Avózinha (Sim, com acento...)

Junho 30 2009

As promessas não se cobram, cumprem-se.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:28

Junho 29 2009

O Avózinha é um espaço ao estilo de um bombista suicida, não se sabe bem a causa que o move e é imprevisível saber quando irá tudo pelos ares, não restando mais nada a não ser uns pedaços para  amostra ou para mais tarde recordar. A boa notícia é que se explodir ninguém será ferido ou molestado seja de que forma for...as 70 virgens também não são um objectivo.

 

Ao longo destes meses de aturada escrita foi especial sentir que há gente com muita paciência para ler as coisas mais sem jeito que alguém se pode lembrar, acreditem que não é fácil manter esta regularidade no disparate, muitas vezes me senti tentado a escrever alguma coisa que fizesse sentido, mas como indivíduo determinado que sou mantive sempre o timbre.

 

Confesso que esperava por esta altura já estar rico (comecei em Outubro) e que o número de visitas tivesse mais uns zeros à direita (na casa dos milhões) mas a competição é terrível e existe por aí muito pateta a fazer concorrência ao Avózinha, tornando a tarefa  de me destacar num esforço titânico, onde muitas vezes desanimei e noutras recuperei o fôlego.

 

Os comentários têm sido o pão que me alimenta, apesar de sempre ter achado que são poucos, independentemente do teor dos mesmos, mais vale poucos mas «bons». Quero crer que (os que não comentam) sois uma cambada de preguiçosos, ou então partilham da opinião de muito bom tuga que acha que votar dá muito trabalho e é uma canseira. Tenho a convicção de que alguns por muita vontade que tivessem de me xingar, não estiveram sequer para isso.

 

Aqui o Avózinha está quase quase a ir de férias, merecidas ou não, estou  mesmo a precisar delas, as baterias estão num nível muito baixinho e a precisar de espairecer. Amanhã ainda deixarei um breve pensamento e depois logo se verá, não será nenhum tabu mas nunca se sabe, se esta paragem começar a saber bem aproveito a embalagem e arrumo a escrita, se sentir saudades volto...assunto, esse nunca faltaria, ou se calhar não.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:31

Junho 28 2009

WAG é a denominação que os ingleses deram ás mulheres ou namoradas dos desportistas, significa Wives and Girlfriends, mas nem todas merecerão o título, apenas as que se destacam pela inteligência. Sim, inteligência, ou acham que é só com belas curvas e aparência que elas chegam lá, claro que não, no meio de tantas apenas algumas conseguem chegar ao objectivo de seduzir as celebridades do desporto, por isto, com belas curvas e inteligência é possível.

 

Se tentarmos traduzir (WAG) à letra para português a coisa não sai com tanto estilo, fica EEN (esposas e namoradas) ou ainda pior MEN (mulheres e namoradas), por isso deixo aqui o desafio à vossa participação, deixem o vosso comentário e arranjaremos um nome que possa competir com a sigla dos ingleses.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:34

Junho 25 2009

Todos temos um papel a desempenhar no universo, ir apreciando e interagindo com a paisagem não significa que nos estamos a desviar do caminho.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:05

Junho 24 2009

Não me considero um crítico de cinema mas sei do que gosto e se, finda a película, me agradou ou não. Quando era puto e ainda apenas existia a RTP lembro-me perfeitamente daqueles westerns que passavam à tarde onde John Wayne e companhia arrasavam com tudo o que era índio ou malfeitor, e terminada a cavalgada com o sempre «The End» era tempo de sair para a rua e brincar com a vizinhança da minha idade.

 

Uma matiné destas era sempre acompanhada de brincadeira a condizer, uma espécie de sequela da história acabada de ver na televisão. Aí sim, se uns aparentavam mais ar de cowboys (com um coldre de cada lado, pistolas de fulminantes quase à séria e por vezes até um chapéu ao estilo do Texas) outros nem por isso. Confesso que a minha pistola de fulminantes que tiveram tanto bom senso de me oferecer, era muitas vezes preterida por uma feita por mim na hora, essa sim, fabricada de um “qualquer” caco de tijolo e personalizada mesmo à medida dos meus dedos...e fácil de arranjar, o resto eram efeitos especiais onde cada um teria de fazer o som do seu cavalo (cascos e relincho) e claro, os disparos (com ricochete e tudo). Depois «crescemos» e vamo-nos tornando naquilo que vulgarmente chamamos adultos, eu cá tenho a minha opinião se é pior ou melhor, cada um terá a sua.

 

Ao ver o filme «Slumdog Millionaire» não me deu para vir para a rua fazer traquinices nem construir um WC de onde pudesse ver parte do meu interior a despencar do alto do trono (quem viu o filme sabe o que estou a falar). Mas fez-me pensar nalgumas coisas, vou deixar de lado a análise social «para quem tem estudos» como diz um amigo meu, e centrar-me naquilo que muita gente se preocupa na vida, em dar respostas às perguntas que se nos vão deparando na vida.

 

No filme, o personagem principal (que não possui grande conhecimento de cultura geral, mais ou menos como eu) está no concurso «Quem quer ser milionário» e às perguntas que vão surgindo ele encontra as respostas em episódios passados ao longo da sua ainda curta existência. Excepção a duas perguntas em que ele não faz ideia da resposta, mas aí a sua intuição trata de resolver o problema. Com senso comum e intuição o rapaz resolve a contenda a seu favor e ganha os 20 milhões...mas ele só lá foi para que o amor da sua vida o pudesse encontrar e ele a ela.

 

Eu acredito que ao longo dos anos vamos recebendo lições que bem aproveitadas podem nos dar respostas às questões do presente que nos vão influenciar o futuro, as respostas certas de preferência, noutras teremos de usar a intuição e esperar acertar. Importante será sem dúvida sabermos quando parar para não perdermos tudo num lance e ter de recomeçar de novo. Mas uma lição bem estudada e aplicada na altura certa, pode ser mais de meio caminho andado.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:33

Junho 23 2009

Que me lembre é a segunda vez que falo aqui sobre os descobrimentos, se é a primeira vez que lêem...bom, há gostos para tudo e se não acompanharam todos os pedaços do Avózinha tenho a certeza que não foi por uma razão melhor que falta de bom gosto. Eu sei eu sei, isto soa um pouco a (muita) presunção, que posso dizer, «presunção e água benta cada um usa a que quer» hoje apetece-me usar muita.

 

Talvez noutra vida tenha feito parte de alguma expedição, pelo mar claro, por mares nunca dantes navegados decerto, o mar é assim, quando passamos volta a ficar como se nada fosse, como se por ali nunca ninguém tivesse atravessado.

 

É engraçado como o vento nos leva, normalmente empurra-nos na direcção para onde sopra, mas se tivermos à beira mar e a brisa cuspida por Neptuno correr rumo à costa o efeito é contrário. Como num contra-senso, sopra para um lado mas puxa-nos para si, não é bem puxar fisicamente mas antes sim um chamamento, um convite irresistível, uma espécie de sedução.

 

Foi isso que aconteceu aos descobridores/navegadores, foram seduzidos pelo mar, sentiram aquela brisa salgada vinda de lá, aquela que quando estamos de frente para a rebentação das ondas faz aquele som fantástico. Às vezes só damos por isso quando fechamos os olhos, aí sim, torna-se mais fácil viver todas essas sensações e escutar o silêncio do chamamento.

 

A forma mais segura de sentir tudo isto é ter os pés bem na areia, literalmente, aquela sensação boa da areia como que a massajar os pés e a convidar que ali fiquemos é o que nos faz querer ir e voltar, voltar para sentir mais uma vez a terra firme, sentir de novo a sedução do mar, a vontade de partir outra vez para regressar, uma e outra vez.

 

A brisa salgada vinda do mar é como os verdadeiros amantes, toca-nos em todos os cantos e recantos do nosso corpo e alma e faz-nos sentir um prazer imenso. Descobridores, navegantes, amantes, é só escutar o chamamento.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:44

Junho 22 2009

Em puto sempre pensei que receber roupa usada, era receber roupa usada, ou seja, «mau pa caraças». Lá tinha de aceitar, ter de levar com o gosto dos outros não era algo que me agradasse, chamem-me o que quiserem mas gostos não se discutem e o meu quase nunca coincidia com o estilo de quem me passava a herança de indumentária já dispensável.

 

Não se preocupem comigo, nenhum destes factos afectou a minha personalidade de forma alguma, todos os traumas que tinha fui perdendo à custa de uns Cognacs de qualidade e uns outros tantos vinhos de fazer inveja a qualquer sessão de psicanálise.  Não sei o que teria ficado mais barato, se a pinga se as sessões, mas em relação ao que me deu mais gozo...aí não há dúvida.

 

Falo-vos disto pois vi a (Deusa) Tyra Banks a oferecer os vestidos que tinha usado para apresentar o programa, nada menos que 4, disse ela. Caramba, não fazia ideia de que para tal tarefa era preciso trocar tanta vez de farpela (como dizia a minha querida Avó), mas pelo vistos é, agora haviam de ver a cara daquela brigada de espectadoras «loucas» na assistência quando ela anunciou essa intenção. Não sei se metade não desmaiou, era vê-las em êxtase, mas pronto cada um goza com o que lhe dá gozo.

 

Como já vos disse roupa usada é roupa usada, venha de onde venha, mas pelos vistos não é bem assim, parece que depende de quem vem. Mas se o mulherio já estava numa tripe do melhor, então quando ela disse que ia entregar a roupa mesmo assim, ou seja, tiradinha daquele corpinho e directamente entregue ao destinatário sem passar pela máquina de lavar, aí foi o nirvana daquele gajedo.

 

Tive sentimentos opostos, se por um lado achei um gesto maroto (e eu gosto de marotices) dar roupa a ainda a cheirar ao corpo de alguém, passei a gostar mais da Tyra, por outro, talvez fosse melhor ela lavar a roupa primeiro e depois oferecer. Eu não levava a mal mas acho que lhe ficava bem essa atenção, lá em casa ninguém vestia nada antes de ser lavado, fosse usado fosse novo, viesse de onde viesse. Ainda hoje é assim.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:52

Junho 21 2009

Alguns minutos do vosso tempo é apenas o que vos peço para darem uma olhada no vídeo associado ao link que encontram a seguir:

 

http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte

 

A mim partiu-se-me o coração, se os homens não choram desta vez tive de abrir uma excepção. Choro de tristeza, de vergonha e sei lá, choro porque não sei o que fazer, porque me dói a alma e o coração, porque me sinto uma merda, um incapaz de fazer o que quer que seja para contrariar o que os meus olhos vêm, choro porque também sou culpado, como se as lágrimas levassem a culpa na enxurrada.

 

Alguém me ajuda? Não quero conforto, quero respostas para esta brutalidade de mundo em que vivemos. O que posso fazer? Eu quero fazer alguma coisa, morre-se de fome ou guerra assim sem mais nem menos, ou sobrevive-se com os restos dos outros, eu sei que esta realidade não é nova mas isso não faz com que tenha de ser aceite ou ignorada, não posso desviar o olhar e fingir que não é comigo, nem quero.

 

É claro que sempre existiu desolação um pouco (ou muito) por todo o lado, sem discriminar continentes, mas não é suposto a humanidade ter evoluído(?), foi o que me disseram. Afinal não evoluímos nada, continuamos na mesma ou pior, continuamos a idolatrar uns e a desprezar outros, os seres humanos não valem todos o mesmo, uns falecem e outros são estatística nos índices de pobreza e fome.

 

Mesmo que não façamos nada, não era bom se nos deixássemos de hipocrisias, de enganarmos e atraiçoarmos o próximo, pormos de vez  em primeiro lugar o culto do ser humano, trabalhando todos os dias para sermos pessoas melhores, em cada acção (já fazíamos alguma coisa). Cada um que arranje uma boa desculpa, um deus, uma religião, um símbolo, uma filosofia, qualquer coisa mas façamos.

 

Estamos todos reféns é verdade, do banco, das taxas de juro, dos seguros, dos aumentos, do petróleo, etc, mas isso não é desculpa para não termos uma atitude mais responsável e humana. Não precisamos de viver em função do ter, mas do ser, do ser humano, ser verdadeiro, ser leal, ser solidário quando for preciso, ser(mos) melhores sem, no mínimo, dificultar a vida a ninguém.

 

Podemos ensinar os nossos putos a valorizarem mais o que é essencial e a serem melhores que nós, não deixando que o mundo padeça desta maneira. Às vezes fico com a sensação de que a única salvação do planeta é a humanidade desaparecer (como os dinossauros) é duro, mas é verdade.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:41

Junho 18 2009

Se nos elogiam a inteligência e nos tratam como estúpidos...em que ficamos!?

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:30

Junho 17 2009

CMF1: Get real man!
CMF2: What are you trying to say, that I’m not for real?
CMF1: Are you?
CMF2: Well, I like to think so.
CMF1: So, you don’t know for sure.
CMF2: Yes I do.
CMF1: And how can you tell?
CMF2: I’m here talking to you...
CMF1: Besides that...that not much of a proof.
CMF2: Of course it is, but I can tell you more...a refuse to live a lie...and lying.
CMF1: You telling me that who lies is not for real.
CMF2: Well, they are, but their lives aren’t much.
CMF1: Now figure this, if people that lie are also part of your life, its gota mean you life is not as real as you are trying to say.
CMF2: You have a point there, people that lie screw with our life’s, that’s why they’re only part of my life…and not part me.
CMF1: Are you on drugs?
CMF2: No…should I? You think it could help? I’ve never experienced.
CMF1: Maybe…drugs are for real.
CMF2: They are, but they keep you from reality.
CMF1: How can you say that if you’ve never tried?
CMF2: I’ve seen the effect on others.
CMF1: Do you think people lie because they’re on drugs?
CMF2: I don’t know, I don’t have all the answers. It’s a possibility, or maybe they use drugs to forget the fact that they’re nothing but liars.
CMF1: Wow! So, if you wanna know if someone’s a liar, all you gota do is ask if they’re on drugs. That’s genius, I really think you’re a genius man.
CMF2: Thanks man, I think you’re a genius too.
CMF1: Wait! If they’re liars, they won’t confess it.
CMF2: I know, but if you give them drugs and wait they take effect, then you can ask, because then they’ll tell the truth.
CMF1: You’re really a genius man.
CMF2: Thanks man! I’ve said it already, you’re a genius too.
CMF1: So, everybody should take drugs, not to forget they’re liars, but to always tell the truth.
CMF2: Forget the dam drugs man…but, maybe you’re right. And you? Are you on drugs?
CMF1: Yep?
CMF2: Me too, I lied.
CMF1: But…but, you said that drugs made people tell the truth.
CMF2: I know…I run out, can you spare me some.
CMF1: Of course man, what are friends for…
CMF2: Cool.
CMF1: Cool.
CMF2: I’ve I told you you’re a genius?

 

These two characters, CMF1 (Crazy Mother Fucker 1) and CMF2 (Crazy Mother Fucker 2), whish you all a nice life and want to remind you that drugs are bad for your health and you should keep away from it. They swear it on the mothership that brought them to planet earth and which they were waiting for, while having this conversation.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:25

Junho 16 2009

Pode a nossa espécie viver na Lua? É a questão que a NASA vai tentar responder com a missão à Lua do foguete Atlas V, levando na bagagem algum equipamento que ajudará a estudar as hipóteses de habitabilidade, citando «estes robôs, que vão fazer as primeiras missões em mais de uma década, são nossos exploradores, para conhecer melhor o terreno e as condições do ambiente para a presença humana». Portanto, na minha opinião estamos a evoluir, primeiro pusemos lá o homem para ver se aquilo era seguro e tal, agora que está visto que sim, mandamos as máquinas...oxalá corra tudo bem e não quebrem nenhuma peça.

 

Mas o motivo de eu estar a falar nesse assunto aqui é para saber se algum de vós tem conhecimentos lá na NASA, alguém com quem eu possa falar e tentar convencer da inutilidade de tal missão, feitas as contas ainda poderiam poupar uns dólares. Aqueles Americanos sempre foram assim, é tudo à grande, e no que toca a gastar nestas coisas, não é excepção.

 

Qual é a dúvida destes fulanos, com uma simples viagem a Portugal, que ficaria muito mais barato, facilmente chegariam à conclusão de que viver na Lua é brincadeira de meninos, só por cá são uns 10 milhões que vivem (ou sobrevivem) e andam na Lua. Ponham lá uns estádios de futebol, uma imagem da nossa senhora e dêem-lhes um subsídio e vão ver se aquilo não fica cheio de portugas, de portugas e de portagens, ah!...já esquecia, se não fosse muito trabalho, uns tremoços e uma cervejitas era ouro sobre azul.

 

É claro que estou a exagerar, nem todos por cá andam na Lua ou são lunáticos (é o nome que se dá aos seus habitantes) existem por exemplo outros que são anjinhos, como sabem ser anjinho é uma habilitação para se andar por qualquer planeta ou galáxia. Assim de repente lembrei-me de Vítor Constâncio, é claro que há mais (Casa Pia e outros) mas era um favor que lhe faziam, talvez no Banco da Lua o homem pudesse fazer um grande trabalho, a nós ficava-nos bem mais barato, mesmo continuando a ser-mos nós a assegurar os 250.000 euros anuais que esse anjinho aufere. 

 

Os exemplos que vos dou são só pequenas evidências de que viver na Lua não é um bicho de sete cabeças, pelo menos para os nós Portugueses, de facto isto é genético e profético (rimou mas não foi propositado) a alma Lusitana está predestinada para dar outros mundos ao mundo, é sina que já vem de longe nos tempos.

 

(Não se esqueçam dos tremoços e da cerveja, senão o pessoal começa a pôr defeitos e a queixar-se de tudo e mais alguma coisa. Bem, se não for pedir demais, não façam lá uma democracia, é que nós também não gostamos muito de votar)

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:18

Junho 15 2009

Quando aqui escrevi sobre o meu lado feminino estava longe de imaginar que seria o mais participado de todos os textos publicados até agora (pelo menos ao nível dos comentários) o que significa que ou o meu lado feminino desperta grande interesse (e a maioria dos comentários foi de gajas) ou então vocês precisam de rever o que vos desperta a atenção. A partir dessa data passei a preocupar-me mais com vocês do que propriamente comigo, até porque eu já sou um caso perdido e vós ainda tendes salvação...ou se calhar não.

 

Aquando dessa revelação que fiz acerca do “meu lado feminino” tinha pensado numa outra ocasião falar sobre o meu lado masculino ou o que o desperta, claro que não pretenderia revelar tudo mas como sempre partilhar alguma coisa convosco. O problema é que fiquei deveras intimidado, assustado mesmo, a insegurança que se apoderou de mim ao imaginar o trauma que poderá ser se por acaso o meu lado masculino desperte menos atenção do que o feminino.

 

Correr riscos é comigo mesmo mas, desta vez não sei não, o melhor é estar sossegado, o raciocínio é simples (para eu lá chegar só pode ser simples) é que se o meu lado feminino atraiu gajas o masculino pode atrair...gajos. Ora, não é por nada, mas estou fora, não se trata de discriminação mas sim de preferência, homens, definitivamente não fazem o meu género.

 

Gosto sim de mulheres, mulheres inteligentes exercem sobre mim um maior fascínio e definitivamente esta é uma das características que me seduz no sexo feminino. Provavelmente estarão a pensar «mas então ele acha que nem todas são?» e eu direi «são todas inteligentes na mesma proporção que os homens» será porventura uma saída diplomática mas quem sou eu para medir a inteligência das pessoas. Com tudo o que já disse sobre me sentir atraído por mulheres inteligentes, bem podem ver a enrascada em que estou metido, como sempre, aliás às vezes até parece que não sei fazer outra coisa.

 

Esta minha “preferência” é como comprar um escadote para  apanhar morangos, não se conjuga. A principio julguei presunçosamente que não haveria mulheres inteligentes, mais tarde concluí de forma absurda que simplesmente poder-se-ia dar o caso de não conhecer nenhuma, só então me apercebi que pelo facto de serem inteligentes topam-me à distância, como tal continuo no alto do escadote a tentar apanhar morangos.
 
Inté


Junho 14 2009

Nunca se sabe o dia de amanhã, gosto de estar preparado para todas as eventualidades e mesmo sem ter nenhuma participação no mundo da sétima arte quero estar pronto para a (mesmo que hipotética ou nem isso) possibilidade de vir a ganhar um Oscar. Pois é meus amigos, bem sei que devem estar a pensar «que sou mesmo um indivíduo sem nada que fazer» e até pode ser verdade...mas vocês lêem.

 

Como em inglês só sei dizer «fuck», «tits», «blow me» e «thank you» vou escrever o meu discurso de agradecimento em português.

 

Monica Bellucci: And the Oscar for best actor in a leading role goes to…yes…to the awesome and sexy Avózinha.
Avózinha: (Faço um ar de admiração e após alguma hesitação dirijo-me ao palco perante uma plateia que de pé, rendida ao meu talento, aplaude entusiasticamente. Tenho de esperar alguns momentos para que todos se tornem a sentar e o silêncio volte à sala, e assim dizer algumas palavras)
- Vou procurar ser breve mas não vou conseguir (ouvem-se risos).
- Monica, estou a tentar me concentrar podes parar de me apalpar sff, tratamos disso mais logo (ela percebe português).
- Estou mesmo emocionado, nem sei o que vos dizer, é uma honra estar aqui perante tanto talento, não só dos outros candidatos mas de todos vós (ouvem-se mais aplausos e Michael Douglas dá um estalo na Zeta Jones por se estar a babar só de me ver).
- Quero vos dizer que sou fruto de muitas décadas e gerações de portugueses que têm feito carreira na arte de representar, refiro-me à extraordinária classe dos políticos portugueses que são uma grande escola para quem sonha em ser actor. Seja em cenas dramáticas, cómicas ou de acção, eles têm sido para mim uma inspiração inesgotável e um exemplo. A diferença entre nós...eu tenho boa aparência. Na verdade com estas influências que tive só podia ser duas coisas...actor, ou palhaço, mas não os do circo, palhaço mesmo, a eles agradeço e aqui deixo o meu apreço (mais aplausos).
- Quero também agradecer ao meu agente que permitiu que estivesse aqui hoje e está ali pacientemente à minha espera para me levar de volta para a prisão. Peço uma salva de palmas para ele...Agente Serôdio da prisão de Caxias!
- Por ultimo quero agradecer à Academia, claro, e dedicar este prémio à minha mãe que sempre acreditou em mim e no meu talento, e que eu por vezes nem com palmadas acreditava (mais aplausos).
- Fuck, tits, blow me thank you (aplausos e alguns desmaios).

 

(Como sabem, na cerimónia dos Oscars temos de ser breves)

 

Inté

publicado por Avózinha às 18:32

Junho 08 2009

A esperança é a ultima a morrer mas assim sendo, um dia chegará a sua vez.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:54

Junho 08 2009

«Atenção! Aos vossos lugares. Preparar, apontar, FOGO!!!»

 

E está aberta a época oficial dos incêndios, isto parece incrível mas é mais ou menos assim que é anunciado nas televisões. A maior parte do tempo da minha existência passo com a convicção de que não bato bem da cabeça, mas depois momentos destes dizem-me que afinal sou mais normal do que penso e até devo ter alguns (mesmo que breves) momentos de lucidez.

 

Que exista uma época definida e esteja identificada como de maior perigo ou propensão para a ocorrência de incêndios tudo bem, agora, que seja anunciado de forma semelhante ao início de um campeonato ou até mesmo uns jogos olímpicos, aí tenho muitas reservas, mas talvez diga isto porque não sou incendiário nem estou a pensar vir a ser. Pelo menos para já.

 

Isto das duas uma, ou tira por completo o gozo a quem pratica a actividade de incendiário, ou torna a coisa mais profissional, se fosse comigo tirava-me o gozo todo. Desta maneira facilitada é muito mas difícil um indivíduo sobressair, pois todos (sejam espertos ou não) ficam a saber em que altura devem começar a largar fogo nos alvos.

 

Mas ainda há pior, eles até mostram um mapa de Portugal com várias zonas delimitadas em cores diferentes, de modo a identificar quais estão com condições mais favoráveis e eficientes para a propagação do fogo. Se isto não tira a graça toda a quem anda no negócio, não sei o que fará, noutros tempos quem fazia disto a sua vidinha bem que se podia orgulhar de grandes feitos, agora...agora também eu podia ser se quisesse.

 

As regras do jogo estão viciadas, isto é como se num concurso de pesca dissessem aos concorrentes onde está o peixe, assim não valia e ia tornar-se impossível saber quem é mesmo o melhor. Eu cá acho que a classe se deviam juntar a bem do seu próprio futuro e dignidade e lutar pela linda carreira que pode ser fazer arder vastas áreas de floresta/mato, é que desta forma torna-se fácil de mais queimar alguma coisa e qualquer um pode intitular-se «incendiário»...arrisca-se é a ser gozado e que se riam na sua cara.

 

Inté


Junho 04 2009

Remar contra a maré pode revelar um guerreiro, remar até chorar de cansaço revela um deus da guerra ou um teimoso muito estúpido.

 

Inté
 

publicado por Avózinha às 23:27

Junho 03 2009

Ainda bem que não sou ministro da economia, ainda bem para o país pois claro, porque se eu fosse acho que desgraçava a nação, na verdade cheguei (só agora) à conclusão de que não percebo nada do assunto, sou apenas mais um que tem a mania que sabe...tipo treinador de bancada.

 

Já me estou a ver a dar a barracada geral quando o nosso 1º mandasse o ministro da economia (eu) ao Dubai:

 

1º Ministro: Houve lá, tens de ir Abu Dhabi estabelecer laços comerciais.
Avózinha: Abu quem?
1º Ministro: Abu Dhabi, é no Dubai...
Avózinha: À bom! Fortalecer relações comerciais, mas como? O que podemos “oferecer” aos gajos, só se for futebolistas em final de carreira.
1º Ministro: Não sejas vazio como a oposição, usa a cabeça. Energias Renováveis e o Magalhães.
Avózinha: (Quase me engasgo num pedaço de torresmo que estava a comer, mas após ir para baixo com a ajuda de umas goladas na mini que tinha ali à mão, lá respondo) Com essa apanhaste-me, no início ainda pensei que estavas a falar a sério.
1º Ministro: No gozo eu? No gozo estás tu, vê lá se queres que te tire a pasta.
Avózinha: (A minha vontade era dizer-lhe: «Energia renovável? Os homens querem é vender o petróleo que lhes brota do chão, ou achas que têm aquela riqueza à custa de parques eólicos. Também queres que vá vender bíblias para o inferno» isto enquanto lhe dava repetidamente com o Magalhães nos cornos. Como sou cobarde apenas disse:) Desculpa mas, podes explicar como vou fazê-los engolir essa?
1º Ministro: Então não hão de querer, eles é que ainda não sabem que querem. Não me tens visto governar?
Avózinha: A que horas é o avião!?

 

Já percebem porque não posso ser ministro da economia, sou desprovido de visão, a primeira coisa que me veio à cabeça foi vender-lhes tecido, que eles usam em muita quantidade nas vestes, e assim reabilitar a nossa industria têxtil. E torresmos...será que têm lá torresmos? A realidade é outra, e a pasta está entregue a Manuel pinho que foi mesmo para lá vender energias renováveis e o Magalhães, já estou a ver aqueles Sheiks com o nosso Magalhães em ouro maciço e com o logo feito em diamantes incrustados.

 

Já agora aproveito para fazer um pedido ao Sr. Ministro, se à vinda para cá houver espaço no avião, traga areia, para completar a nossa costa que está a ser engolida pelo mar, e para as praias do Alberto João Jardim também. Eles não vão dar por falta, têm lá muita, o petróleo é que se lhes vai acabar, mas não é para já, quando acontecer, já teremos tomado conta daquilo com as Energias Renováveis.

 

Inté


Junho 02 2009

Amy Winehouse (Amy Drughouse para os amigos) tem tanto de talento como grau de toxicidade no sangue, digo toxicidade para poder ser mais abrangente na análise sanguínea que imaginariamente lhe faço. Num site perto de si circula uma questão deveras (des)interessante «Amy conseguirá livrar-se das dependências?» assumi que não estivessem a falar de uma possível predilecção que esta poderia (hipoteticamente) ter por roer as unhas ou tirar macacos  do nariz.

 

Parti do princípio que estivessem a falar de drogas e assim sendo como não estou habituado, só de pensar nisso, foi como se estas começassem a surtir efeito em mim. Como tal pensei não só no caso de Amy mas nas vedetas em geral que fizeram carreira misturando substâncias com um pouco do seu sangue e por incrível que pareça cheguei a conclusões absolutamente...nem sei como adjectivar, usem a vossa imaginação.

 

Depois, e numa aturada pesquisa que me consumiu definitivamente uma boa parte dos neurónios que ainda me obedeciam, constatei que o fenómeno não é exclusivo das vedetas que fazem fortuna com algum talento. A coisa é generalizada e prolifera um pouco por todos os quadrantes da sociedade, o verdadeiro problema é que a grande maioria não tem talento nenhum e o único legado que deixam são famílias destroças e/ou penhoradas, nem um poemazito, um livro, um quadro ou uma cançãozita que o tempo não faça esquecer.

 

Por tudo isto desaconselho o uso de drogas, a não ser que possuam algum talento que possa ser potenciado por tal e assim alguém mais  possa desfrutar desse talento. O uso de drogas por parte de alguém desprovido de qualquer dom é um acto totalmente reprovável, inócuo, desprezível e até mesmo de desrespeito por quem com tanto carinho cultiva ou se arrisca na criação e distribuição de substâncias milagreiras.

 

Amy, é um ser humano que está habilitado a consumir drogas, não precisava era de ter tanta pressa, com mais calma iria deixando uma herança não tão diminuta. Desta forma, não as está usar nem para benefício da arte nem para quem cá está para apreciar, assim, a única coisa que poderá proporcionar é uma grande pedrada a quem for ao seu funeral...mas só se for cremada.

 

Inté

publicado por Avózinha às 23:27

Junho 01 2009

«Ela odeia-me» ou « She Hate Me» (título original) é um filme do realizador Spike Lee que passou na televisão há uns dias atrás e que pelo avançado da hora já não cheguei a ver até ao fim. Mas a parte que visionei contava entre outras coisas a história de um indivíduo que a troco de dinheiro desenvolve a actividade de engravidar lésbicas que pelo motivo óbvio recorrem aos seus serviços, uma espécie de toiro de cobrição só que elas não eram vacas, ou melhor, não sei se eram nem me interessa.

 

Desta forma elas garantiam «conhecer» os genes do dador, risco que correriam se recorressem aos serviços de um banco de esperma, e este só teria de fazer duas coisas. Uma é obvia, mandar um e-mail  para a cegonha (sim, ela já tem correio electrónico) e a outra assinar um documento a abdicar de quaisquer direitos de paternidade sobre a futura criança.

 

Para algumas situações arranjou-se o pomposo nome de «pais biológicos» um nome que pode ser «bio» mas de «lógico» não tem nada, porque ou são pais ou resumem-se a dadores de esperma/óvulos ou a barrigas de aluguer. É um pouco como a agricultura biológica, a verdadeira agricultura é só uma e foi desvirtuada e intoxicada em nome do lucro e da superprodução, a esta é que se devia chamar outra coisa qualquer, teríamos então só dois nomes, Agricultura e «outra coisa qualquer».

 

«Pais biológicos» não existem, apenas pais, ou se é pai ou mãe, e para o serem, ambos têm de o merecer preenchendo os requisitos. Acima de tudo têm de o sentir e demonstrar, não só ontem mas também hoje e amanhã, e depois, e depois, numa ligação de encantamento para toda a vida, incondicional...e os filhos também pois claro, mas isso é outro assunto.

 

Não sei se como eu algum(a) juiz(a) fica a ver filmes destes até tarde, mas se não ficam, fazem muito bem, ponham a gravar e vejam num dia seguinte...ia lhes fazer bem. Quanto muito se tiverem dificuldade em saber quem são os seus pais, tentem lembrar-se de quem lhes limpou o ranho do nariz, para quem corriam em busca de protecção quando alguma coisa corria mal, quem sempre estava por perto para lhes acudir ou levar a passear, quem lhes ralhava quando faziam asneira, quem lá estava para dar um beijo de boas noites ou de manhã ao acordar. Se ninguém lhes ocorrer é porque são fruto de um dador de esperma ou barriga de aluguer.

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:57

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