Avózinha (Sim, com acento...)

Março 10 2011

Puto vai a casa da vizinha, aflitinho, pede se pode fazer xixi pois a mãe ainda não chegou, podem acontecer duas coisas.


a vizinha vai à porta:

 

Joãozinho: Olá vizinha! (já estou! Pensou ele)
Vizinha: Olá João, estás bom?
Joãozinho: Sim. Vizinha, posso usar a sua casa de banho?
Vizinha: Então não consegues entrar em casa?
Joãozinho: Não tenho chave.
Vizinha: Não tens chave de casa?
Joãozinho: Não, esqueci-me...(e lá vai ferrando os joelhos um no outro) e a minha mãe ainda não chegou...
Vizinha: Ai não? Onde é que ela foi?
Joãozinho: Não sei! (diz ele já a encolher-se)
Vizinha: Então hoje saíste mais cedo da escola?
Joãozinho: Não, mas ela deve estar atrasada. (diz ele dançando já uma espécie de lambada para manter a pressão entre as pernas)
Vizinha: Se ela sabe que chegas a esta hora já cá devia estar, mas não deve ter acontecido nada.
Joãozinho: Pois...
Vizinha: Se calhar está mesmo a chegar.
Joãozinho: Sim. (um sim com a voz muito ténue)
Vizinha: Vai lá então, antes que faças pelas pernas abaixo.
Joãozinho: (pernas para que quero, direitinho ao altar dos alívios)
Vizinha: Então, já está? (pergunta ela ao vê-lo de volta)
Joãozinho: Sim! Obrigado vizinha! (ia estando, pensou ele)
Vizinha: Quando precisares já sabes, se a vizinha estiver aqui, podes tocar.
Joãozinho: Obrigado vizinha!
Vizinha: A tua mãe já deve estar a chegar. Queres ficar em casa da vizinha enquanto ela não chega?
Joãozinho: Não é preciso, até logo! (já com a voz recomposta e a energia de criança de volta)

 

o vizinho vai à porta:

 

Joãozinho: Olá vizinho!
Vizinho: Olá João, estás bom?
Joãozinho: Sim. Vizinho, posso usar a sua casa de banho?
Vizinho: Podes, vai lá.
Joãozinho: (pernas para que quero, direitinho ao altar dos alívios)
Vizinho: Então, a namorada pôs-te na rua? (diz o vizinho na brincadeira ao vê-lo de volta)
Joãozinho: Não (responde sorrindo meio envergonhado), esqueci-me da chave.
Vizinho: Ai essa cabeça, só pensa em miúdas depois é o que dá.
Joãozinho: (sorriso)
Vizinho: Então e agora, ficas na rua?
Joãozinho: A minha mãe deve estar a chegar.
Vizinho: Queres ficar em aqui enquanto ela não chega?
Joãozinho: Obrigado, não é preciso, até logo! (já com a voz recomposta e a energia de criança de volta)
Vizinho: Vai lá ter com elas vai, seu malandro!

 

(se é que existe moral a retirar do que alguma vez escrevo, bem poderia ser que dá sempre jeito ter/fazer boa vizinhança, por todos os motivos e mais algum, então em caso de aflição...só temos de nos compreender uns aos outros...mas quem disse que o mundo era perfeito!? E depois há vizinhos e vizinhas)

 

Inté

publicado por Avózinha às 19:57

Muito bom (^^)
perdida a 11 de Março de 2011 às 12:14

Bem, parece que não existem assim tantas diferenças entre a coscuvilhice do vizinho ou da vizinha.
Uma pergunta primeiro e dá a autorização depois e outro faz ao contrário. Mas ambos ajudam o puto.
Vizinhos e vizinhas, é bom tê-los por perto e se forem solidários, melhor.
mc a 13 de Março de 2011 às 23:25

POIS MC!!! se os vizinhos(as) forem simpaticos corre tudo bem mas se tivessemos vizinhas como a senhora doutora estavamos todos perdidos, morriamos todos ao frio, e como o avózinha disse á vizinhos e vizinhas.
EDU a 28 de Março de 2011 às 23:23

Pois eu sou uma grande vizinha fica sabendo. E uma grande médica pelos vistos! ehehheeheh
mc a 28 de Março de 2011 às 23:25

Eu queria dizer doutora professora mas quando estava a escrever professora deu-me uma uma dor muito forte nos dedos. E eu imagino o que os seus vizinhos sofrem taditos eu não queria estar na pele deles, se um deles estiver a desmaiar você se for preciso em vez de o socorrer ainda passa por cima dele.
EDU a 28 de Março de 2011 às 23:31

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