Avózinha (Sim, com acento...)

Fevereiro 28 2010

The world is not wonderful but it has wonderful thing’s.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:31

Fevereiro 25 2010

Os mais assíduos já devem ter percebido a minha predilecção por Vitor Constâncio, ou melhor, a partir de agora «a pomba». Não interpretem mal, que eu saiba este nosso amigo não assumiu nenhuma preferência homossexual, até porque assumir não faz parte do seu estilo, se não assumiu ter falhado na supervisão da banca não iria fazê-lo acerca da sua vida pessoal...nem queremos, a vida de cada um só a si lhe diz respeito. «Pomba», na gíria das autoridades monetárias é como se classifica o perfil de Constâncio, em suma, existem «pombas» e «falcões», os primeiros são os que defendem o crescimento económico, os segundos preferem combater a inflação através das políticas monetárias. Maluquíces, já na bolsa existem os ursos e os touros.

 

O mais interessante disto tudo é que a «pomba» vai esvoaçar daqui para fora, e no meio de falcões não atingirá grande altitude, assim podemos ficar descansados, ou não, eu julgo que sim. Existem seis lugares na vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), quatro são ocupados regularmente por representantes dos estados membros (que aderiram ao euro) mais influentes, Alemanha, França, Itália e nuestros hermanos, os remanescentes dois são uma espécie de dança de cadeiras onde alguns terão de ficar de fora.

 

Podem existir duas teorias possíveis (pelo menos para mentes brilhantes como a minha) que justificam a nomeação da «pomba» lusitana para o cargo, uma delas será afasta-lo de um cargo importante e de poder para que não possa causar mais estragos à nossa já depauperada nação, a outra pode muito bem ser manter o nível de desempenho da pessoa que vai substituir, o grego Lucas Papademos, como sabemos existem grandes semelhanças entre nós e os Helénicos no que toca a fazer/aldrabar as contas públicas.

 

As mentes menos brilhantes dirão que tudo não passa de um mero jogo de interesses e a nomeação da «pomba» não é mais que um jogo de conveniências (é o que dizem), Ângela Merkel terá apoiado esta candidatura apenas para possibilitar que no futuro a presidência do BCE, agora ocupada por Jean-Claude Trichet, passe para Axel Weber, em 2011 veremos quem vai se sentar na cadeira. O que é certo, é que se a nossa «pomba» fosse o homem da cadeira a bolha do mercado financeiro nunca teria rebentado...pelo menos que ele desse por isso.

 

(Fonte: Agência Financeira; Jornal de Negócios)

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:35

Fevereiro 24 2010

Palavras que nos provocam emoções
Emoções que nos arrancam palavras
Palavras que não trazem emoção
Emoções que se transmitem sem uma única palavra
Uma emoção que não precisa de ser pronunciada

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:47

Fevereiro 23 2010

Por vezes tenho a sensação que estou no sítio certo à hora errada, ou na hora certa mas no sítio errado, se não for nenhuma destas duas hipóteses, será com certeza porque estarei simplesmente errado/baralhado. No fundo não será difícil sentirmos que qualquer uma destas situações nos sirva como uma luva, ou não faríamos parte de uma civilização pouco civilizada, ou civilizada mas pouco. Não creio que estes inícios vos surpreendam, de facto já devem estar habituados a que o que eu digo seja pouco mais do que qualquer coisa sem nexo.

 

A melhor forma de começar a falar de algo com pouco sentido é assim mesmo, dando o mote como acabei de fazer, desta forma posso começar a explicar o que me trouxe aqui hoje. Se decides casar com alguém que nunca viste a não ser em fotografia, o que és? Não respondam parvo(a) porque está errado, a resposta certa é...«Árabe enganado pela família da noiva». Um embaixador Árabe só deu pelo engano quando ia beijar a noiva e ao retirar o véu percebeu que a sua cara metade era vesga e tinha barba, nas duas metades.

 

Não sei qual das características o fez desistir, a barba, ser vesga, ou se sentir enganado por a família da noiva lhe ter enviado fotos de outra mulher para assim o convencer a casar. Eu teria ficado fulo comigo mesmo por ter aceitado casar com alguém por catálogo e é por estas e por outras que não compro certas coisas pela net, é que o artigo pode muito bem parecer fantástico no site mas quando chega a casa e vou abrir a encomenda...

 

Bem sei que neste caso as razões culturais/religiosas se sobrepõem mas, estou muito desiludido com esta gente, uns mentem e aldrabam vendendo gato por lebre, o Sr. embaixador só quer saber da aparência, então e o amor fica onde (?) e a honestidade (?). Como terá ficado a rapariga ao ser rejeitada desta maneira, ela que se calhar por ser vesga nunca conseguiu perceber a sua situação e provavelmente a família também a enganou mostrando-lhe fotos de outra mulher.

 

Realmente o velho ditado «o hábito não faz o monge» encaixa que nem uma luva nesta situação, é tudo uma questão de hábito e o Sr. Embaixador achou que não se iria habituar a ter a seu lado uma mulher de barba rija e de «vista grossa». Situações deste tipo, reforçam a minha convicção de que a união entre duas pessoas, além de não ter de ser casamento, deve-se basear em valores mais altos...de preferência sem barba e outros afins.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:28

Fevereiro 18 2010

Desejo ter as minhas asas de volta
Abraçar o vento e sentir o sabor
Para onde quero ir
A emoção absorve-me
Nem é triste nem alegre
É apenas pura e do mais verdadeiro que existe
Um interminável abraço
Que não acaba aqui ou onde quer que seja
Isto é perfeição
Nenhum amor é digno de o ser se assim não for
Sem esforço, sem dúvida, apenas querer
Vontade de abraçar
Em volta nada mais se passa, imperturbável
O tempo não parou, simplesmente não importa
Este momento vai ficar para sempre
Dou tudo o que tenho
Tudo, sem impasse, sem questionar
Recebo tanto de volta, sem pretensão
Parece um sonho, mas é real
Que incrível momento
Que perfeita coreografia
Assim, a mortalidade não conta para nada

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:38

Fevereiro 17 2010

(transcrição da notícia em tvi24.iol.pt...NO COMMENTS!!)

 

Obstetras levaram grávida a perder feto
 

Tribunal deu como provada a existência de «erro médico»

 

O Tribunal deu este quinta-feira como provado que duas obstetras do hospital de Bragança foram as responsáveis por uma grávida perder o feto, mas sem consequências para as profissionais por concluir também que a queixa foi apresentada fora de tempo, informa a Lusa.

 

O juiz que julgou o caso, Filipe Borges, não tem dúvidas de que Júlia Dinis teve um aborto provocado por uma aspiração baseada na leitura de uma ecografia em que a bexiga cheia foi confundida com uma bolsa gestacional vazia.

 

O «diagnóstico erróneo»» de uma falsa gravidez foi feito pela obstetra Maria Joaquina e seguido pela colega Adelaide Palhau que procedeu à aspiração sem questionar os resultados apesar de ser médica assistente da queixosa e de ter sido ela que confirmou anteriormente, com exames, a gravidez.

 

De acordo com o tribunal, a ecografia desapareceu «inexplicavelmente». As análises feitas ao produto que resultou da aspiração inicial no hospital de Bragança e nas cirurgias realizadas posteriormente no Hospital de Vila Real, confirmaram a existência de «restos fetais».

 

O julgamento teve início em Julho e depois de vários meses a analisar provas e a ouvir testemunhas e peritos, o tribunal mandou arquivar o caso porque concluiu que afinal a queixa que deu origem ao processo foi apresentada com três anos de atraso.

 

A lei estipula um prazo de seis meses e, neste caso, a queixa só chegou ao tribunal em 2005, quando os factos ocorreram em Outubro de 2002.

 

«É um caso que é trágico», admitiu o juiz Filipe Borges, «pelo que aconteceu no hospital, por a queixa ter sido apresentada três anos depois e por o pedido de indemnização» não ter sido dirigido a quem de direito.

 

A queixosa viu também negado o pedido de indemnização de cerca de 180 mil euros dirigido às médicas, mas que afinal devia ter dirigido ao hospital. «Ainda está a tempo de por uma acção no tribunal administrativo contra o hospital. A condenação é certa. O tribunal apela que essa acção seja proposta», disse o magistrado.

 

O juiz deu como provado que «houve erro médico» e apesar de entender que não houve dolo (intenção) considerou que houve negligência e que era possível condenar as médicas por violação da «leges artis» (regras da ciência médica).

 

«Ambas não actuaram com o cuidado a que estavam obrigadas e eram capazes», concluiu o juiz.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:59

Fevereiro 15 2010

Não sei se o que nos acontece na vida é uma vontade do Universo, sei que temos de lidar com o que nos vai calhando.

 

Inté

publicado por Avózinha às 16:52

Fevereiro 11 2010

Tuga1: Sabes o que disse António Pires de Lima.
Tuga2: O quê?
Tuga1: Que «José Sócrates é um aldrabão de feira»
Tuga2: Xiiiiiiiiiiiii!
Tuga1: Podes crer.
Tuga2: Pois, os aldrabões de feira devem estar furiosos.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:45

Fevereiro 10 2010

Vocês agarrem-me que eu vou-me a eles, agarrem-me...agora deslarguem-me (linda palavra esta), deslarguem-me!!! Desculpem mas estou fora de mim, mais uma vez sinto-me enganado e não consigo conter a revolta que me invade o espírito neste momento, com mais uma enorme desfeita que o mundo da arte me infligiu. E olhem que se há coisa que mexe com a minha sensibilidade é a arte, por isso o momento é de grande emotividade para mim, aí se explica porque estou a reagir da forma como estão a ver.

 

L'Homme qui MarcheEsta semana que passou foi batido o record do valor obtido em leilão para uma obra de arte, num evento em Londres promovido pela conhecida leiloeira Sotheby's. A peça em causa é a escultura de bronze «L'Homme qui Marche» da autoria do suíço Giacometti que em 1961 se terá enchido de inspiração e realizado a obra que vos mostro na foto, terá levado de certeza mais tempo a criá-la que os 8 minutos que durou a licitação e gasto menos que os 74,2 milhões de euros que o licitador vencedor pagou por ela.

 

Como podem imaginar, ou se calhar não, a minha indignação resulta do facto de faz muito tempo que sonhava em adicionar à minha já valiosa colecção mais esta preciosidade. Tinha inclusive feito diligências diante do ex-detentor da escultura (o Commerzbank) para esperarem um bocadinho e só a vendessem quando eu conseguisse juntar o suficiente para arrematar a obra em leilão, já não faltava muito para lá chegar, estava a fazer um mealheiro com os trocos que me vão sobrando no dia a dia e já lá moravam 34,72 euros, até duas moedas de um euro e uma de dois lá pus...uma loucura.

 

Cada vez mais temos de aceitar que já não se pode confiar em ninguém e acordos de cavalheiros é coisa que só existe em discursos no tempo passado, o aperto de mão já não serve para mais do que transmitir a gripe A ou coisa parecida. Se fosse outra entidade ou por exemplo um particular eu até entendia a atitude, poderiam estar a precisar de dinheiro, agora um banco não, esses têm sempre os cofres recheados, podiam muito bem esperar mais um pouco para que eu conseguisse reunir a verba...e já não faltava tudo.

 

Mas vocês já me conhecem, eles não perdem pela demora, a vingança é um prato que se serve frio, vou usar o pecúlio que acumulei (34,72) e vou fazer mossa. Se de início pensei em estourar o mealheiro em qualquer coisa (tipo acções de clubes de futebol portugueses), reflecti melhor e vou continuar a juntar trocos até ter o suficiente para realizar uma OPA (hostil, pois claro) ao Commerzbank, quando este passar para  as minhas mãos vão amargar a traição que me fizerem. E como hoje estou de raiva, vou lá pôr uma nota de cinco euros, por isso, passa a 39,72.

 

Inté


Fevereiro 09 2010

Marta Leite Castro (MLC) diz que foi um erro crasso ter nascido em Portugal, disse-o há algum tempo no programa do fantástico Jô Soares, escusado será dizer que por cá quando se soube ouve gente a ficar chateada com esta afirmação. Aliás, a semana passada também foi pródiga em comentários pouco abonatórios para o nosso pedaço de Ibéria, entre outros, também Seiji Nakamura, administador do Banco central do Japão chamou a atenção para o estado das nossas finanças como um exemplo a ter em conta, ou melhor, a não seguir, uma espécie de variante da frase popular «se alguém se atirar para dentro de um poço, os outros não têm de ir atrás», mas em japonês.

 

Voltando a MLC e o que ela disse, bem sei que pode ser motivo para quem é de cá ficar aborrecido, mas o certo é que nós não sabemos as razões que levam a moça a dizer tal coisa, ela pode muito bem estar apoquentada com alguma coisa. Aliás, o momento não é fácil para ninguém e o que não falta é gente com razões de queixa em relação ao que se sofre sendo português, por isso, o que MLC disse é o que oiço muitos dizer, não entendo o porquê de dar mais importância por ter sido a pessoa em causa a dizer.

 

No fundo, e na minha opinião, acho legitimo alguém preferir ter nascido noutro país que não este e o contrário também, seja lá quem for, nem todos temos de estar de acordo nem todos contra, o sal da vida será isso também. Eu não tenho nada contra mas não vejo motivo para tal afirmação (só ela saberá), ou não tivesse eu nascido noutro país e ter vindo cá bater com os costados, nascer cá nunca me faria mais português do que sou, mas enfim, não escolhemos onde nascemos, o pior de tudo será se estivermos arrependidos de ter nascido.

 

No tempo em que Cavaco Silva era primeiro ministro de Portugal este apontou a industria do turismo como futuro que o país deveria apostar, nessa altura ele terá pensado o mesmo que MLC mas disse-o de outra forma, o que ele queria dizer era, que isto era um sítio tramado para se nascer, mas para vir cá de férias a conversa já era outra. Mais ou menos o mesmo que vir cá ver a bola e tchauzinho, ou como aqueles que acham muita piada ás diabruras dos filhos dos outros e até nem se importam de tomar conta deles...claro que no fim do dia devolvem-nos à procedência.

 

Tem mesmo de ser assim, o que uns gostam a outros pode desagradar, e não é isso que torna algo numa coisa má, aliás, é precisamente isso que dá a beleza e a singularidade ás coisas. Imaginem se todos fossem unânimes em querer nascer cá, não haveria espaço para todos e perdia-se a diversidade, por muito que o sushi esteja na moda eu acho que dificilmente irei gostar, mas o pobre do sushi não tem culpa nenhuma que eu não o saiba apreciar.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:19

Fevereiro 07 2010

Afinal o que é que temos em comum com a Grécia, a crise (?), o nosso PR já disse que a nossa situação não tem comparação com a da Grécia, e se ele disse é porque é mesmo assim, ele que «nunca se engana e raramente tem dúvidas» (ou será o contrário?) e eu acho que ele está certo, não temos nada a ver, eles falam grego e nós português, se isto não é bem diferente não sei o que poderá ser, poder-se-á é dizer que ambos os povos «se estão a ver gregos» mas de resto não vejo parecenças.

 

Acho que estamos a ser alvo de injustiça da Comissão Europeia e principalmente das Agências de Rating que assim nos estão a pôr o preço do dinheiro pela hora da morte. Há tanto tempo que estamos nisto, ou seja, vivendo acima das nossas posses, gastando mais do que produzimos, vivendo de dinheiro emprestado e agora estão a implicar connosco desta maneira, porque motivo (?), cá para mim é só mesmo para implicar, implicar e pôr a bolsa portuguesa à beira de um ataque de nervos, tendo o PSI-20 fechado a semana a perder 7,39%, qualquer coisa como uns milhares de milhões a menos no valor das cotadas...um pouco mais que o meu subsídio de Natal.

 

Mas as diferenças continuam por demais evidentes, na Grécia nasceu a Democracia, aqui, se alguma vez chegou a nascer, será quanto muito uma espécie de nado morto ou aborto...no máximo dos máximos, poderá ser um daqueles doentes oncológicos que necessita sempre de quimioterapia para ir sobrevivendo...sim a palavra será esta, sobrevivendo, porque os tumores estão espalhados e nascem que nem cogumelos. Estarei porventura a pintar um quadro muito negro, mas caramba, desde que me conheço que a realidade tem sido sempre mais ou menos esta, nunca estamos totalmente curados e quando queremos acreditar que estamos livres de perigo...mais um tumor.

 

Simplesmente um grande equívoco, mais um que será desfeito aqui neste espaço de cultura, amizade, etc., ao qual todos vós já estão habituados a recorrer em momentos importantes da vossa vida. O motivo desta confusão é Sócrates, o Comissário Almunía e as agências de Rating associaram o nome do nosso primeiro, ao filósofo grego e consequentemente ao seu país de origem, lamentável mas verdade, mas como é sabido, a diferença é abissal, pois o nosso sabe tudo, ao contrário do grego que nada sabia. Para não gerar estas confusões proponho que de entre o nome completo «José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa» se escolha outra hipótese como por exemplo:

 

- Carvalho Pinto
- Carvalho Pinto de Sousa
- Pinto de Sousa
- José Carvalho 
- Pinto
- (aceitam-se bengaladas...)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:44

Fevereiro 04 2010

 

As maiores desilusões provêem de ilusões.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:27

Fevereiro 03 2010

DEUS: Estás aí?
EU: Hein! Quem disse isso?
DEUS: Eu!
EU: Eu quem?
DEUS: Eu, Deus, quem haveria de ser...!?
EU: Não sou Deus para adivinhar, pregaste-me um cagaço!
DEUS: Já devias saber que ando sempre por perto, depois da nossa última conversa.
EU: Nunca mais me lembrei de ti.
DEUS: Eu tenho pensado em ti.
EU: Éeehhh lá! Estás a estranhar-me, não gosto dessas coisas.
DEUS: Deixa-te de parvoíces, tu sabes bem o que quis dizer.
EU: He he he! Não resisto a uma piada do género.
DEUS: Já percebi.
EU: Hummm...tens alguma fisgada, o que é que queres de mim?
DEUS: Bom, já que perguntas...
EU: Eu sabia!
DEUS: Não sei o que fazer com a humanidade.
EU: E se tivesses quietinho, não achas que já fizeste o suficiente?
DEUS: Eu sei que errei, mas gostava de poder fazer algo.
EU: E por que recorres mim?
DEUS: Porque tu não andas  sempre a pedinchar à minha volta, como os outros.
EU: E é essa a paga?
DEUS: Não sejas assim, temos de  ser uns para os outros, solidários.
EU: Tens razão, perdoa-me. Como te posso ajudar?
DEUS: Já estás a ajudar, em ouvir-me.
EU: Oh! Deixa lá, podes contar comigo...o pior de tudo é apareceres assim do nada.
DEUS: Não tenho outra forma de o fazer...
EU: Pois.
DEUS: ...
EU: Sabes, se calhar uma férias faziam-te bem, ninguém é de ferro.
DEUS: Talvez seja boa ideia, mas tenho receio que na minha ausência tudo piore.
EU: Piorar? Como se fosse possível.
DEUS: Se calhar até tens razão.
EU: Vai vai, eu tomo conta disto.
DEUS: Eu sei que estás a ser um bom amigo, mas é melhor não.
EU: Delegavas-me os teu poderes...
DEUS: É melhor não, mesmo.
EU: Qual o problema? Sabes como eu sou, sempre a fazer o bem.
DEUS: Sim sim,..
EU: Caramba! Até parece!
DEUS: Eu sei como é, a carne é fraca...
EU: Errar todos erramos, até tu que és Deus reconheces.
DEUS: Tu e a tua retórica.
EU: ...
DEUS: Bem, vou andando. Obrigado por me escutares.
EU: Volta sempre. E se mudares de ideias diz, por algum tempo não me importo de tomar conta do teu quintal.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:42

Fevereiro 03 2010

Teixeira dos Santos: És um despesista.
Alberto João Jardim: Tu gastas muito mais do que eu.
Teixeira dos Santos: Tu é que gastas mais do que eu.
Alberto João Jardim: Não não, tu é que gastas mais do que eu.
Teixeira dos Santos: Não, tu é que gastas mais do que eu.
Alberto João Jardim: Aiiii, tu gastas muito mais do que eu.

...

 

(não estão a falar do dinheiro deles, claro está)

 

Inté

publicado por Avózinha às 00:46

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