Avózinha (Sim, com acento...)

Maio 02 2011

O imparável Hugo Chavez, quando não está a mimar a Administração Norte Americana com os elogios que são do conhecimento geral (classificou muito bem Bush Jr. como «Mr. Danger» e «Donkey») é porque está ocupado com outros afazeres. Nada lhe passa despercebido, o que deve dar uma trabalheira imensa, estar “atento” a tudo e todos para que nada escape ao controlo. É que isto de governar um país é uma coisa tramada, ou melhor, o povo é tramado, tem ideias para todos os gostos e depois nem todas (lhe) interessam.

 

Uma das notícias que me deixou mais descansado é que na Venezuela a polícia é responsável por 66% dos assassínios. Bom vamos ser precisos/justos, citando Gabriela Ramírez, coordenadora de um órgão estatal venezuelano que visa defender os direitos dos cidadãos:

 

«Devemos manifestar preocupação pelo facto das polícias estatais serem responsáveis por 43,30 por cento destas violações e as polícias municipais por 22,80 por cento das privações arbitrárias da vida»

 

Está reposta a justiça, 43,30% para a polícia estatal, 22,80% para a polícia municipal, o resto é para bandidagem sem escrúpulos que devia era estar presa...ou tirar o curso de polícia e legalizar o seu status. Resumindo, 34%  assassina, 66% comete actos de «privações arbitrárias da vida» o que, muito provavelmente devido à minha ignorância, era um termo que até agora desconhecia, estou mais familiarizado com «limpar o sarampo» «oferecer um fato de madeira» ou «mandar desta para melhor» por exemplo.

 

No que toca a manter sob controlo a iniciativa privada Hugo Chavez não brinca em serviço, e os assassinatos não fogem à regra. Não se contentando com uma Golden Share como faz o nosso governo na PT, Chavez é mesmo o accionista maioritário no ramo das «privações arbitrárias da vida» e com razão, não fossem começar a chateá-lo por considerarem a Golden Share ilegal, como nos faz a Comissão Europeia.

 

É tudo uma questão de números, e que me perdoem a visão economicista da coisa, na Venuzuela uma percentagem minoritária dos assassinatos está entregue (até ver) ao privados que assim podem gerir entre si a quota de mercado que lhes cabe explorar. E o melhor mesmo é os 34% (que devem ser americanos a viver por lá) estarem caladinhos, nada de começar a reivindicar, porque se não o Sr. Presidente nacionaliza o resto. Gabriela Ramírez já «manifestou preocupação».

 

(Fonte: tvi24.iol.pt)

 

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