira da coisa durar!!!
E, confesso que, longos casamentos revelam alguma insanidade mental...Mas isso sou eu a dar asas ao pensamento!

Hoje foi um comentário soft....e básicamente nem falei de sexo...pois não?... Tb acho que é um comentário sem piada...Mas pronto...Vou ver se consigo levantar um morto...depois conto como foi a visita ao cemitério da Amadora (dá mais jeito!)...Pensavas que era outro "morto",loooooool,pró meu lado só vêm vivaços!:))))))))))))))

Boa noite e assombrosos sonhos!
Beijos.
Indiavera a 17 de Fevereiro de 2009 às 00:16

Não é porque nunca viste um morto rescussitar que isso não possa acontecer. Mas o que eu te queria dizer maninha era que a merda que a gente faz enquanto cá estamos é que perdura. Que o Brad,o Orlando e o Johny estejam ctg.
Avózinha a 18 de Fevereiro de 2009 às 00:05

Deste bonito texto que me deu um valente arrepio nas costas (ah espera a janela estava aberta), retive a seguinte passagem:

"(...) energia se desprega deste anal amontoado"

Um bem haja Avó por subtilmente introduzires o tema no blog!

Tema esse que a Svetlana insiste em dizer não. Diz que dói. Mas os piercings já não doi, né? A pu**. Onde meti os comprimidos? Que dia é hoje?

el-PCC
PCC a 17 de Fevereiro de 2009 às 20:57

Realmente não reparei que tinha posto um "b" a mais em banal...
Avózinha a 17 de Fevereiro de 2009 às 23:53

Esta conversa fez-me lembrar um poema de Miguel Torga que li há muiiiiiiiiiitos anos atrás e que me ficou na memória. Como não o sabia de cor, tive que recorrer à Biblioteca e pesquisar in locu, ou in situ, sei lá.
E lá o encontrei no livro Diário I ( o homem escreveu carradas de diários... ainda bem que encontrei logo no primeiro...)
Então cá vai:

DÚVIDA
15/8/1941

Anoiteceu.
Aqui sentado, pensava na minha vida;
nesta tristeza arrastada que ninguém quer alegrar;
nesta fogueira cercada
duma invernia polar.

E a mim mesmo perguntava
se dessa vida ficava
pelo menos uma baba
igual à do caracol
uma excreção que brilhasse
quando nela reparasse
a luz do sol...


(Que raio de comparação ele havia de arranjar ehehehe)....
POETICA a 16 de Março de 2009 às 17:17

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