Avózinha (Sim, com acento...)

Agosto 30 2009

Podemos concluir que Dias Loureiro (DL) não tem o hábito de ler enquanto ocupa o lugar na tribuna de honra, por onde aliás todos passamos quando necessitamos de largar o lastro, oxalá pelo menos tenha o hábito de lavar as mãos após o serviço feito. Este homem que até já foi ministro e até há bem pouco tempo era conselheiro de estado, começa a ter o perfil e currículo para no futuro se candidatar a uma autarquia, senão vejamos, apelido «Loureiro» já tem, e negócios da china é com ele mesmo.

 

Parece que os investigadores do caso BPN foram dar com documentos com informação relevante ao processo em casa de DL, mais propriamente por uma porta que só tinha acesso através da casa de banho. Além destes documentos foi supostamente encontrada uma pasta com informação sobre a sua  actividade empresarial, pasta essa que este nosso amigo já tinha alegado à investigação em curso não saber onde estava.

 

Isto para mim é tudo muito claro, a pasta foi lá colocada pela  senhora da limpeza, que numa atitude de vingança por DL se recusar a sentar na sanita quando vai urinar (salpicando o altar sagrado) resolveu esconder-lhe essa espécie de diário onde este registava os negócios que ia fazendo. Os documentos relacionados com o BPN terem ido lá parar ainda é mais simples, DL tentou (na  sua boa fé) mostrar a Vítor Constâncio (VC) algumas actividades que iam-se passando no banco e lhe pareciam suspeitas/estranhas, foi mais ou menos assim:

 

DL: É pá, quando é que passas a usar óculos que não tenham mais de 20 anos.
VC: Hã?
DL: Esquece.
VC: Esqueço o quê...?
DL: Estava a dizer que me esqueci de quando fazes anos.
VC: Olha, tem graça, agora também não me estou a lembrar, mas não te preocupes, eu não levo a mal.
DL: Tenho aqui dossiers sobre uns negócios lá do BPN, isto é tudo muito suspeito.
VC: Não te preocupes pá, estou de olho nesses gajos (disse ele piscando voluntariamente o olho), já lhes pedi que me enviem toda a informação.
DL: Ah bom. E o que é que eu faço com isto?
VC: Sei lá, olha, limpa o cu a isso (soltando uma gargalhada)
DL: Ok (suspirou e pensou para com os seus botões «mais uma para juntar ás outras, ou me dá uma caganeira vitalícia ou andarei a limpar o cu a pastas destas até ao fim dos meus dias.»). Bem, vou andando.
VC: Prazer em ver-te pá! Quando me lembrar do dia do meu aniversário digo-te, mas não te apoquentes com isso.
DL: Está bem está bem. Um abraço.

 

DL sempre me pareceu um homem triste, nem me lembro de o ver sorrir, mas é compreensível, o papel A4 é rijo que nem cornos e deve de aleijar cada vez que vai ao alívio, ainda por cima o stock não deve ser pequeno tornando-lhe a vida num suplício.

 

A moral da história é que ler na casa de banho afinal é um hábito que pode ajudar a resolver muitos casos em Portugal, se DL o fizesse podia ter ajudado logo nas investigações, assim, o pobre homem não sabia de nada, nunca lhe cheirou que estava tudo ali tão perto e a passar-lhe bem por debaixo do....bom, vocês sabem onde. Eu proponho uma equipa do CSI para recuperar a informação perdida, com calma, as nalgas deste sujeito devem dar informação suficiente até para descobrir o que sucedeu a El Rei D. Sebastião e em que dia de nevoeiro vai reaparecer.

 

(Deixo aqui um apelo a todos para que passem a ler mais, sobretudo na casa de banho, onde se podem encontrar verdadeiras pérolas)

 

Inté


Agosto 27 2009

Deus realmente existe e fez-nos à sua imagem...bem estúpidos.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:39

Agosto 25 2009

Se algum dia vos chamarem de «Neandertal» mantenham a calma porque até poderá nem ser no sentido pejorativo, primeiro tentem perceber se encaixam no perfil e só depois tomem as devidas providencias. Basicamente o que estou a tentar explicar é que, seja qual for a circunstância, pensem primeiro antes de reagir (ou será o contrário?), resumindo, não reajam como um neandertal.

 

Na prática, por exemplo, se a vossa companheira (de ocasião ou não) gostar de ser tratada à bruta e vos chamar de «Neandertal», deverão compreender esta afirmação como um elogio e devem sentir-se orgulhosos do vosso comportamento...se a situação se passar na cama então, devereis vos sentir os maiores. É claro que isto é apenas um exemplo, não é a regra, há que saber interpretar os sinais, mas passemos ao que interessa.

 

Já alguma  vez provaram alguma coisa que vos soubesse a amargo? Se não, é bem provável que uma destas duas coisas possa estar a acontecer. Ou só comem bife com batatas fritas, ou então fazem parte dos 30% dos humanos que não conseguem detectar o sabor amargo, característica essa herdada (por alguns de nós) dos Neandertais, que como todos sabem (supostamente) desapareceram há uns anitos.

 

Não sei se vos estou a fazer uma revelação, se por acaso estão a pensar «amargo...o que é isso?» é bem provável que sim, mas não é caso para alarme nem para sentirem tristes. Lá porque vos falta um gene que vos impede de detectar o sabor amargo, e que o vosso paladar parou de evoluir há 25 mil anos, a vida continua...também, para que haveriam de querer sentir o amargo? Para apreciar um belo café expresso depois da refeição?

 

Bom, nada de dramas, aqueles que nunca experimentaram o sabor amargo podem sempre perguntar aos outros humanos mais evoluídos como é, e esses devem ser solidários e responder sem cinismo nem pretensiosismo. Agora já sabem, quando receberem os amigos em vossa casa, nada de se porem a fazer experiências com comida amarga e a fazer perguntas sobre se percebem essa característica, muito menos rir e gozar com a cara eles, eles podem reagir como há 25 mil anos atrás.

 

Inté

publicado por Avózinha às 19:27

Agosto 23 2009

Acordo, como se de um sonho milenar se tratasse ou uma hibernação até mais ver, sinto um cheiro a vida que me invade os pulmões, como se o universo ali estivesse de propósito só para me acordar, a luz é especial e o suficiente para não me agredir os olhos mergulhados em sono tão profundo. Em tantos acordares por tantas vidas dispersas, este é como se fosse o primeiro, mas parece tudo tão familiar, eu já aqui estive, sinto-me em casa e no entanto nunca vivi nada igual a este despertar.
O silêncio é mesmo assim, permite-nos escutar todos os sons, oiço a vida lá fora a chamar por quem a quer ouvir, mas não tenho pressa, vou aproveitar todos os segundos e apreciar o momento, aos poucos a vontade de ir lá fora espreitar vai tomando conta do meu espirito. Reconheço todos os sons que por mim anseiam, sabem que os vou desfrutar como merecem.
Como é bom assim acordar, sentir que a vida lá fora clama, pensar que o sol se pôs a pensar em nós para nascer ainda mais glamoroso, hoje este amanhecer é dedicado a mim, vou ver porque me estão a chamar.
Cá fora, a meus pés um soalho de madeira cheio de história e agradecido pela minha presença, eu retribuo a gentileza e expresso a minha recíproca gratidão, diante do meu olhar um cenário difícil de explicar, é tudo tão real, banal mesmo, mas no entanto hoje tudo parece diferente, especial, só não é o paraíso porque este lugar é verdadeiro, existe mesmo e deixa-se tocar.
É sempre ligeiramente a descer na curta distância até à beira do enorme lago que mata a sede a toda a vida que o circunda, as arvores, os animais, as enormes montanhas à volta, todos dão algo entre si e mantêm a harmonia do local, ali todos oferecem um pouco em prol de um bem maior e os frutos estão à vista, não consigo ficar indiferente, contribuo também mas faço-o de forma despretensiosa, porque quero, porque faz todo o sentido, é o mínimo para quem é agraciado como estou a ser neste momento, um misto de felicidade e beleza.
O grande espelho à minha frente ainda parece mais belo agora que me aproximo da margem, junto à beira a profundidade é mínima e é possível ver um pouco do fundo através das suas transparentes águas, seixos e uns ramos que por ali resolveram descansar eternamente, até um grande tronco de uma outrora bem viva árvore que não muito longe resolveu repousar e abrigar um ninho feito com os juncos que à sua volta vão crescendo. É mágico este espelho, porque se olhar-mos um pouco mais para o horizonte conseguimos ver a paisagem reflectida, desde as árvores em volta até às mais altas no cume das montanhas.
O sol já nasceu mas ainda não é possível vê-lo, assim toda a terra à minha volta parece ser de tons mais escuros, lá no alto está tudo mais iluminado, as árvores ostentam uns tons ora alaranjados ora ambares variados, tudo devido à folhagem que as protege nesta altura.
O céu, quer olhando para cima quer observando o reflexo no espelho não podia estar mais azul, nem uma nuvem foi convidada e o vento, esse anda decerto ocupado por outras paragens e afazeres, o ar circula sem se dar por ele e ainda oferece alguma frescura da escuridão agora definitivamente ida.
Será que estou acordado, se não estou não quero acordar, sinto-me tão vivo, tão desperto, atento ao mais ínfimo pormenor ou movimento, sei que dentro de momentos uma invasão de vida vai tomar conta do lugar, pudera, com um convite destes é impossível resistir.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:36

Agosto 22 2009

Está-se muito só no mundo real e pouco acompanhado no mundo da fantasia

 

Inté

publicado por Avózinha às 00:33

Agosto 20 2009

 

Se o nome da pessoa no título (sim, é um nome de uma pessoa) não vos diz nada talvez «Lockerbie» diga, aqui o Avózinha lembra-se bem. Lockerbie é uma cidade na Escócia onde em 21 de Dezembro de 1988 se despenhou um avião devido a um atentado terrorista, matando 270 pessoas. Matando não é bem o termo, estas pessoas foram assassinadas por este nosso amigo Abdel Raio-que-o-parta (é a tradução para português).

 

Abdel, um simpático Líbio de 57 anos que gosta de explodir aviões e matar pessoas inocentes foi condenado a prisão perpétua e se lhe quiserem mandar correspondência devem fazê-lo para a prisão Greenock, na Escócia. O azar deste homem é não ter cometido o atentado cá, pois em vez de apanhar uma sentença para a vida, teria que cumprir no máximo uma pena de 25 anos, isto se não tivesse ainda a ser julgado e a aguardar em prisão domiciliária, com uma pulseirinha. Fosse como fosse, ao fim de metade da pena sairia por bom comportamento.

 

Mas ao que parece não lhe falta muito para ir ter com as 70 virgens, como os *** têm sempre sorte, o homem está em fase terminal com cancro na próstata. Não me enganei, disse sorte, um gajo destes era para estar vivo até aos 200 anos e assim pagar na prisão, porque a morte é uma libertação...com ou sem virgens.

 

Os seus advogados já efectuaram vários pedidos de libertação alegando razões humanitárias, que foram recusados, existindo agora rumores que o ministro da Justiça escocês esteja a preparar a extradição com o governo do país de origem do recluso. Sendo eu um ser confuso por natureza, ainda fiquei mais, pensava eu que tudo que fosse destinado ao «humanitário» estaria relacionado com seres humanos, ora Abdel é tudo menos isso.

 

Pois é meu caro Abdel, não há causa  que  justifique rebentar com aviões e assassinar gente inocente, na minha opinião mereces um enterro com dignidade, mas se fosse eu a mandar, seres extraditado para o teu país seria algo que nunca aconteceria nem depois de morreres, por mim serias sepultado em Lockerbie, exactamente no sítio onde o avião se despenhou.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:30

Agosto 19 2009

Enquanto ando numa de repensar o Avózinha (a preguiça do verão assim obriga) para um espaço menos trabalhoso, talvez ao estilo de Manuela Ferreira Leite, onde os textos teriam um título com o assunto e seriam seguidos de um «Não comento.» ou nem isso, dou comigo a pensar no aquecimento global. Isto porque, já que penso na melhor forma de rentabilizar e desfrutar do meu tempo, aproveito para analisar onde posso diminuir os gastos em casa, não só pelo dinheiro mas também numa perspectiva de respeito pelos preciosos recursos que a sociedade vai consumindo.

 

É sempre possível fazer mais do que já estamos a empreender, mesmo quando achamos que até somos bem comportados, e nem precisamos de deixar de tomar banho. Cá em casa faz-se reciclagem, tenta-se reduzir o desperdício de água e fazer alguns reaproveitamentos, procura-se (as ás vezes difíceis de encontrar, pelo menos de alguns tipos) lâmpadas economizadoras, apagar os leds de presença dos aparelhos e ter electrodomésticos com o menor consumo possível.

 

A tarefa mais difícil é fazer toda a gente alinhar nos bons hábitos, sabe-se lá porquê, e ás vezes os mais novos são os mais difíceis de entrar na linha. Assim, o papel de sargento é meu, uma espécie de consciência sempre na sombra do prevaricador, aplicando imediatamente algumas chibatadas...tantas consoante a gravidade do crime. Sugestões como:

 

- «Se ninguém está na sala porque estão a luz e a televisão ligadas (?) os fantasmas cá de casa não gostam nem de uma coisa nem outra.»
- «A luz da casa de banho ficou ligada, deixas-te lá algum submarino com medo do escuro?»
- «Para quê tanta luz ligada, estás fingir que estás num farol.»

 

São alguns exemplos demonstrativos de como todos me adoram cá em casa, mas o que posso fazer, sempre fui um coração de manteiga.

 

Com a crise económica os governantes de vários países têm posto o assunto na agenda, fala-se em energias renováveis, em carros mais amigos do ambiente, em edifícios auto-suficientes, auto-sustentabilidade, etc., mas alguns estudiosos afirmam que já ultrapassamos o ponto de não retorno no que diz respeito ao fenómeno do aquecimento global . Com ou sem El Niño vale a pena mudarmos os nossos hábitos para melhor, tenho é receio que com a velocidade que ele vai, se de repente a poluição diminuí drasticamente o Niño se desoriente ou despiste com a travagem, de uma coisa não tenho dúvidas...vai haver (já há) estrago...e do grande.

 

(aquilo das chibatadas era a brincar, claro que não, até porque...surpreendentemente alguém poderia gostar)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:35

Agosto 18 2009

O tema de hoje é talvez o mais perigoso que comentei até agora, isto porque já me conheço, começo a falar em doar órgãos de forma séria e vai daí a passar para a ordinarice é uma pequeno passo «one small step for man, a giant leap for mankind» como todos sabem isto foi dito por aquele cantor, o Louis Armstrong, que por ter estado na lua ficou com a voz rouca devido a uma corrente de ar causada por um fecho (do fato espacial) eclair mal fechado, obra da inveja de algum colega astronauta.

 

Se os factos acima descritos não são novidade para ninguém, aqui este vosso criado está prestes a acrescentar algo à vossa biblioteca de conhecimento, soube eu que «por tortas e ás avessas» (ditado popular muito conhecido) que Louis escreveu a letra da música «what a wonderful world» encostado a um calhau lunar com vista privilegiada para a terra:

 

«I see trees of green........ red roses too
I see em bloom..... for me and for you
And I think to myself.... what a wonderful world»

 

Tenha sido por falta de oxigénio ou inspirar ar rarefeito, ou por pura inspiração, a letra é uma maravilha, e se o primeiro homem na lua fica na história também Louis ficará.

 

Eu cá gostava de ter um órgão para doar aos políticos, mas teriam de o aceitar de braços abertos e este ser largado de um vigésimo andar, faria um composição musical lindíssima ao cair no chão.

 

E assim regressámos de uma viagem espectacular à Lua, de volta à terra e a coisas terrenas como dar um órgão para salvar a vida a alguém, e disse «dar» propositadamente, porque é disso que se trata. «Doar» não tem mal nenhum mas no meu entender soa a caridade e (digo eu) não é disso que se trata, é muito mais do que isso, muito, muito melhor do que isso, é uma parte do nosso corpo que vai impedir que alguém que quer viver não sucumba.

 

Escrever um livro, plantar uma árvore, ter um filho, eu acrescentaria dar um ou mais órgãos, evidentemente que em vida será mais complicado cumprir com esta ultima parte, mas não é impossível (conheço casos de quem deu um rim). Perante vós e pela minha honra aqui atesto, que quando um dia a vida me abandonar o corpo, se alguma coisa der para aproveitar podem retirar as peças que quiserem, será o meu ultimo acto mesmo depois de morto.

 

(Como viram cheguei ao fim, houve muita parvoíce mas nada de ordinarice)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:36

Agosto 17 2009

 Agora entendo porque está o nosso país tão deprimido, aliás, estamos completamente ultrapassados em tudo, na solução para a crise, em como dar a volta, senão vejam. Li numa notícia que «México queima 7 toneladas e meia de cocaína», e nós (?), queimamos matas inteiras, pinheiros, eucaliptos, o que houver, vai tudo corrido a chama, para trás apenas fica uma paisagem desoladora que desanima qualquer um.

 

Na terra dos Mariachis onde devido à Gripe A o desânimo poderia generalizar-se, a solução é dar uma «pedrada» no charco para animar as hostes. Assim, fazem-se queimadas de 7,5 toneladas à vez, e compreende-se, o país é grande e a nuvem tem de chegar a todos, com certeza numa preocupação de que ninguém seja discriminado.

 

Desde 2008 já foram apanhadas 25 toneladas, fazendo as contas, 7,5 por cada queima dá para 3 vezes, restando umas miseráveis 2,5 toneladas, isto se eu não for como os candidatos à CM Lisboa que não conseguem acertar no número do total do passivo da autarquia...ainda bem que não são eles a tomar conta da droga no México, assim não têm tanta responsabilidade.

 

Já sei que ficaram preocupados com as 2,5 toneladas que supostamente «sobrariam», acautelando essa vossa ralação (outra palavra que sempre quis usar no Avózinha) fui averiguar o destino dessas sobras. Sendo eu um indivíduo bem colocado e com influência um pouco por todo o planeta, tive acesso ao relatório e pude verificar que as sobras foram usadas para fazer acendalhas nas três queimas, fiquem descansados.

 

Ponham os olhos nos mexicanos (eu ponho nas mexicanas), um país que além de atormentado pela Gripe A tem um grande problema com o tráfico de droga onde milhares de pessoas são assassinadas por ano pelos cartéis que disputam o negócio. Aproveitar estas capturas para o bem estar geral parece-me ser uma boa resposta, pelo menos dá para minimizar os danos.

 

Inté

publicado por Avózinha às 00:31

Agosto 13 2009

Tenho dificuldade em tratar as pessoas com reverência, mas não me custa nada respeitá-las.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:33

Agosto 12 2009

«O Portal para transparência nas obras públicas foi adjudicado à Microsoft sem concurso pelo valor de 268.800 euros, o Instituto da Construção e Imobiliário (organismo público) entregou o desenvolvimento e já há derrapagens.»
Hein! Sim senhor...do que é vocês estão a rir!? Então isto não é transparente!!?? É preciso eu dizer mais alguma coisa? Eu cá fiquei esclarecido, mais transparente que isto só desfiles de moda.

 

Schumacher iria receber 3,2 milhões por prova, ou seja, enquanto Filipe Massa não puder competir, quem ficaria com a “Massa” seria o alemão. Isto hoje está muito transparente, os treinos são 6ª e Sábado e a prova é no Domingo, portanto, um milhão de euros (+-) por cada dia de trabalho. Será que este negócio foi como o de cima (por ajuste directo) ou também houve concurso público. Mas enfim, o homem parece que afinal já não vai, lá terá de continuar na bancarrota...será que ainda tem dinheiro para pagar a prestação da casa?

 

«Uma mulher vai ser indemnizada porque o marido ficou impotente num acidente de viação. A decisão foi tomada em Maio pelo Supremo Tribunal de Justiça português, que condenou a seguradora do responsável pelo acidente ao pagamento de 50 mil euros»
Mais um ajuste directo, canto directo, ou o que queiram chamar. Eu acho que a tesão (não resisti ao vernáculo) está subvalorizada, mas pronto, se acham que só vale aquilo, quem sou eu. Fiquei foi confuso, julguei que a perda era do pobre homem, mas quem recebeu a indemnização foi ela, bom, mas talvez seja para ela gastar em pilhas. Não percebi nada disto.

 

«Portugal quer conservar apoios na produção de bananas...Taxas de importação no centro das preocupações»
Isto (Portugal) ás vezes pode parecer uma República das Bananas, mas não é, pois claro que não, e o que não falta para aí são bananas. Se é para conservar os apoios tudo bem, para aumentar não contem comigo, não creio que o país suporte mais produção de bananas...podíamos era exportar o excedente e dar a conhecer ao mundo um dos bons produtos que por cá medra. Agora vir bananas de fora não, nem pensar.

 

Para terminar, só uma reivindicaçãozinha, quero um(a) candidato(a) à minha autarquia que esteja, no mínimo, indiciado(a) de algum crime...se já tiver nota de culpa, melhor ainda. As desigualdades têm de terminar, é ver gente de outros municípios toda feliz e orgulhosa do seu representante à câmara e um gajo aqui nada. Acabam os mandatos e do que é que o povo vai falar, da obra feita, qual obra feita?

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:08

Agosto 10 2009

Quem ri por ultimo é quem ri melhor (ou então é lento a perceber a piada). Faz algum tempo escrevi aqui um texto que falava sobre penicos e a sua importância havozinha.blogs.sapo.pt/15814.html, tenho a certeza que muitos de voz só não se riram na minha cara porque eu não estava presente, devem ter achado que não regulo bem, e podem achar à vontade, desde que seja pelo motivo certo.

 

Mas não sou de guardar rancor e a mágoa que me apunhalou nessa altura o coração já passou, deste modo, viremos a página e passemos ao assunto que me traz aqui hoje. No passado dia 17 de Junho foram a leilão 110 belos bacios/penicos e 50 majestosas cuspideiras pertença até à data de um original coleccionador que ao longo da sua vida foi reunindo estas (infelizmente fora de moda) peças de grande utilidade.

 

O penico que nos salvava de levantarmo-nos a meio das noites frias de Inverno e nos poupava da viagem até ao WC, e que além disso ia libertando a fragrância e perfumando lentamente o quarto de dormir. E não só, quem tinha a sua hortinha usava o chazinho cozinhado durante a noite para borrifar à volta da plantação, é claro que os meninos da cidade não sabem isto, mas esta prática afastava os roedores da futura colheita...depois, depois vieram os químicos assumir esse papel e estragar o ambiente.

 

A cuspideira (não a cobra) também ela proscrita da sociedade, tinha seu quê de belo eu é que ainda não descobri. Na verdade estas desapareceram e a malta que delas fazia o lugar póstumo para a indesejada expectoração, gosma, catarro, ou como lhe queiram chamar, cospe agora para todo o lado e mais algum. O que dantes era uma verdadeira arte na perícia de acertar no dito recipiente, não passa agora de uma vulgar badalhoquice que qualquer um pode intentar, onde todos se julgam uns Clint Eastwoods na arte de cuspir.

 

Esta colecção de preciosidades com exemplares antigos em porcelana e faiança originária da Ásia e Europa tinha um pouco de tudo, desde peças em Limoges a Vista Alegre. Resta saber se houve alguém sortudo a ficar com algum artigo ainda com vestígios de uma antiga utilização, fosse físico fosse aromático...muito crime se cometeu naqueles objectos, chamem uma equipa do CSI para examinar os locais.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:24

Agosto 09 2009

O verão ainda não vai a meio e já me presenteou com um dos momentos mais inebriantes de que me lembro, sou um pobre coitado que aprendeu a fazer de poucos momentos uma interminável fartura, mesmo assim, talvez (e só talvez) tenha uma capacidade (sobre)natural de apreciar e valorizar algumas coisas que normalmente passam despercebidas. Se bem que desta vez não creio que passe assim tão despercebido a alguém.

 

Num local que não interessa, num momento que não vem ao acaso cruzei-me com o olhar mais inesquecível que alguma vez a minha alma contemplou. Não, não estou apaixonado nem nada parecido, estou “apenas” maravilhado, agradecido por ter tido a sorte de ser agraciado com tal momento passageiro mas que perdurará na minha memória enquanto o juízo não me abandonar.

 

Esta mulher olhou para mim da mesma forma que eu olhei para ela, mas regalou-me com um sorriso que jamais alguma vez conseguirei igualar, os seus olhos foram desenhados com a mesma mestria que os lábios, e aquela visão foi mais do que um rosto belo. Através daqueles olhos foi possível ver uma infinidade de coisas belas. Como que uma janela para um sítio que só encontramos no imaginário, mas que afinal existe, só temos de ter a sorte de passar por lá naquele segundo e espreitar.

 

Por muito que me esforce não consigo lembrar de mais nada seu com tanto pormenor como aquele olhar, com consciência de que o contorno do seu corpo não comprometia, mas foi tanto para admirar naquele olhar que não consegui nem queria ver mais. Tenho a certeza que já nos cruzamos numa destas vidas, porque uma cara bonita é “apenas” isso, mas aquele momento que se esgotou rapidamente foi muito mais, enquanto o ponteiro dos segundos balanceou algumas vezes, uma vida inteira se mostrava por detrás daquela figura.

 

Nunca mais vou voltar a contemplar aquele horizonte feminino, tenho plena consciência, mas aquele encontro de olhares foi isso mesmo, uma oportunidade imperdível de vislumbrar para lá do que é belo e contemplar o inexplicavelmente deslumbrante. Na música «Summer's Almost Gone» dos «The Doors» há uma parte que diz «When summer's gone, where will we be?», não sei onde estarei, mas espero estar naquela beleza que vislumbrei por detrás daqueles olhos...talvez assim não dê pelo Inverno.

 

Inté


Agosto 06 2009

Nem sempre só a vida é ingrata connosco, por vezes, também nós retribuímos essa ingratidão ao não aprendermos nada com as lições que esta nos aplica.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:42

Agosto 05 2009

Nos momentos em que faço uma pausa na minha demanda em salvar a (Des)humanidade ponho-me a pensar em qualquer coisa que ocupe o meu frágil cérebro, e não é preciso esforçar muito, aparecem logo mil e uma ideias a torrar os parcos (em quantidade) neurónios que habitam uns centímetros abaixo do meu couro cabeludo. Uns dirão «uma forma de matar o tempo», eu direi «uma forma de matar os pobres coitados dos neurónios» sem culpa nenhuma de terem nascido para me aturar as manias.

 

Não tendo dito nada de importante até agora, vou tentar prosseguir na mesma linha de raciocínio, assim, penso naquilo que preocupa a generalidade dos humanos durante (0,)99% da sua vida (in)útil. Ou seja, quando perguntam a alguém (seja quem for) quais são os valores que mais prezam, a resposta anda mais ou menos sempre à volta do mesmo...da boa intenção, ora, todos sabemos qual o sítio que está cheio de boas intenções.

 

Invariavelmente todos querem acabar com a fome e a guerra no mundo, a seguir ou nem por isso, valorizam a honestidade, o amor, a sinceridade, a verdade, a solidariedade e outras coisas bonitas acabadas em «ade» ou não. Para cada um, apenas muda a ordem com que lhes vão saindo da boca todas estas qualidades, exibidas sempre numa atitude revestida de alguma emoção como convém, nem que seja para dar credibilidade ao momento.

 

Se há tanto consenso naquilo que importa à humanidade, alguém me explica de forma convicente porque é que o planeta está a transbordar de outras coisas nada bonitas e (in)desejáveis, se até todos temos a mesma vontade de tornar a sociedade em algo de melhor porque razão isso não acontece na realidade. Onde as pessoas se atropelam, se atraiçoam, viram as costas a quem precisa, enganam o próximo, disfarçam-se do que for preciso para conseguir o objectivo, se uns são verdadeiros lobos com pele de cordeiro outros são caçadores que disparam em tudo o que mexe, num «salve-se quem souber da melhor maneira que puder» (dito ao contrário também funciona).

 

É isto Hipocrisia a rodos ou estaremos apenas a empregar de forma errada os nossos esforços e (supostas) boas intenções, das duas três. E  no meio de todo este enredo nem sei se há alguém que esteja inocente, pelo menos eu não arrisco essa hipótese. O que vale é que tudo o que disse aqui foi obra do meu imaginário, não fazendo sentido absolutamente nenhum, nem sequer vale a pena pensar nisso...a não ser a mim, nos momentos em que faço uma pausa na minha demanda em salvar a (Des)humanidade.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:29

Agosto 04 2009

Numa altura em que a luta contra o tabagismo atravessa um período de grande actividade, aqui o “vosso” Avózinha sempre renitente em deixar-se ir ao sabor da maré (pelo menos sem questionar primeiro) ostenta ainda muitas dúvidas se devem as pessoas manterem-se afastadas desse hábito reconhecidamente prejudicial à saúde. Num dilema se, é mais importante ser saudável ou ser feliz, eu direi que ser saudavelmente feliz é uma boa opção...com ou sem tabaco.

 

Já se sabe que fumar pode matar e/ou provocar problemas de saúde, mas será mesmo o tabaco que faz tudo isso ou serão em grande parte as substâncias químicas que lhe são adicionadas (pela industria tabaqueira que com a ganância de aumentar os lucros/consumo não olhou a  meios) que ajudam à festa dos maus efeitos associados. Se retirarmos tudo o que nos faz mal e ao mesmo tempo nos dá prazer, restar-nos-ão provavelmente mais anos de vida, mas com menos “felicidade”, o que para mim não é uma troca razoável.

 

Horrível horrível, é atirar beatas para o chão (e não me refiro a passar rasteiras ás senhoras devotas da religião), isto sim, um hábito desprezível e que não pode ter outro adjectivo que não o de «porco». Atitude irresponsável e pouco civilizada para os dias de hoje, pois é sabido que levam muitas décadas a degradar-se no meio ambiente, além de proporcionarem incêndios por vezes de consequências desastrosas e irreparáveis.

 

Tabaco (talvez) sim, mas sem substâncias químicas e sem beatas a voar por todo o lado, fumar moderadamente pelo prazer de desfrutar e não por vício. Moderadamente...como o vinho, o vinho também não é sinónimo de cirrose, o consumo exagerado e assente numa dependência é que pode resultar em cirrose. Além disso, temos de prestar atenção aos jovens, tudo o que disse até agora não se aplica aos mais novos, como em todas as coisas que podem deslumbrar perigosamente, estes devem esperar pela sua altura...e mesmo assim

 

Será pedir assim tanto a quem fuma que não deite as beatas para o chão, no lugar da frase «fumar pode matar» eu poria «vá buscar um cinzeiro» ou «não fume sem cinzeiro» não é com multas e proibições que vamos lá, é com educação cívica. Sempre ouvi dizer que «quem não sabe beber, não deve beber» e com o tabaco é igual, quem não se sabe controlar o melhor é manter-se longe destas tentações, para não escambar.

 

Inté


Agosto 02 2009

Se há momentos em que vos peço que usem da vossa capacidade de imaginar/sonhar/sentir esta é uma delas, isto vai  parecer estranho mas, uma dourada bem fresca e melhor ainda grelhada, com um salada perfumada de coentros e bem temperada, um branco Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2007 na temperatura certa a dar o mote e um illy 100% Arábica a dançar com uma tarte de maçã com maçãs, mais parece daquelas coisas tiradas de um argumento perfeito mas...só sentindo.

 

Bem sei que conseguem pensar em mil e uma coisas melhores mas, há um tempo para tudo e na hora de almoço tudo isto me pareceu perfeito, embora um expresso 100% Arábica seja como uma mulher que apenas cheira maravilhosamente bem, não vejo nada de errado nisso, temos de aceitar que algumas só lhe podemos sentir o cheiro...outras ficam-se por mesmo só por aí. Tudo tem o seu valor.

 

Tudo estava a correr bem excepto a televisão, não não havia problema na emissão, simplesmente temos de recorrer ao zapping se queremos fugir à tortura (por vezes nem assim). Desta vez não foi necessário gastar muito as pilhas do comando, num lance de sorte estava a dar na rtp Memória o genérico de partida para mais um episódio da série «Verão Azul», coisa do meu tempo e decididamente estranha ás gerações mais recentes.

 

Se por vezes me queixo de que nada sai bem, desta vez tudo estava a meu gosto, além de desfrutar daquele belo repasto pude com alguma saudade transportar para o presente as minhas memórias de juventude para este momento de prazer. Foi como sentir o verdadeiro verão azul da minha meninice, com todos os cheiros e sabores daquela altura, o calor e fantasias do momento, a inesgotável energia própria da idade, a inocência (perdida) e alegria com que a garotagem da minha idade consumia os intermináveis dias de férias que a escola nos proporcionava durante aqueles meses em que sol se mostra mais generoso.

 

Todas estas coisas fazem-me suspirar só de pensar nelas, prefiro pensar na vida como uma prova por etapas e em todas elas temos de procurar sentir o que verdadeiramente interessa, o que nos torna melhores seres humanos e nos faz feliz, de preferência sem nunca perdermos o contacto com a nossa essência, muito menos o que nos liga a carne ao espírito.

 

Assim, o «Verão Azul» continua actualíssimo e quase que aposto que se por cá passasse em horário nobre faria um sucesso tremendo, pondo a um canto grande parte da ficção nacional que se faz por cá. Porque as pessoas continuarão sempre a ser pessoas, o mar a ser admirado como merece, o verão a ser desfrutado como amanhece. Por aqui me fico, leal  a estes disparates, para mim intemporais e nunca fora de moda, porque a evolução não pára mas «há coisas que nunca mudam».

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:34

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