Avózinha (Sim, com acento...)

Janeiro 25 2011

Os escravos, os escravos da política, da(s) moda(s), da beleza, da magreza, os escravos da religião, do banco, da(s) droga(s), das férias, do desporto, do exercício físico, do patrão, escravos do carro, da casa, dos móveis, da televisão, dos telefones, da internet, das máquinas de café, dos amigos, da família, do tempo, da(s) aparência(s), de toda a merda e mais alguma...da ambição.

 

Não será possível gostarmos “das coisas”, desfrutar delas em vez de sermos seus miseráveis escravos...e temos mesmo de querer ter todas desmesuradamente? Quantas vidas necessitaríamos para as poder usufruir em pleno no seu conjunto? Acima de tudo será que podemos suportar o encargo que representam, tanto material como até do ponto de vista espiritual!? E valerá mesmo a pena?

 

Já usaram todas as funcionalidades do vosso telemóvel, da televisão, do computador (?), isto só para citar alguns exemplos. Todos queremos ter os nossos luxos, eu também quero, mas não me parece saudável que assim tenha de o ser em relação a todos os aspectos, sobretudo naqueles que nem sequer temos especial apreço ou nem usamos. Até agora o que pude constatar é que isso não me deixou mais feliz e cada vez mais procuro não me ralar com esse tipo de coisas, sobretudo porque não sou rico e alguns dos prazeres deste mundo material custam dinheiro, assim, poderei canalizar o que gastaria em itens que não tiro partido, noutros que me trazem felicidade.

 

Quero afirmar «amanhã vou jantar com uns amigos» e não «amanhã tenho de ir jantar com uns amigos», em primeiro lugar ter prazer na sua companhia, nunca só porque o “programa de festas” é fenomenal e para poder contar a todos onde estive, quão importante era em termos de status social quem lá estava, e o que fiz. Não quero parecer anti-social, mas só quero estar com quem quer estar e compreenda o prazer da partilha da companhia de cada um, e se não gostarem de mim podem ir ser felizes para outro lado. Soa rude (?), mas haverá momentos para estar com todos, mais com uns do que com outros.

 

Até posso só estar a falar de mim, ou dos “outros” também, ou de ninguém, certo certo é que «as aparências não enganam» «só enganam» e como eu não gosto de enganar nem ser enganado.... O importante é não sermos fundamentalistas, em nada, mas não me podem culpar por querer me rodear de mais felicidade, pelo menos tentar, estar mais ligado e despender mais tempo, dinheiro e energia no que verdadeiramente interessa, material e espiritual. Em suma, como uma pessoa espectacular que eu conheço costuma dizer «Podemos imaginar um ideal do que nos faz feliz, mas o que nos faz feliz, é simplesmente...o que nos faz feliz».

 

Inté

publicado por Avózinha às 22:56

A felicidade não existe. O que existe são momentos felizes. Espero que tenhas muitos!
Conceição a 27 de Janeiro de 2011 às 22:26

Ainda bem que não me considero escrava de nada disso...
Nem entendo como se pode ser escravo de bens materiais ...
Escravo, não convém ser de nada, nem de ninguém...
mc a 27 de Janeiro de 2011 às 23:09

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