Avózinha (Sim, com acento...)

Janeiro 18 2009

D. José Pelicarpo disse algo que é bastante verdade, o casamento é uma carga de trabalhos, depois acrescentou uns pózinhos e foi mesmo uma carga de trabalhos. Bastou dizer «Pensem duas vezes em casar com um muçulmano» e a polémica instalou-se, gente de vários quadrantes a manifestarem-se contra esta opinião e a protestar por tal ofensa ter sido proferida.
Ora, com o mediatísmo que o Avózinha alcançou senti-me na dupla obrigação de:
- Não ficar para tráz no disparate, perante a concorrência.
- Dar a conhecer a minha opinião á vastíssima legião de fãs que por aqui passa.

 

Verdade seja dita, com as declarações de D. José ficou explicado porque a Igreja não permite que os homens que abracem o sacerdócio não possam casar, concerteza para não meterem as mulheres em trabalhos. Por outro lado até parece que no casamento quem se lixa é sempre a mulher (e aqui senti alguma revolta), caramba, por debaixo daquelas burkas (as que vestem) também devem existir algum exemplares do género feminino bem difíceis de aturar, ou vão-me convencer que são todas uns doces só porque se vestem assim.

 

Bem, mas adiante, choca-me bastante (e ao ocidente também) a forma desumana como são tratadas as mulheres muçulmanas em alguns ambientes/países mais conservadores ou fundamentalistas, onde vezes demais podem e são vítimas de atrocídades e nem sequer têm direito a dizer o que pensam nem a defenderem-se, no fundo não são tratadas como um ser humano, porque um ser humano pode ser homem ou mulher e ambos deveriam ter direitos iguais. Esta situação parece não chocar a comunidade muçulmana, pelo menos não tanto como as palavras ditas pelo cardeal.

 

Estou convencido que o casamento partiu de um pressuposto errado, passo a explicar, em tempos os (ditos) humanos juravam amor eterno e ficar ao lado da outra metade para todo o sempre, mas aí deve ter começado a aparecer gente a dar o dito por o não dito e a fugir da jura a sete pés «Quem? Eu? Disse que te amava e ficaria contigo para todo o sempre? Quando é que eu disse isso? Impossível, sempre fui apaixonado(a) por outra pessoa.» e assim se criou o casamento para oficializar a coisa e agarrar quem já estivesse a pensar em dar á sola.

 

Reconheço que não tenho muita paciência para esta gente e muito menos para este tipo de polémicas mas convenhamos, nem todos o muçulmanos são terroristas, nem todos os católicos são boa gente, nem todos os “líderes” são para seguir. Deveria fazer parte do saber estar e aprender a viver, distinguir o que merece a pena ser distinguido e seguir quem merece ser seguido, seja de que religião fôr ou mesmo de nenhuma, nunca prejudicando ninguém.
 

Inté

publicado por Avózinha às 18:44


Pois o problema reside mesmo aí, na falta de bom senso dos seres humanos!
Conseguem criar situações absurdas, quase todos adoram um deus e resolvem adorá-lo cada um à sua maneira.
Cada igreja tem o seu feitio e os seus rituais e para cada povo, o seu ritual é sempre melhor que o do vizinho.
E como se issso não bastasse, ainda fazem guerras por causa disso!
E morrem pessoas por causam desses absurdos!
E a quantidade de pessoal que vive à custa da religião?
Bem isso dava um texto que nunca mais tinha fim!!!!!!
Fã nº 3415 a 18 de Janeiro de 2009 às 19:30

Pois eu sou da opinião que o casamento é sempre uma carga de trabalhos. Com muçulmanos ou não... Sempre. Mais carga de trabalhos é desmancha-lo. Por isso é que os muçulmanos lá têm as restrições deles. Em relação ao tratamento humano digno, subscrevo. Em relação à polémica... É o de sempre, andamos sempre a atirar pedras aos telhados de vidro dos outros para ninguém vir partir os nossos.
perdida_nos a 18 de Janeiro de 2009 às 20:26

pesquisar
 
Janeiro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

16
17

21
23
24

30
31


mais sobre mim
blogs SAPO