Avózinha (Sim, com acento...)

Janeiro 31 2010

Vi uma reportagem sobre o cancro do colo do útero (nas mulheres pois claro, ou não fosse no útero) e algures entre algumas explicações, mencionaram o teste de Papanicolau como medida ginecológica de prevenção, o que, como se não bastasse o alarme do assunto, me pôs logo a questionar «o que raio pode relacionar um Papa com a ginecologia?». A minha ignorância só pode ser compensada com a minha curiosidade ou vontade de aprender, assim, e para descansar algum de vós que possa ter ficado (como eu) confuso com o termo, vou citar a wikipédia: «O teste de Papanicolau é um exame ginecológico de citologia cervical realizado como prevenção ao câncer do colo do útero. Seu nome traz a identidade de seu idealizador, o médico grego Geórgios Papanicolau (1883-1962), considerado o pai da citopatologia.». Está explicado.

 

Com mais este dilema fora do meu horizonte, pude continuar a preocupar-me com outros assuntos, continuando com o tema cancro no pensamento, passo para os políticos. Na Índia, um ex-governante está a recrutar criminosos para o seu partido, diz ele que «São perfeitos para a vida parlamentar» são astutos, egoístas e honestidade não faz parte do seu vocabulário, e acrescenta «Esta é a melhor forma de seleccionar candidatos para a política. Mostre-me o seu cadastro e junte-se a nós»

 

Atenção, não fiz confusão, eu disse na Índia e é mesmo lá, não troquei o país, digo isto só para não ficarem dúvidas e alguém achar que por lapso poderia ter trocado o nome do país, como por exemplo Portugal. De facto os nossos políticos não são criminosos, por vezes ouve-se dizer que são astutos, egoístas e desonestos, mas criminosos não. Isto é o que se ouve  (podia ser um trocadilho com as escutas, mas, claro que não é, já me conhecem) dizer, mas as pessoas «por dá cá aquele robalo...aquela palha, queria eu dizer» dizem tudo e mais alguma coisa.

 

Pode-se afirmar que cá no burgo não há criminosos na política, mais que não seja porque quase nunca nenhum político é condenado, quando raramente é, tornam-se independentes e os verdadeiros criminosos votam neles, ás vezes até em quantidade suficiente para os eleger. Enfim, pobres indianos, ainda bem que não estamos na pele deles, mas abençoada seja a sua culinária, venha de lá uma bela chamuça...isto só para começar. Vou acender um incenso e já venho.

 

(Fonte: tvi24.iol.pt)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:14

Janeiro 28 2010

Deus não nos ama, faz amor connosco...e fica sempre por cima.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:48

Janeiro 27 2010

Bem sei que o pedido que vou fazer de seguida pode vir tarde demais, a minha solicitação é que leiam o título de hoje o mais pausadamente possível entre cada palavra, não quero que a pressa vos faça dizer involuntariamente coisas que não pretenderiam. A tão propalada Gripe A tem feito alguma mossa um pouco por todo o mundo, felizmente não tanto como se temeu, resta saber se foi por se terem tomado medidas de prevenção ou se a montanha pariu um rato, como diz o ditado «mais vale prevenir que remediar» e «com a saúde não se brinca», digo eu.

 

Na China, antes de eclodir este risco de pandemia, um quilo de alhos custava 7 euros, agora custa 76 euros, não resisto a fazer a piada da praxe «é de ficar com os olhos em bico» se fossem cebolas nem seria preciso as cortar para começar a chorar. O motivo desta enorme especulação é simples, os chineses acreditam que o alho, além de prevenir é também um bom remédio contra esta maleita, e assim, tenho a certeza que muitos dos que gostam de apreciar o alho na comida devem estar no mínimo um pouco chateados, eu estaria. Portanto, se até à data pensavam que a Gripe dos porcos vos veio transtornar a vida, pensem que se estivessem na China seria bem pior, pelo menos para quem gosta deste tempero.

 

Continuando o périplo pelos bens essenciais, passamos para a Vodka, mais propriamente na Rússia, onde o seu presidente Dmitry Medvedev decretou a duplicação do preço deste destilado e «desinfectante de feridas». A medida visa reduzir o alcoolismo no país, problema considerado por este uma «desgraça nacional» ou não fosse cada russo responsável pelo consumo de cerca de 18 litros de álcool puro por ano. E este valor será em média, querendo dizer que se existirão uns que até consomem menos, outros, será bom não acender um isqueiro perto deles. Não sei bem porquê lembrei-me agora do Boris, o Yeltsin.

 

Os mais cépticos dizem que estas tentativas de diminuir o consumo de álcool não irão dar em nada, no passado outras iniciativas também fracassaram, e na falta deste combustível os russos chegaram a beber perfume, já para não falar do contrabando, que sai sempre a ganhar quando alguém tenta limitar o consumo. Aqui este vosso amigo não vos sabe dizer se eles vão andar mais sóbrios, mas, mais pobres e a tresandar a perfume é bem possível. Se queres agradar a um russo ou a uma russa, oferece-lhes perfume, ambos lhe darão bom uso.

 

Já devem ter percebido que se pretendem saber cotações de produtos de primeira necessidade, aqui é o sítio certo, aliás, mesmo que não precisem de nada, aqui é sempre o sítio certo para se estar. Um espaço de muita elevação e nível cultural espectacular, sempre e só com assuntos de interesse. Hoje deu-me para a modéstia.


Vou ali plantar uns alhos para mandar para a China, ainda tenho o fracasso do meu negócio de canivetes atravessado na garganta, desta é que vai ser.

 

(Fontes: Agência Financeira e lux.pt)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:37

Janeiro 26 2010

Hoje de manhã ao acordar, enquanto uma desagradável mancha de baba ía conquistando área à almofada bem juntinho à minha boca, surge-me o seguinte pensamento: «Mas por que raio é que o programa “As escolhas de Marcelo” tem de terminar!?». É um assunto que como podem constatar pelo momento que acabei de descrever, me anda a tirar o sono já para aí há um par de semanas, talvez por isso durante esta noite me tenha tentado suicidar por afogamento na minha própria baba...que dizer, sou um cobarde...e badalhoco.

 

Marcelo Rebelo de Sousa diz que não sai pelo pé dele, gostava de ficar, mas não pode porque António Vitorino está de saída, José Alberto Carvalho diz que gostava de manter o professor, mas não pode para não contrariar as recomendações da ERC de por em causa as regras do pluralismo, Azeredo Lopes e Estrela Serrano (presidente e conselheira) da ERC dizem que não têm responsabilidade nenhuma nesta questão e não vêm motivo para o dito programa acabar. Isto não me agrada nada, e olhem que já não estou com a cara na almofada.

 

Querem ver que o “culpado” desta confusão é António Vitorino, quer quer ir à vidinha dele e não tem disponibilidade para fazer o programa das segundas «Notas soltas»!? Não façam uma maldade destas ao professor, se não for ali, arranjem um programa nem que seja noutro canal, senão o homem explode, na certa, aquela energia toda a acumular-se pode ser perigoso, prefiro que construam uma central nuclear ao lado da minha casa.

Ou a solução é fácil de mais ou sou eu que sou parvo demais, das duas três. Algumas perguntas a José Alberto Carvalho (JAC):

 

Se ele (JAC) por acaso um dia fosse embora da rtp, esta ficaria para sempre sem Director de Informação? O Telejornal deixa de existir se um pivô sair do canal? Não há mais ninguém que possa ser contratado para fazer esse programa e comentar a actualidade? Director de Informação não serve precisamente para isso, arranjar soluções? Quais são os números do euromilhões?

 

Talvez eu não esteja a ver bem as coisas, ou a fazer tudo demasiado simples, mas fico com a impressão de que cada vez mais existe um vazio de ideias na sociedade, e não é apenas por esta situação. Parece que está tudo agarrado ás mesmas pessoas e ás mesmas ideias, ninguém muda nada, não aparece sangue novo, e assim acontecem casos como este, uma pessoa (neste caso António Vitorino) não está disponível para continuar e a solução é acabar com os programas. Mal seria (será) das instituições ou empresas se assim fosse.

 

Como diria o «frenético» professor:
- Isto é tudo uma grande parvoíce? É! Mas pode acontecer! É uma parvoíce? É! Mas pode acontecer!

 

(deve-me estar aqui a escapar alguma coisa)

 

(Fontes: Jornal de Negócios)

 

Inté


Janeiro 24 2010

Vou eu na minha vidinha ainda perto de casa, circulando na nacional e a caminho do trabalho, mas não sem antes ter de passar por uma rotunda decorada com um “lago”” no meio e uns repuxos como manda a moda. É claro que rotunda que é rotunda não o seria se não estivesse forrada em toda a sua volta com enormes painéis de publicidade, excepto claro, nos acessos de entrada e saída, mas isso é porque os veículos precisam de passar e ainda ninguém se lembrou de uma maneira que possibilite as duas coisas. Até um dia.

 

Um dos painéis despertou-me a atenção, e não tinha nenhuma jeitosa a fazer publicidade a roupa interior feminina, simplesmente anunciava que o novo futuro centro de saúde já começou a ser construído, fiquei satisfeito com a informação e aproveito desde já a oportunidade para agradecer a gentileza. Como tenho a certeza que quando for concluído, a notícia também será dada, deixo aqui a original (ou não) ideia de usar o mesmo espaço para ir dando a conhecer as diversas fases da obra. Tipo:

 

- O novo Centro de Saúde já tem telhado.
- O novo Centro de Saúde já tem janelas e portas.
- O novo Centro de Saúde já tem as loiças de casa de banho.
- O novo Centro de Saúde está parado porque o empreiteiro pirou-se com o dinheiro.
- O novo Centro de Saúde esteve parado mas já está ser construído outra vez.
- O novo Centro de Saúde já tem interruptores.
- O novo Centro de Saúde irá abrir brevemente.
- O novo Centro de Saúde irá ser inaugurado brevemente.
- O novo Centro de Saúde irá ser inaugurado no dia dd-mm-aaaa.
- O novo Centro de Saúde foi inaugurado.
- O novo Centro de Saúde já pode ser “visitado” sem ser de helicóptero, visto que os acessos já foram concluídos pelo novo empreiteiro que substituiu o anterior que também fugiu.

 

Também pensei que seria interessante colocar um daqueles painéis com um marcador dos dias e horas sempre em contagem decrescente, isso sim, do género «faltam 100 dias 2h:00m:30s», como é usual encontrar a anunciar alguns eventos, mas isso acarreta uma data de complicações, visto estas obras serem de uma complexidade tremenda e por isso mesmo, incerto quando terminam...isto, quando terminam. No dia em que o dito anúncio for retirado, o que irão lá pôr a seguir, alguma sugestão das minhas, publicidade a iogurtes ou a próxima obra que irá ser iniciada?

 

Proponho que as rotundas passem a ser forradas só com painéis deste tipo, no início as obras iniciadas e ao longo do percurso as que estão nas diversas fases de construção, até chegar ás que foram inauguradas e concluídas...sim por esta ordem, inauguradas e concluídas.

 

(se repararam o texto de hoje não exibe os estrangeirismos tão habituais, como outdoors, lingerie...ups, acabei de o fazer. Bolas!)

 

Inté


Janeiro 21 2010

Os piores políticos enganam os piores dos eleitores.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:14

Janeiro 19 2010

Quando se fala na palavra amantes podemos atribuir pelo menos duas conotações diferentes, uma, duas pessoas que se envolvem nos prazeres do corpo (e alma), outra, estarmos a falar de um terceiro elemento que se envolve com alguém comprometido. Embora a primeira seja a que mais me seduz, o assunto aqui neste vosso espaço vai ser a segunda, claro está vou falar de uma relação a três em que dois sabiam que era a três e um pensava que era apenas entre ele e sua mulher.

 

Antes de passar ao tema que me trouxe aqui hoje quero vos alertar para o seguinte, sejam homem ou mulher, se têm um compromisso com alguém e estão a pensar arranjar (sem dar conhecimento ao vosso par) um extra à vossa relação, não arranjem uma treta qualquer, mantenham os padrões de exigência elevados e escolham «matéria prima» que vos ofereça garantias de valor acrescentado, perdoem-me a frieza mas ajam como se fossem comprar um carro, não valorizem apenas se atinge grande velocidade e considerem vários aspectos.

 

Vejam a história de um «casal» de Singapura em que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal e o seu marido um problema renal, ora, casal, extraconjugal e renal são tudo palavras que rimam entre si. Adivinha-se pois uma grande partilha entre os intervenientes desta história, de facto a generosidade deste amante é algo de assinalar, pois se julgam que se limitou a ser mais um Casanova estão muito enganados, este homem rescreveu o significado da palavra.

 

A mulher sensível ao problema renal crónico do marido conseguiu que o seu amante lhe doa-se um rim possibilitando assim o transplante, na prática o galã não terá sentido grande diferença visto já estava habituado a disponibilizar o órgão a ela e agora fê-lo a ele também...embora de um modo diferente. Sem dúvida uma história de dedicação pois até o filho do casal era fruto da relação extraconjugal, sendo o amante o pai biológico da criança. Sabe-se lá porquê, o marido achou todos estes factos suficientes para pedir o divórcio...ele há com cada ingrato.

 

Tenho dúvidas (ou não) se esta história que acabei de relatar possibilita aprender algo de interessante, na verdade o mundo dos amantes e dos parceiros batoteiros será um universo muito complexo para a minha simplicidade de raciocínio, e desse modo mereça que eu um dia volte a analisar esta temática. Neste tabuleiro em que todos se enganam uns aos outros e uns são mais enganados que outros, não me atrevo a fazer juízos de valor, até porque não faz o meu estilo, mas acho difícil que saia alguém a ganhar, embora a perspectiva de cada um mude isso.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:06

Janeiro 18 2010

Tuga1: Li nas notícias, que o Estado tem grandes dívidas para com os hospitais.
Tuga2: Ai sim?
Tuga1: Só a 8 deve mais de 340 milhões de euros.
Tuga2: Xiii! O melhor é não fazer mais hospitais.

 

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:32

Janeiro 17 2010

EU: Deus, estás aí?
DEUS: Tá-se!
EU: ...Tá-se?
DEUS: Que foi? Algum problema?
EU: Não não, é só que...é a primeira vez que falo contigo, não estava à espera que respondesses, muito menos dessa maneira.
DEUS: Pois, temos pena.
EU: Pronto, ok, não tinha intenção de ofender, mas não é preciso responder assim.
DEUS: É sempre a mesma coisa, se respondo é porque respondo, se não respondo é porque não atendo as preces de ninguém.
EU: Já vi que estamos num dia mau...
DEUS: Se soubesses o que tenho de aturar.
EU: Temos pena.
DEUS: Bem, não te esqueças com quem estás a falar.
EU: Desculpa lá...ou melhor, perdoa-me! Deixei-me levar...
DEUS: É que eu tenho poderes que não imaginas, não abuses da sorte.
EU: Pois, e tu não te esqueças que és OMNIPRESENTE, OMNIPRESENTE e não PREPOTENTE.
DEUS: Perdoa-me...ou melhor, desculpa lá, que quem perdoa aqui sou eu! Deixei-me levar...
EU: Estás perdoado meu filho.
DEUS: BEEEEEEMM! Mau mau!
EU: He he he. Estava a meter-me contigo, para ver se te animas.
DEUS: Pois, eu já conheço as tuas gracinhas.
EU: Ai já?
DEUS: Eu conheço toda a gente, já esqueceste...!?
EU: Pois é.
DEUS: Tu és um daqueles palhacinhos que têm a mania que têm graça.
EU: Vou fazer de conta que isso era um elogio.
DEUS: ...
EU: Pelo menos eu tenho graça...na graça do senhor (disse eu contendo-me para não rir).
DEUS: Deves pensar que não te estou a topar, queres rir, ri na minha cara.
EU: Se ela se visse...
DEUS: AI AI (suspiro)! Perdoai-lhe Senhor, que ele não sabe o que diz.
EU: Hein? O Senhor és tu, estás a falar com quem?
DEUS: Com ninguém, chamaste-me por algum motivo além deste de me estares a aborrecer?
EU: Eu? Chamei?
DEUS: Sim, disseste « Deus, estás aí?»
EU: Pois disse, mas é uma maneira de falar.
DEUS: Maneira de falar?
EU: Sim, são expressões do dia que dizemos, como «Se Deus quiser!». Eu até pensava que não existias.
DEUS: Estou cansado de vocês.
EU: Não nos tivesses criado à tua imagem.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:00

Janeiro 14 2010

Um dos problemas da humanidade é a falta de humanos.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:53

Janeiro 11 2010

Para os mais descrentes, estou aqui hoje para assinalar que afinal o paraíso existe, existe sim senhor, e não faz muito tempo, não foi obra do divino mas sim dos chineses, não se chama «Éden» mas sim Shijiazhuang, nome da cidade onde foi construído. Seria mais fácil se o nome fosse mais  simples mas na China não é de esperar outra coisa, este novo espaço fica no centro comercial de Wanxiang Tiancheng e não pensem que objectivo do texto de hoje é apenas vos martirizar com nomes para nós difíceis de pronunciar...ou não fosse o motivo da minha existência, única e exclusivamente ser um vosso servo.

 

É óbvio que  já perceberam do que estou a falar, de um parque de estacionamento para uso exclusivo do sexo feminino, com lugares um metro mais largos que o normal e sinalização proeminentemente mais colorida. Não percebi pela notícia se o  dito espaço é desprovido de pilares, mas, minhas amigas que estais desse lado, o «Éden» também não era perfeito, apesar de ser criação divina o fruto proibido por lá andava para tentar o casalinho de nudistas, e eles caíram mesmo na tentação...olha se caíram, também eu teria feito o mesmo.

 

Como é sabido a sorte de uns por vezes é a desgraça de outros, se os parques de estacionamento circundantes ficaram mais livres daqueles pequenos sinistros e as seguradoras a ganhar, por aquelas bandas a profissão de bate-chapa deve andar pelas ruas da amargura. Prevê-se que o desemprego resultante desta iniciativa seja acompanhado com mais umas lojas e restaurantes chineses, quiçá num sítio perto de  si.

 

Atenção, não fui eu que disse que elas têm «uma percepção forte relativamente às cores» e uma «avaliação diferente no que respeita à distância» e por isso «os lugares são um metro mais largos do que o normal», podia ter sido eu a dizer mas foram eles, eu só estou a relatar. Aliás, estou indignadíssimo com esta atitude discriminatória perpetrada (sempre quis escrever esta palavra no Avózinha e finalmente o assunto possibilitou este emotivo momento) pela gerência do espaço comercial.

 

Só falta começarem a gozar se a partir de agora alguma condutora proporcionar algum «acidente» ou não conseguir estacionar num daqueles maxi-lugares de parqueamento. Estou convencido que nada disto era necessário e que esta atitude apenas visa inferiorizar as mulheres chinesas e gastar dinheiro desnecessariamente (como se não bastassem as piadas sobre elas a descer os corrimões) bastava mudar a sinalização, é que aquilo em chinês não há quem entenda...nem elas.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:37

Janeiro 10 2010

 

(diálogo entre pai e filho de 5 anos)

 

Filho: Paiiiiiiiiiiiiiiiii...
Pai: Sim filho.
Filho: O que é imaginar?
Pai: Porque não vais perguntar à tua mãe, ela é muito boa nisso.
Filho: Boa no quê?
Pai: Esquece. Queres saber o que significa imaginar?
Filho: Sim!
Pai: Bom...imaginar...é uma coisa que só existe na nossa cabeça.
Filho: Como as orelhas e o nariz?
Pai: Não, não é isso. É uma coisa que nós pensamos mas não existe ou não aconteceu.
Filho: Como assim?
Pai: Eu vou-te explicar, está bem?
Filho: Sim!
Pai: Existe um senhor que se chama Francisco Van Zeller e era presidente da Confederação Industrial Portuguesa, esse senhor foi e é contra o aumento do salário mínimo nacional de 450 euros para 475, no entanto ele diz que não se consegue imaginar a viver apenas com 450 euros.
Filho: O que é ser presidente da Confederação Industrial Portuguesa.
Pai: Ninguém sabe filho...
Filho: Paiiiiiiiiiiiiiiiii...
Pai: Sim filho.
Filho: Acho que não percebi o que é imaginar.
Pai: Sabes...quando ás vezes o pai esta a ver a bola...
Filho: Sim!
Pai: E o pai para não perder nenhuma jogada pede à mãe se pode trazer uma cervejinha...
Filho: Sim!
Pai: O que é que a mãe responde?
Filho: «deves imaginar que sou tua criada!»
Pai: Vês, agora já percebes o que é imaginar?
Filho: Sim!
Pai: Boa filho! (disse o pai sorrindo)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:34

Janeiro 07 2010

Gosto de acreditar que as pessoas que vêm talento em mim têm a capacidade de o ver onde mais ninguém vê.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:48

Janeiro 06 2010

Um dos meus maiores receios é sentir que perdi o espirito que me movia quando era criança, e que move todas as crianças, a minha capacidade de sorrir, de fazer as pazes após uma zanga, de ser sempre verdadeiro mesmo se contava uma mentirinha só para tentar escapar de um castigo, de sonhar, brincar, de me entregar a fazer qualquer coisa sem pensar nem me preocupar com mais nada, de fazer amigos e estar com eles e ter vontade de estar com eles. Os dias de criança parecem intermináveis, fazemos tanta coisa e no entanto queríamos sempre que fossem um pouco maiores porque ainda tínhamos fôlego e vontade para os desfrutar mais um pouco.

 

Talvez as minhas palavras soem a nostalgia, mas o que eu quero é saber que ainda posso sentir a vida como o fazia em criança, sendo sabido que o tempo não volta para trás e que as responsabilidades não são as mesmas. Na verdade sei que os tempos são outros, já vi coisas que me arruinaram algumas fantasias de menino, mas também pude constatar outras que me enriqueceram o espírito e me ensinaram a perceber e a sentir melhor o que me rodeia. Pensado em todas elas fico com a sensação que é uma espécie de magia aquilo que transportamos connosco nos primeiros anos de vida, é possível que o motivo seja por ser tudo novo e alvo de descoberta e assim razão para deslumbramento constante.

 

Agora que já muitas das experiências não são novidade ainda quero me deslumbrar, mesmo que seja com as mesmas coisas, se já não sou criança quero transportar o seu encantamento comigo. Quero contagiar os outros com essa magia, da mesma maneira que fazia em miúdo posso muito bem continuar a faze-lo agora, talvez se aproveitar aquilo que fui aprendendo pelo caminho (e continuo a aprender) consiga até fazer melhor, porque se a meninice se vai perdendo, a magia não pode ficar pelo caminho. É tudo uma questão de magia, quando pensamos no que podemos fazer sentir nos outros sem sequer lhes tocarmos fisicamente, o que mais pode ser se não magia.

 

A magia, é acreditar, é ter a certeza que tudo à nossa volta é muito mais que a mortalidade, e não me refiro a vida após a morte ou reencarnação, falo da energia que temos em nós, da que existe em todas as coisas e nos rodeia, afecta, falo da tarefa hercúlea de acreditarmos que nem tudo é mau e mesmo que o seja tem um lado positivo. É cada vez mais difícil confiar na humanidade, por de lado as nossas inseguranças e entregarmos a nossa energia em favor de uma corrente de boa vontade, não apenas em actos isolados mas sim em todas as atitudes do dia-a-dia. Podemos começar por pequenos “truques” de magia como provocar um sorriso e retribuir, fazer por merecer um sentido obrigado ou até provocar uma paixão. O verdadeiro segredo da magia...é praticar.

 

Inté

publicado por Avózinha às 19:46

Janeiro 04 2010

A todos os janados deste mundo, e do outro (caso já se tenham passado para o lado de lá), a todos os agarrados à droga, a toda a malta que vive na toxicodependência ou até mesmo quem consome ocasionalmente, para eles o meu muito obrigado e saudação, numa singela mas sentida homenagem. Sem esquecer claro, os produtores e trabalhadores no negócio que arriscam as suas vidas para que o produto não falte, sem eles nada seria possível.

 

Talvez a minha atitude vos cause alguma estranheza, ou talvez não, pelo menos para os habitués deste espaço, mas ao tomar conhecimento que o tráfico de droga evitou colapso da banca, julgo que o mínimo que posso fazer é mostrar alguma gratidão para com quem evitou uma desgraça ainda maior daquela que se tem visto fustigar a economia mundial.

 

Mais propriamente o sistema financeiro internacional, que foi salvo do colapso,  segundo António Maria Costa responsável da ONU no combate ao crime e ao tráfico de droga, graças ao dinheiro gerado pelo negócio da droga. Julgo que agora já compreendem porque eu me mostro tão agradecido, aliás, vou assumir que estou a falar em meu nome e no vosso, pois seria ingrato se não soubéssemos reconhecer quando alguém nos ajuda, e neste caso até proporciona momentos de boa disposição.

 

O que não entendo é do que se vangloriam os diversos líderes de nações e instituições, nomeadamente quando recolhem os louros de terem salvo a economia mundial do colapso, injectando liquidez nos bancos. Das duas três, ou consumiram em abundância (e aí se explicam os delírios) ajudando na facturação do negócio da droga, ou estão a mentir redondamente, há ainda uma terceira via, é que o bancos centrais tenham passado a ter além das reservas em ouro...reservas em...bom, digamos, em...aspirinas.

 

Por incrível que pareça nem sempre a incompetência é uma coisa indesejável, graças a pessoas como «Tonho Maria» e outros responsáveis que falham no seu papel de combater o tráfico de droga, graças a eles, temos o nosso sistema financeiro internacional a salvo do colapso. Isto é a prova que todos nós temos um papel importante na sociedade e podemos ser interventivos e ajudar, cada um à sua maneira, como pode.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:47

Janeiro 03 2010

É comum a cada final de ano os jornais, canais de televisão, e afins, fazerem uma retrospectiva do que se passou de mais relevante/marcante durante o ano que está a findar, mas isso é coisa para esses sítios, aqui no Avózinha as coisas fazem-se de outra maneira...à minha. Pois vai ser já no ano novo que vos vou falar de um dos factos mais traumatizantes ocorridos no ano passado, sem contar ter ficado sem o terceiro pelo no mamilo esquerdo, agora só ostento (orgulhosamente) dois.

 

Partindo do princípio que guerras, crises financeira e essas merdas, resumem-se todas a «estupidez da raça humana» o facto que mais me chocou foi o presidente Obama ter salvo dois perus de serem executados e cozinhados no tradicional jantar de Acção de Graças, como é sabido uma tradição lá dos yankes. Ao que parece este acto bárbaro não é original, já outros presidentes norte americanos o tinham praticado, pelo que não terá sido por isso que o commander in chief terá recebido o Nobel da Paz, assim, até hoje ainda ninguém sabe porque recebeu o homem tal distinção.

 

Eu não queria estar na pele de "Courage" e "Caroline" o nome das duas vítimas do acto discriminatório do presidente, que foram criadas com todos os cuidados e mais algum para chegar a este grande dia cheios de saúde e carne suculenta para repasto presidencial. Que horror, simplesmente que horror, imaginem a chacota que estão a ser alvo em toda a comunidade dos perus estas duas aves, já lhes devem chamar “chicken” e “butterfly” e o movimento Glu Glux Glan deve estar já a preparar algum linchamento a estes dois.

 

Se estes não foram para o tacho “quem” foi? Algum peru iraquiano ou talvez algum criado no Afeganistão, esta situação tem de ser esclarecida para que não pese nenhuma suspeita sobre favorecimentos, não queremos nenhum processo «asa oculta» lá nos states. Além disto tudo, é de temer tumultos vindos das diversas comunidades de perus exigindo tratamento igual para todos, já para não falar se se descobre que outra espécie qualquer quinou no lugar destes, aí teme-se uma revolta ainda pior.

 

Não se nasce peru para depois vir alguém e roubar todo um projecto de vida, é como criar um bombista suicida desde pequeno e depois deixá-lo morrer de velho a ajudar crianças a atravessar uma passadeira...por exemplo. Cá, que eu saiba, nenhum bacalhau foi indultado na ceia de Natal ou outra qualquer espécie animal associada a uma ceia tradicional, o que vem provar que em Portugal não há favorecimentos, comemos todos pela mesma medida.


Inté

publicado por Avózinha às 23:23

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